Sábado, Mai 27th

Last updateSex, 26 Mai 2017 1pm

Barrar as “Reformas” passa pela unidade dos trabalhadores, pela luta por dignidade, com a manutenção dos direitos!

Marco-Opiniao-Site28 de abril foi um dia muito especial para a luta dos trabalhadores, e que já é história frente à ofensiva dos Parlamentares e do Governo com estes desmontes, chamados de Reformas, que nos insistem em empurrar goela abaixo.

Primeiramente, pela grande adesão dos trabalhadores, seguido pelas diversas categorias que engrossaram o caldo, e por fim, porém não menos importante, pelo fato da unidade de todas as Centrais Sindicais em torno do embate pela dignidade e respeito no mundo do trabalho.

Além disso, a importância histórica desta greve fica mais evidente, quando vemos a demonstração de força e amplitude dos movimentos sociais organizados tomando as ruas e reacendendo a chama da esperança na sociedade, frente às arbitrariedades que estamos a presenciar cotidianamente, amparadas no ódio e no desrespeito às diversidades.

O Sintratel, como não poderia deixar de ser, participou das manifestações e da greve geral junto com os Trabalhadores em Telemarketing, ajudou outras categorias a em suas paralisações, além de realizar um trabalho de conscientização através da distribuição de materiais, esclarecendo aos trabalhadores sobre os prejuízos causados por estas, que insistem em nos ludibriar, chamando de “Reformas”.

Na Previdenciária, para citar somente um ponto crucial, querem que trabalhemos por 49 anos para que tenhamos direito a aposentadoria integral, o que nas condições de uma trajetória do trabalhador é quase impossível, ou seja, nessa realidade jamais nos aposentaremos. Já na Trabalhista, estão a criar o fim da Legislação que ampara a parte mais fraca da relação (capitalXtrabalho), com a livre negociação entre empregado e patrão, onde num pé de desigualdade já sabemos o que nos espera.

Além disso, querem nos presentear com o regime de trabalho intermitente (em que a pessoa fica a disposição do patrão por X horas, mas só recebe pelo tempo trabalhado), com os contratos temporários (que irão dos 90 dias limitados, para 120 prorrogáveis por mais 120, com direitos como férias e seguro-desemprego dispensáveis). Só aqui, já teríamos motivos de sobra para saber o porque de sermos contra esse desmonte, mas não a nada nos 117 artigos que favoreçam os trabalhadores, pois trata-se de uma lei de proteção aos empregadores.

Talvez isso explique todo o aparato de guerra antipovo construído no dia da votação na Câmara dos Deputados proibindo qualquer acesso as galerias do plenário, reservadas tradicionalmente a cidadãos interessados nas votações.

Sendo assim, os movimentos organizados já anunciam uma marcha com ocupação de Brasília (24/05) e posteriormente a realização de uma Greve Geral mais longa, onde paralisar o país é o recado contra estes ataques aos direitos dos trabalhadores, pelo simples motivo sórdido de gerar mais e mais lucros às megacorporações.

Essa é a conta do golpe: se de um lado temos um Governo com 4% de aprovação (pesquisa Ipsos), com 8 ministros investigados por corrupção, em milhões de reais, e um Congresso visando suas benesses pessoais (só a bancada empresarial tem 221 parlamentares). Do outro, 13,5 milhões engrossam o número de desempregados no país, e com a economia em frangalhos tende a aumentar esse número.

Tudo isso, acobertado por uma mídia, que defende descaradamente esses desmontes, dizendo que é a saída para o país retomar o crescimento, mas que algumas vezes já admite que o que vivenciamos na verdade é uma crise cíclica do sistema. A mesma crise que varreu economias no hemisfério norte e fez crescer as lutas pela garantia dos direitos, em países como: Grécia, Espanha, França, Portugal e em tantos outros, que tentaram impor essas receitas econômicas, que agora se proliferam em terras Brasilis.

O caminho para derrotar as “Reformas” passa pela unidade dos trabalhadores, pela luta por dignidade, com a manutenção dos direitos, e nessa, o Sintratel não arredará o pé e estará presente até o fim. Participe!!!

DECRETO Nº 6 523

Código de ética

Criança e adolescente