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Direitos perdidos, desemprego e crise contínua são as heranças de um ano de Temer

O governo Temer completou um ano no dia 31 de agosto, após consolidar o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. Nesse ano só vieram retrocessos que atingiram exclusivamente a classe trabalhadora.

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O governo acabou com a Política de Valorização do Salário Mínimo, por exemplo, o que afeta profundamente os aposentados, principalmente a maioria absoluta que ganha um salário mínimo.

Em ano, o número de desempregados saltou para mais de 15 milhões de famílias. De acordo com o IBGE, são mais de 26 milhões de pessoas desempregadas e subempregadas.

Os cortes nos investimentos sociais tiraram do Bolsa Família mais de meio milhão de famílias. Além do congelamento dos investimentos públicos por  20 anos, afetando terrivelmente a educação e a saúde públicas. Os programas de acesso à universidade como o Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade Para Todos (ProUni) sofreram redução drástica. .

Há também a entrega das riquezas nacionais com a permissão para a venda de terras para grupos estrangeiros, a proposta de privatizar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, a Eletrobrás, e o desmantelamento da Petrobras.

A aprovação da terceirização ilimitada, por sua vez, liquida com os direitos de quem trabalha, que se vê à mercê do rodízio de mão de obra acelerado e de condições de trabalho extremamente precárias. Trata-se de uma velha reivindicação do setor empresarial que foi atendida pelo governo que o representa, assim com a reforma trabalhista, que acaba com a  maioria dos direitos previstos na CLT e dificulta o acesso do trabalhador à Justiça do Trabalho.

A violência contra as mulheres, a população negra e os povos indígenas se acirrou no período. A retirada dos mecanismos de proteção e orientação das pessoas elevou o número de ações violentas contra a população mais carente e desprotegida.

Para piorar, pela primeira vez, como mostra o instituto Euromonitor, trabalhadores e trabalhadoras da indústria no Brasil ganham menos que os chineses. Na China, o salário por hora é de US$ 3,60 e aqui é de US$ 2,70.

Toda a classe trabalhadora sofre as consequências, mas os jovens são os mais atingidos, pois são os primeiros a serem demitidos e os que têm mais dificuldade para se recolocar no mercado de trabalho.

Nesse momento, é fundamental manter a chama acesa nas ruas de todo o país para defender a democracia e a volta do país ao crescimento com justiça social.

O Sintratel chama todos os trabalhadores da categoria a se filiarem e participarem das lutas convocadas pelo Sindicato, principalmente na Campanha Salarial que se inicia.

DECRETO Nº 6 523

Código de ética

Criança e adolescente