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I Encontro  pela diversidade nos espaços Sociais

O Sindicato dos Trabalhadores e trabalhadoras  em Telemarketing (Sintratel) promoveu, na sexta-feira, 07 de junho, o seu  I Encontro pela Naturalização da Diversidade Humana nos Espaços Sociais.

O evento, teve como finalidade consolidar o movimento do Sintratel por equidade nas relações de trabalho e pelo  fim de toda forma de violência e opressão do machismo na sociedade,  dando assim maior relevância à esta ação, considerando que ocorreu no período que antecedeu a Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo.

O encontro contou com a presença de parlamentar, membros do M. T. E., além de lideranças no movimento social, como, Almir Nascimento, representante da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que destacou, "as bandeiras de luta elencadas na  Parada LGBT , levam para as ruas do Brasil cerca de 11 milhões de pessoas, o que equivale a população da cidade de São Paulo, isso nos dá força para conquistar avanços políticos importantes nas esferas governamentais e denunciam a  situação de vulnerabilidade  social e econômica   ainda imposta aos LGBTs",  reivindicando a liberdade a toda forma de manifestação de amor e corroborando com a defesa do Projeto proposto na Camarada Federal pelo Deputado Federal,  Orlando Silva ( liderança  dos movimentos por equidade social de gênero e raça ) que tem como eixo a defesa de que "é dado em compasso com artigo 5° da  constituição brasileira o pleno direito de  concepção da instituição Familiar as  pessoas que se unam com o propósito de instituir em laço de  amor e solidariedade a família, independente de sua identidade de gênero”.

  Marco Aurélio Oliveira, Presidente do Sintratel  aproveitou para acentuar em sua saudação que "esta  é uma atividade muito importante porque estamos vivendo um momento de muito retrocesso social, em todos os sentidos, mas principalmente, nos costumes, que são os mais conservadores possíveis e interferem inclusive em um assunto que diz respeito à liberdade individual”, e ainda que é preciso lutarmos pela democratização das oportunidades de emprego e  educação para negros, mulheres e LGBTs como forma de resistência a discriminação.  A saudação do   Coordenador do MT E Jaldenir da Silva Costa foi  reafirmante  sobre a disposição do Super intendência regional do trabalho em  contribuir com a democratização nas relações do trabalho . 

  Apesar dos avanços que conquistamos até hoje, ainda são poucos os negros e os gays que ocupam cargos de chefia nas empresas, disse Marcísio Mendes de Moura, diretor de Imprensa e Comunicação do Sindicato.

Durante o evento foi destacado pelo DJ e militante André Pomba que "é preciso não confundir liberdade de opinião com liberdade de discriminação e que a democracia precede o respeito a liberdade social e ainda salientou a importância da lutar por equidade como meio de promoção de oportunidade e emprego descente para  todos e todas..

Entre tantos casos, um chamou a atenção de todos presentes, a história de Maísa Setin, trans que passou por inúmeras dificuldades, preconceitos e que continua sua trajetória. “É muito difícil terminar os estudos, quanto mais fazer faculdade e conquistar um espaço no mercado de trabalho, todos os caminhos nos leva a prostituição”, explicou a trabalhadora.

Maísa, orgulhosa em apresentar seu RG, ressaltou que tentou por duas vezes fazer o processo de admissão da empresa que trabalha atualmente, mas só passou depois que fez a troca dos seus documentos pessoais, o que representou um grande avanço.

A diretora sindical Valmira Luzia  falou sobre o lançamento da publicação  que norteou as intervenções  do encontro  e destacou as percepções sobre a relação de opressão de gênero e de classe  destacando que "a luta pela superação das desigualdades  se dará também  pela  ocupação democrática  dos espaços de poder, jurídico, econômico e social independente da identidade de gênero, materializando o direito a singularidade da cidadania plena e  superando da  desvalorização imposta ao feminino, sempre lançado a condição de pessoa de  segunda classe. É fato que sejam elas, trasns, travestis e mulheres sempre são vulnerabilidades  pela violência em todas as suas formas, de  acordo com a sua pesquisa  uma pessoa LGBT É MORTA CADA 27 HORAS NO PAIS em sua maioria travestis e tras sexuais ,fato que chama a atenção tanto quanto os casos inúmeros de feminicidios  nos últimos anos, visto que, o machismo  e a mercantilização desumanizadora  imposta ao  feminino são sempre o motivo de tais violências.

A publicação ainda trata sobre a invisibilidade das lesbicas subscritas no cotidiano vida social como uma sub diversidade de gênero, que não possui programas na mídia para ditar moda e comportamento , não tem  glamur e muito menos pontos  de  encontro institucionalizados a décadas  em toda a sociedade já que os espaços públicos não foram  destinados a elas. Assim, a autora considera que a liberdade de todas as formas de identidade de gênero passa pela liberdade do gênero feminino desnaturalizando a violência e rompendo com a opressão do machismo.

                     Rompendo com a discriminação no trabalho.

O Diretor e coordenador  do núcleo de equidade nas relações do trabalho do Sintratel Sindical Paulo Martins durante o encontro  elencou as diretrizes do trabalho  que a entidade desenvolverá neste próximo semestre em defesa  da aplicação de políticas  pela ascensão econômica,  democrática de todas e todas no trabalho e destacou os seguintes elementos

· Propor aos empregadores padronizar os programas de cargos e salários de maior prestígio entre mulheres e homens independente de sua identidade de gênero e da constituição familiar da pessoa que trabalha e que haja candidatas e recrutadoras em seus processos seletivos para cargos de maior prestigio;

· Ampliar os programas em prol da maternidade (e paternidade) independente da identidade de gênero.

· Propor nos acordos coletivos ações de integração que visem reduzir casos de buling (assedio moral) no local de trabalho.

· Celebrar acordos coletivos com a jornadas de horários flexíveis para mães com filhos em creche;

· Propor aos empregadores nos acordos coletivos programas de cargos e salários que tenham critérios para aumentar a diversidade de gênero entre novos líderes;

· Através de acordos de cargos e salários, assegurar que as pessoas, independente de sua identidade de gênero, em todos os níveis da empresa tenham planos de carreira;

· O SINDICATO em parceria com especialistas da SRTE e das Organizações Não Governamentais de Luta por Equidade, falar com as equipes de empregados e empregadas nos diversos locais de trabalho sobre igualdade de gênero e abrir espaço para discussão;

· Realizar pesquisas regularmente sobre o progresso da igualdade de gênero nos diversos locais de trabalho.

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