Quarta, Nov 22nd

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8 de março – Dia Internacional da Mulher

Viva o 8 de março – Viva as mulheres – Viva a igualdade de gênero!

Liberdade de Gênero e Igualdade no mercado de trabalho

As mulheres, séculos atrás, ingressaram no trabalho para manter sua subsistência. Hoje, conquistaram o direito de participar da PEA - POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA e também de construir uma profissão e intervir na sociedade como cidadãs.

Milhares de mulheres, das mais diversas classes sociais, participam do mercado de trabalho. Mas ainda enfrentam dificuldades com a discriminação que atrofia as oportunidades de ascensão profissional e reduz sem explicação lógica a renda das profissionais, que por mais qualificadas que sejam, ganham menos realizando o mesmo trabalho que os homens.

A desigualdade material REDUZ salários em 30%, em média, em relação aos homens, mesmo que tenham menos escolaridade e qualificação. Tem ainda as jornadas múltiplas, dentro e fora de casa, que, somados à responsabilidade social da maternidade, são fatores que prejudicam a permanência da mulher no trabalho e sua ascensão profissional.

Isso pode ser observado no setor de serviços. Ele ainda é o maior gerador de oportunidade às profissionais, mas elas permanecem menos remuneradas e com um dos menores índices de ascensão aos cargos de alto comando.

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Telemarketing e mulher

A participação da população feminina no setor de Telemarketing revela o quanto ainda é difícil materializar a liberdade para as mulheres serem quem quiserem e irem aonde bem entenderem.

Diversos estudos mostram que o setor de telemarketing ajudou a fomentar a participação das mulheres no trabalho. Atualmente, 70% da população trabalhadora nos Call Centers são mulheres de, em média, 35 anos, a maioria vinda de famílias de baixa renda e com um índice de 60% de mães trabalhadoras.

A rotatividade diferenciada traz dificuldades adicionais. Ela significa a migração contínua das pessoas, de uma empresa para outra. Essa mudança constante promove um novo modelo de rotatividade no setor de Telemarketing. Ele se deve, em parte, às dificuldade socioeconômicas das mulheres em manter seus filhos em segurança, nas escassas creches públicas, e ao mesmo tempo promover com poucos recursos as necessidades básicas de moradia, alimentação de si mesma e de sua família.

Assim, ao mesmo tempo em que o setor se destaca na geração de vagas de emprego, também surpreende pela baixa aderência das trabalhadoras nas operações de Telemarketing no local de trabalho.

É preciso destacar que, apesar da relevante presença das mulheres no Telemarketing, elas têm uma discreta ocupação nos cargos de comando, e quanto mais destacada a função, menor é número de mulheres.

 

Por igualdade e bem-estar no trabalho

O Sintratel promove, junto às trabalhadoras do setor, uma campanha permanente de luta por liberdade para a igualdade e pelo bem-estar no trabalho, pautada na valorização do direito a oportunidade, e do seu papel social como mãe trabalhadora.

Esta campanha é importante porque as mulheres precisam e querem conquistar a liberdade de serem e irem como quiserem, no trabalho e na sociedade, bem como o direito a renda e oportunidade de ascensão no trabalho, que são fundamentais para a conquista da plena cidadania. Por isso é preciso requerer permanentemente a liberdade de gênero pautada na valorização da equidade das mulheres nas relações de trabalho.

A mulher trabalhadora não deixa de ser mãe e esposa. Por que então deixar de ser cidadã plena do direito de sonhar e conquistar o que deseja?

 

Pela liberdade da MULHER ser quem quiser

O dia Internacional da Mulher, data comemorativa da luta das mulheres por liberdade e igualdade nas relações sociais, vai muito além do trabalho e da vida familiar.

As mulheres têm sua liberdade cerceada pela cultura machista que impõem a elas o dever de seguirem padrões de comportamento pré-estabelecidos pelos valores da sociedade patriarcal.

São elas livres para trabalhar, desde que acumulem as jornadas múltiplas de trabalho e a responsabilidade social com a maternidade, fator que as obriga a abandonar o emprego diante da sobrecarga de trabalho.

De acordo com pesquisas do Sintratel, para cada 10 mulheres homologadas, 7 optaram por sair do emprego para garantir os cuidados com filhos menores ou para trabalharem em atividades que NÃO exijam jornadas fixas de trabalho, mesmo que isto signifique adiar sua carreira profissional.

O Sintratel ainda analisou os casos contínuos de mulheres que são obrigas a se responsabilizar pelo ida dos filhos menores ao médico, mesmo quando o pai encontra-se presente na família. Essa mulher assume as faltas no trabalho quando não há a compensação, colocando sua renda fixa em risco e reduzindo as possibilidades de ascensão econômica.

 

Apesar de décadas de luta e profundas transformações culturais e jurídicas, as mulheres ainda não conquistaram o direito de ser quem quiserem como desejarem e estarem onde e do jeito que bem entenderem.

Liberdade de ser e estar é sinônimo de liberdade material para que as pessoas garantam igualdade entre elas!

Diante da importância da liberdade como um elemento central da cidadania, a liberdade de gênero deve ser regra para qualquer pessoa, seja esta do sexo masculino ou feminino.

O gênero é um elemento social, e a identidade de gênero é emocional, e não anatômica, e as pessoas podem não identificar-se com o mesmo gênero designado ao nascer.

Assim, a autopercepção de gênero não tem como base os elementos exógenos ao ser. Ao contrário, depende da opção de vida, independente do entorno. É a soma das experiências emocional, psíquica e social de uma pessoa, seja esta feminina, masculina ou andrógina, como definido pela cultura de origem, que pode, ou não, corresponder ao sexo atribuído no nascimento. Cada pessoa constrói sua identidade de gênero.

As mulheres hoje são mais de 40% da massa trabalhadora do pais, e boa parte são arrimos de família. Assim, elas movem a economia, estão presentes na sociedade e têm o direito de ser e de estar onde bem entenderem.

É preciso que façamos a superação do MACHISMO e da violência contra as mulheres, para que possamos construir uma sociedade melhor para os que virão.
A barbárie da opressão de gênero nos envergonha e os números ainda elevados de mulheres vítimas de violência física e moral depõem contra nossa humanidade.

Assim, o Sintratel acredita que as políticas de permanência da mulher no trabalho e de reconhecimento de sua importância como cidadãs plenas de diretos é fundamental para que tenhamos a possibilidade de superar as desigualdades sociais e econômicas rumo ao futuro onde poderemos ser e estar independente de nosso gênero.

DECRETO Nº 6 523

Código de ética

Criança e adolescente