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Barrar a investigação de Temer mostrou unidade patronal para roubar direitos dos trabalhadores

michel-temerOs deputados empresários e aqueles que representam empresários e seus partidos (PSDB, PMDB, DEM, PSC, PSD, PTB, PP, PRB, Solidariedade, entre outros) riram na cara dos trabalhadores no dia 2 de agosto. Eles impediram a investigação da denúncia por corrupção passiva, vinda do Ministério Público Federal, contra Michel Temer, mesmo com as pesquisas indicando que mais de 80% dos brasileiros queriam a abertura do processo.

Com esse ato mostraram unidade entre eles para aprovar os projetos encabeçados por Temer, que roubam os direitos da classe trabalhadora, como a reforma trabalhista, que mudou completamente a CLT para favorecer as empresas, que agora terão maior liberdade a amparo da lei para explorar ainda mais seus empregados.

ForaTmerAprovar essa reforma e livrar Temer foram atos que serão lembrados como dois dos maiores absurdos da vida política brasileira. Vão marcar um momento histórico em que o capital (empresas, empresários e os políticos que os representam) acabou com os direitos conquistados pelos trabalhadores em um século de lutas e resistência, retrocedendo as relações entre capital e trabalho (empregadores e empregados) ao século XIX.

Foram 263 votos de deputados governistas para salvar Michel Temer da investigação. Temer foi denunciado como sendo beneficiário dos recursos dados pela JBS ao ex-deputado e ex-assessor especial da Presidência da República, Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR), flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil que, segundo a delação de Joesley Batista, seria uma “mesada” para comprar o silêncio do ex-deputado preso Eduardo Cunha, acertado com Temer.

Compra de votos na cara dura

Para conseguir esse resultado, o governo abriu um balcão de negociação de cargos e emendas dentro do plenário da Câmara em troca de votos para salvar Michel Temer. Durante toda a sessão, ministros e líderes governistas mobilizaram a máquina federal para atender deputados que se comprometessem a rejeitar a acusação. Foram milhões em dinheiro do povo trabalhador usados para comprar deputados para votarem contra o próprio povo.

A operação foi ordenada por Temer e comandada pelo ministro tucano Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), cuja pasta é a responsável pela distribuição de cargos e emendas para a base aliada. Ele foi um dos dez ministros que reassumiram seus mandatos na Câmara para votar a favor do presidente e obter votos no plenário.

A luta tem que continuar e crescer

Após sair livre, Temer disse que todos que querem derrubá-lo estão sendo derrotados. E se sentiu fortalecido para mandar acelerar a reforma da Previdência, que está parada na Câmara desde que as acusações foram feitas contra ele.

Os trabalhadores precisam ampliar a luta com urgência para derrotar a reforma trabalhista na prática e impedir a aprovação da reforma da previdência. Nas Campanhas Salariais, a luta tem de ser implacável para impedir que os Acordos e Convenções Coletivas sejam mudadas e que os diretos sejam rebaixados.

Esse é o nosso desafio e a nossa tarefa!

Grande parte dos deputados que livraram Temer respondem a ações no STF

Mais de 40% dos 263 deputados federais que votaram para livrar o presidente Michel Temer de um eventual julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) respondem a inquéritos ou são réus em ações penais em andamento na Corte. O levantamento foi realizado pelo UOL, com base na pesquisa sobre a situação criminal dos parlamentares no Supremo, divulgada na semana passada pelo site "Congresso em Foco".

Veja abaixo a lista dos investigados pró-Temer (em ordem alfabética):

Adalberto Cavalcanti (PTB-PE)

 Adilton Sachetti (PSB-MT)

Aelton Freitas (PR-MG)

 Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)

Alberto Fraga (DEM-DF)

 Alceu Moreira (PMDB-RS)

 Alfredo Kaefer (PSL-PR)

Alfredo Nascimento (PR-AM)

Altineu Côrtes (PMDB-RJ)

Andre Moura (PSC-SE)

Aníbal Gomes (PMDB-CE)

 Antônio Imbassahy (PSDB-BA)

Arthur Lira (PP-AL)

 Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

 Augusto Coutinho (SD-PE)

Benjamin Maranhão (SD-PB)

Beto Mansur (PRB-SP)

Bruno Araújo (PSDB-PE)

Cabuçu Borges (PMDB-AP)

 Cacá Leão (PP-BA)

Carlos Bezerra (PMDB-MT)

Carlos Marun (PMDB-MS)

Célio Silveira (PSDB-GO)

 Celso Jacob (PMDB-RJ)

 Celso Russomanno (PRB-SP)

 Cícero Almeida (PMDB-AL)

Dâmina Pereira (PSL-MG)

 Daniel Vilela (PMDB-GO)

Danilo Forte (PSB-CE)

Delegado Éder Mauro (PSD-PA)

Delegado Edson Moreira (PR-MG)

 Dilceu Sperafico (PP-PR)

Dimas Fabiano (PP-MG)

Edio Lopes (PR-RR)

Eduardo Da Fonte (PP-PE)

Eli Corrêa Filho (DEM-SP)

Ezequiel Fonseca (PP-MT)

Fábio Faria (PSD-RN)

Felipe Maia (DEM-RN)

 Flaviano Melo (PMDB-AC)

 Genecias Noronha (SD-CE)

Geraldo Resende (PSDB-MS)

Giuseppe Vecci (PSDB-GO)

 Gorete Pereira (PR-CE)

 Heráclito Fortes (PSB-PI)

Iracema Portella (PP-PI)

 Izalci Lucas (PSDB-DF)

João Carlos Bacelar (PR-BA)

João Paulo Kleinübing (PSD-SC)

Jorge Côrte Real (PTB-PE)

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

 José Otávio Germano (PP-RS)

José Priante (PMDB-PA)

 José Reinaldo (PSB-MA)

 Jozi Araújo (Podemos-AP)

Julio Lopes (PP-RJ)

 Laerte Bessa (PR-DF)

 Lázaro Botelho (PP-TO)

Lindomar Garçon (PRB-RO)

 Lucio Mosquini (PMDB-RO)

Lucio Vieira Lima (PMDB-BA)

Luis Tibé (PTdoB-MG)

 Luiz Cláudio (PR-RO)

 Luiz Fernando Faria (PP-MG)

Luiz Nishimori (PR-PR)

 Macedo (PP-CE)

 Magda Mofatto (PR-GO)

 Maia Filho (PP-PI)

 Marco Tebaldi (PSDB-SC)

 Marinaldo Rosendo (PSB-PE)

 Mário Negromonte Jr. (PP-BA)

Marx Beltrão (PMDB-AL)

 Maurício Quintella Lessa (PR-AL)

 Milton Monti (PR-SP)

 Missionário José Olimpio (DEM-SP)

 Nelson Marquezelli (PTB-SP)

Nelson Meurer (PP-PR)

 Newton Cardoso Jr (PMDB-MG)

Nilson Leitão (PSDB-MT)

 Nilton Capixaba (PTB-RO)

Paes Landim (PTB-PI)

Pauderney Avelino (DEM-AM)

Paulo Feijó (PR-RJ)

 Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)

Paulo Maluf (PP-SP)

Paulo Pereira Da Silva (Solidariedade-SP)

 Pedro Fernandes (PTB-MA)

Pedro Paulo (PMDB-RJ)

Pr. Marco Feliciano (PSC-SP)

 Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO)

Raquel Muniz (PSD-MG)

Renato Molling (PP-RS)

Ricardo Teobaldo (Podemos-PE)

Roberto Alves (PRB-SP)

Roberto Balestra (PP-GO)

 Roberto Britto (PP-BA)

 Roberto Góes (PDT-AP)

Rogério Marinho (PSDB-RN)

Rogério Rosso (PSD-DF)

Rômulo Gouveia (PSD-PB)

Ronaldo Benedet (PMDB-SC)

Ronaldo Nogueira (PTB-RS)

Silas Câmara (PRB-AM)

Simão Sessim (PP-RJ)

Takayama (PSC-PR)

Thiago Peixoto (PSD-GO

Toninho Pinheiro (PP-MG)

 Vinicius Gurgel (PR-AP) Wladimir Costa (SD-PA)

Yeda Crusius (PSDB-RS)

Zeca Cavalcanti (PTB-PE)

DECRETO Nº 6 523

Código de ética

Criança e adolescente