Sábado, Ago 19th

Last updateSex, 18 Ago 2017 12pm

Direitos das mulheres são diminuidos e precarizados pela reforma trabalhista de Temer

Alteração nos direitos trabalhistas retira proibição de que mulheres grávidas ou amamentando trabalhem em locais insalubres, colocando em risco a sua vida e de seus filhos

Direitos da MulherOs ataques aos trabalhadores têm sido avassalador, principalmente aos direitos e garantias das mulheres trabalhadoras, estejam elas ou não gestantes ou mães lactantes.

O texto-base da reforma trabalhista autoriza o trabalho de mulheres nesses períodos em ambientes insalubres. E, para ser dispensada do trabalho em atividades e ambientes que ofereçam risco, caberá à mulher grávida ou lactante apresentar um atestado médico que comprove que a atividade e local em que está desempenhando suas atividades oferecem riscos a sua saúde e de seu bebê.

A reforma trabalhista foi aprovada sem nenhum pudor ou discussão com as trabalhadoras, e traz uma série de aberrações e pontos negativos para elas, que afetam as mulheres trabalhadoras de todas as categorias, inclusive no telemarketing.

Alguns pontos merecem ser citados como os mais prejudiciais:

1. Grávidas e lactantes poderão trabalhar em lugares insalubres. Nesses locais, as trabalhadoras poderão ter contato com produtos químicos, agentes biológicos, radiação, exposição ao calor, ambiente hospitalar de risco, frio intenso e outros.

2. Assédio moral e sexual será especificado conforme sua condição social. Em outras palavras, a vítima será indenizada de acordo com o salário que ela recebe. Vale destacar que tal mudança fará com que as trabalhadoras fiquem cada vez mais vulneráveis.

3.  A reforma revoga o artigo 384 da CLT. E acaba na prática com o direito da mulher descansar 15 minutos antes de começar uma jornada extraordinária, ou seja, a hora extra.

4. Jornada de Trabalho de 12 horas seguidas por dia, sendo que a legislação brasileira estabelecia jornada máxima de 8 horas, afetando diretamente as mulheres, que ainda convivem com a dupla jornada de trabalho.

5. Trabalho intermitente: nesse tipo de trabalho “escravo” a trabalhadora não tem vínculo com a empresa, nem horário certo, mas fica a disposição do patrão 24h por dia e só recebe as horas trabalhadas

6. A reforma estabelece um intervalo para o almoço de 30 minutos.

Combate às diferenças de gênero

Fazemos parte de uma sociedade ainda machista, conservadora e atrasada no que concerne às relações de gênero. E o governo atual fez questão de intensificar isso, acabando com várias pastas, projetos e com a participação efetiva da mulher no governo.

Nessa sociedade as mulheres são criadas, desde a infância, com diversas imposições de diferenças e obrigações. Ainda existe enorme carga de preconceitos permeando famílias e sociedade, passados de geração em geração, que atribuem restrições ao sexo dito equivocadamente frágil e denominado.

Para mudar essa realidade, as mulheres precisam mostrar sua força e protagonismo. Afinal, as diferenças entre homens e mulheres são apenas físicas. No país e nas empresas de telemarketing, a união de todas as trabalhadoras é imprescindível, participando ativamente do Sindicato e colocando em pauta prioritária os direitos e conquistas das mulheres.

NENHUM DIREITO A MENOS!!!

DECRETO Nº 6 523

Código de ética

Criança e adolescente