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Centrais Sindicais defendem eleições democráticas e retirada das reformas Trabalhista e Previdenciária

ElecoesGeraisAs fortes e decisivas denúncias contra Michel Temer, feitas pelos donos da JBS, um conglomerado de empresas do setor alimentício, não são novidade pra ninguém. Temer já tivera o nome citado em delações da Lava Jato, entre outros escândalos. Sua trajetória e ficha corrida são bem conhecidas. Mas agora vieram à tona, provando a ilegitimidade dele para presidir o Brasil, reforçada por ter acessado o cargo sem ter sido eleito para isso.

Em face da grave situação exposta a partir das denúncias, as centrais sindicais (UGT, CTB, Força Sindical, NCST e CSB) emitiram nota unitária exigindo a apuração rigorosa de tudo que foi denunciado que envolve a corrupção e os desmandos que vêm paralisando o País. Também cobram eleições democráticas e renovam o chamado à luta contra as reformas Trabalhista e Previdenciária.

Leia íntegra da nota:

POR ELEIÇÕES DEMOCRÁTICAS E CONTRA AS PROPOSTAS DE REFORMAS TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA

Diante do aprofundamento da crise política após as graves revelações contidas nas delações envolvendo o presidente Temer e outros políticos de expressão nacional, as Centrais Sindicais alinham-se à cidadania democrática para exigir a apuração rigorosa de todas as denúncias de corrupção e desmandos que vêm paralisando o País, criando insegurança e impactando negativamente a economia nacional, que se manifesta na forma da recessão e no crescente e alarmante índice de desemprego que assola milhões de famílias de trabalhadores.

Os trabalhadores exigem o estrito cumprimento do rito constitucional e a revalorização do estado de direito como a via para a devida apuração destas e das demais denúncias e acusações que, cada dia mais, pesam sobre o mundo da política e da administração pública. Desta forma, recusamos e combateremos qualquer iniciativa de promover medidas que afrontem nossa Constituição democrática e cidadã como alternativa à grave crise política à qual o País vem sendo submetido.

O permanente esgarçamento das instituições republicanas, ocasionado pelas denúncias e acusações de corrupção, nos leva a considerar que falta legitimidade política e social ao governo para, num momento de grave crise institucional, política, econômica e social como a que estamos vivenciando, querer jogar sobre as costas dos trabalhadores e da parcela mais humilde da sociedade o custo do ajuste econômico representado pelas propostas de reformas trabalhista e previdenciária que tramitam no Congresso Nacional, às quais exigimos que sejam imediatamente retiradas da pauta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. É importante que este debate sobre as propostas de reformas aconteça de forma ampla, envolvendo as representações dos trabalhadores e a sociedade civil.

Qualquer solução democrática para a crise política e econômica nesta conjuntura passa pela construção de um amplo e democrático acordo nacional visando à defesa de nossa democracia e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, tarefa que deve mobilizar a sociedade civil e suas mais importantes representações, os partidos políticos, as centrais sindicais e as demais organizações dos trabalhadores e representações patronais. Passa, ainda, pela reconstrução da legitimidade das instituições políticas da República, o que, no caso do Governo Federal e do Congresso Nacional, passa por realizar, no mais curto espaço de tempo exigido pela Constituição, eleições gerais e democráticas.

No dia 24 próximo as Centrais Sindicais estarão em Brasília, com a Marcha Nacional dos Trabalhadores, reafirmando todo o nosso repúdio às propostas de reformas trabalhista e previdenciária e, ao mesmo tempo, buscando soluções democráticas para o atual momento político pelo qual o País atravessa.

São Paulo, 18 de maio de 2017

Adilson Araújo
Presidente da CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

Ricardo Patah
UGT – União Geral de Trabalhadores

Paulo Pereira da Silva – Paulinho da Força
Presidente da Força Sindical

José Calixto
Presidente da NCST – Nova Central Sindical dos Trabalhadores

Antonio Neto
Presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

DECRETO Nº 6 523

Código de ética

Criança e adolescente