Terça, Jun 27th

Last updateSáb, 24 Jun 2017 9am

Sintratel na luta pró diversidade sexual e de gênero

A luta pela Liberdade de gênero nos espaços sociais

É importante lançar um olhar mais apurado no mosaico social contemporâneo, principalmente para a juventude herdeira das conquistas de direitos promovidas por estatutos, leis e outros instrumentos jurídicos que desnaturalizam a violência da discriminação e punem a intolerância à opção de gênero adotada.

Clique AQUI para ver vídeo sobre a violência contra as mulheres.

Este mosaico humano é mais perceptível quando analisamos o conceito de gênero. Ele distingue as dimensões biológicas e sociais, baseado no fato de que há machos e fêmeas na espécie humana, e tem a finalidade de dimensionar na sociedade qual a opção do indivíduo diante da sua liberdade de ser quem desejar.

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Assim, independente das características físicas (ser homem e ser mulher) o gênero, na verdade, é um elemento social e uma percepção social e cultural. Identidade de gênero é emocional, e não anatômica. As pessoas podem não se identificar com o gênero designado a elas ao nascer.

Ou seja, a autopercepção de gênero não tem como base os elementos exógenos, e sim a opção de vida, independente do entorno.  A identidade de gênero de um indivíduo é construída a partir da soma das experiências emocional, psíquica e social de uma pessoa, seja esta feminina, masculina ou andrógina, como definido pela cultura de origem, que pode, ou não, corresponder ao sexo atribuído no nascimento.

A igualdade de gênero, a fim de se tornar realidade, exige que homens e mulheres rompam com as heranças de costumes cuja atribuição de sentidos de vida já não mais se coaduna com o presente.

Para tanto, é necessário compreender os modos como a diferenciação sexual se processa e se reproduz na sociedades. E perceber que a diferença de tratamento entre os sexos, com a valorização de papéis atribuídos aos homens, nada mais é do que uma construção social, que pode ser modificada, por exemplo, com o implemento de um novo modo de pensar e agir, com valores diferentes dos atuais.

O modelo ideal é a livre escolha. Os indivíduos não devem estar tolhidos a papéis sociais predeterminados e impostos sob pena de censura, castigo e desprezo. Homens e mulheres devem poder optar por formas de participação social conscientes, pessoais e responsáveis  e, em razão da escolha, não ter impresso o rótulo de desajustados por ser tidos por efeminados ou por masculinizadas.

Aspira-se à liberdade dos jeitos de ser como passo para a igualdade. Pois predomina, ainda, a desigualdade sexual, que oculta às próprias mulheres o caráter político das relações entre os sexos, tornando-as cúmplices de sua desvalorização. Mas cresce a resistência. Mulheres e homens vêm denunciando essa desigualdade, demonstrando a incoerência e a falta de fundamentação de exclusão feminina do espaço público, reivindicando e obtendo o alargamento do lugar que elas ocupam no interior das relações sociopolíticas.

Querer a diversidade humana com igualdade nas relações do trabalho é poder!

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A sociedade brasileira ainda é extremamente conservadora e coíbe, através de estigmas e preconceitos, quaisquer manifestações que conotem  direito à diversidade sexual.

Essa exclusão social se estende às relações de trabalho. Na divisão sexual do trabalho não há espaço para esse grupo, que também acaba excluído dos postos de trabalho, mesmo quando qualificado.

O setor de prestação de serviços recebeu, nas últimas décadas, muitos trabalhadores (as) LGBTTs, que encontram nesse segmento: comércios, Telemarketing, cabeleireiro, dentre outras prestações de serviços, a oportunidade negada em profissões com maior prestigio econômico, vide a exclusão que sofrem em áreas de maior remuneração como  medicina, engenharia, dentre outras profissões mais conceituadas pela sociedade.

Muitas empresas rejeitam o candidato por ser gay ou lésbica, pois praticam a concepção de que o funcionário carrega a imagem da empresa, principalmente quando trata-se de nível hierárquico, devido a presença em organizações e eventos públicos.

A  maioria dos que trabalham em telemarketing  passaram a adolescência desfrutando da tecnologia e da modernidade do século vinte e um. Ainda assim são obrigados a  vivenciar  a discriminação da homofobia e outras formas de opressão de gênero.

A população LGBTT é exposta reiteradas vezes à violência moral e psicológica  comumente no ambiente de trabalho, vivenciando na própria pele ou testemunhando o sofrimento de colegas  de trabalho vitimas da homofobia.

É urgente lutar por políticas que harmonizem as relações  humanas, naturalizem a diversidade  cultural, ideológica e sexual entre a população trabalhadora. O ambiente corporativo pode e deve ser um espaço de aprendizado para as novas gerações trabalhadoras.

Práticas de valorização do bem-estar e da saúde psíquica melhoram a performance dos empregados, ampliam o crescimento da empresa e oferecem à sociedade exemplos de  respeito a cidadania.

A população LGBTT contribui com os avanços sociais em todos os segmentos profissionais e acadêmicos. E requer justiça e liberdade, com o fim dos preconceitos, para o acesso pleno dos LGBTTs no ambiente laboral, possibilitando, assim, sua autonomia no exercício do trabalho. A discriminação já virou caso de justiça e, de acordo com algumas decisões judiciais, ela é ofensiva e, por isso, é motivo de litígio.

O cidadão ou cidadã homossexual, bissexual, travesti ou transexual que for vítima de discriminação poderá apresentar denúncia ao Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania da  Defensoria Pública do Estado - Rua Boa Vista, 103 - 11º Andar - São Paulo/SP - CEP: 01014-001 - Fone: (11) 3107-5080 - E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..  Outro canal é o Disque 100, um serviço telefônico para denúncias de violação de direitos humanos.

DECRETO Nº 6 523

Código de ética

Criança e adolescente