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Negociações se estendem, mas patrões já acenam para a reposição da inflação no piso-salarial

Em nova rodada de negociações da Campanha Salarial 2016, realizada na quinta-feira (18/02), o Sindicato patronal (Sintelmark) acenou para um acordo, aceitando a reposição da inflação (11,26%) em nosso piso-salarial.
Todavia, insistem nos 2,82% para os demais trabalhadores.

Das reuniões realizadas até o momento, esta foi a mais significativa, pois ao acenar para um acordo na reposição da inflação para o piso-salarial, os patrões demonstram que estão dispostos ao acordo, já que até o momento insistiam no salário mínimo como base para discussões para a categoria.

O impasse está na correção para os demais trabalhadores, que ganham acima do piso da categoria, já que continuam com a amarga proposta de 2,82%. O que é inaceitável!!!

Nos argumentos, apresentam números pautados na retração da economia, que tem atingido o setor de serviços (inabalado, mesmo nos períodos de baixo crescimento econômico anteriormente), que, inclusive, vem sendo atingido pelo fantasma do desemprego e por aí segue o muro de lamentações patronal.

Diante desses apontamentos, o Sintratel destacou os números positivos do setor, que durante anos gozou de lucros altíssimos, crescimento próspero, mas que jamais serviram como catalisador na valorização dos trabalhadores da categoria. 

O recuo na discussão do piso mostra que a pressão já vai surtindo efeito, pois a reposição da inflação era questão fora do contexto nas discussões.


Outro ponto que merece destaque é que, se por um lado a economia restringe avanços, por outro lado as cláusulas sociais e de saúde devem ser pontos centrais de discussão para o momento.  O que o patronal tem objetado a todo momento.

Outro ponto que devemos nos atentar, é a garantia da data-base 1º de janeiro, ou seja, independente do encerramento das negociações, os trabalhadores terão direito ao período retroativo, o que acarreta outro ganho para categoria.

O momento é de mobilização e participação em todas as empresas!!!

Conquistar a reposição da inflação nos salários parece uma tarefa lógica neste momento, mas não tem sido a realidade na maioria das negociações país afora, pois c
om a desaceleração da economia e a inflação em alta, diversas categorias sequer tem conquistado a reposição da inflação, estão tendo que fazer acordos de redução de jornada, com redução de salários e direitos para manutenção de empregos.

Várias negociações fechadas nos últimos meses tiveram, na maioria dos casos, ganhos reais nulos ou inferiores aos conquistados no ano anterior.

Sendo assim, a reposição da inflação, principalmente para @s trabalhador@s que ganham o piso salarial no setor é fundamental, já que são a grande população na categoria e os que mais são afetados pela inflação, que impacta diretamente no poder de compra destes salários, que quanto menores sofrem maior desgaste ao longo do ano.

Agora, outro ponto que devemos centrar fogo, é a correção nos salários para os que ganham acima do piso, pois a proposta patronal de conceder apenas 2,82% para estes salários é descabível, precisamos de avanços concretos nesta proposta também. 

Sabemos de todas as dificuldades para negociar esta proposta no atual quadro econômico que se apresenta. Mas a melhoria desta proposta é fundamental, assim como a Regulamentação da Profissão, que impossibilitaria esse leilão salarial que tem se apresentado nas empresas de telemarketing e tem feito @s trabalhador@s serem sua maior vitima. 

Em períodos de dificuldades econômicas os patrões sempre se fazem de mártir, jamais esquecem dos famigerados lucros e se recusam terminantemente em ouvir falar de responsabilidade social. Como se os lucros e resultados das empresas fossem o que há de mais importante no mundo. Nos momentos adversos conclamam @s trabalhador@s a fazer parte dos negócios, já nos períodos de lucratividade abundante nos esquecem facilmente.

Para agravar a situação, no setor de Telemarketing, há acordos rebaixados com empresas de expressão, o que pressiona as demais negociações negativamente, dificultando ainda mais os avanços nos salários e benefícios.

Reforçar a luta

As negociações estão se aproximando do seu momento decisivo. Assim, é fundamental ampliar a mobilização nas empresas. Pois somente assim poderemos avançar nas propostas. 

Nestas próximas semanas a diretoria do Sintratel retornará em diversas empresas do setor consultando os trabalhadores, realizando reuniões e assembléias, a fim de tirarmos diretrizes para o encerramento da Campanha Salarial. Pois diante das inúmeras tentativas, se não houver uma melhoria significativa na correção para os que ganham acima do piso e a reposição da inflação para o piso, teremos que radicalizar o posicionamento.

A participação de todos(as) na mobilização é mais importante do que nunca. O desfecho da campanha ainda não está definido, mas poderá exigir luta e até paralisações para trazer resultados favoráveis aos trabalhadores(as).

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