Sábado, Jul 22nd

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4 de julho: Dia dos Trabalhadores em Telemarketing

São 25 anos de lutas e conquistas!!! Nessas duas décadas e meia já obtivemos melhorias incontestáveis, mas a Regulamentação da Profissão e a Valorização dos Trabalhadores (as) do setor se mantém cada dia mais atual...

As ameaças trazidas pelas propostas do governo Temer de reforma trabalhista e previdenciária colocam os trabalhadores brasileiros em pé de guerra contra a retirada de direitos históricos. Nesse contexto, a luta dos Operadores e Operadoras de Telemarketing, junto com o Sintratel, pela Regulamentação da Profissão e pela Valorização dos Trabalhadores do setor está viva e cada dia mais atual do que nunca.

O trabalhadores(as) em Telemarketing enfrentam cotidianamente relações deterioradas de trabalho. Pressão por metas, controle rígido nas operações e baixos salários sempre fizeram parte da triste realidade dessa categoria, que abriga uma grande diversidade de grupos sociais: jovens, mulheres, afrodescendentes e população LGBT.

Com a reforma trabalhista a situação pode piorar, pois ela extermina mais de 100 cláusulas da CLT e deixa os trabalhadores(as) mais vulneráveis ainda à exploração e aos maus tratos patronais.

Por isso, o Dia do Operador de Telemarketing ganha ainda mais relevância como uma data de conscientização dos trabalhadores(as) e da sociedade sobre a necessidade de melhorar o ambiente e as condições de trabalho e valorizar a categoria.

E também de reforçar a luta pela regulamentação da profissão, articulando e exigindo que os projetos de lei sobre a regulamentação que tramitam no Congresso entrem em pauta.

Principalmente o PL 6857/2013, do deputado federal Ademir Camilo (Pros-MG), que é sindicalista e dirigente da UGT. Esse projeto é mais completo justamente porque teve a participação do Sintratel em sua elaboração.

Além de regulamentar a profissão de operador de telemarketing, reafirma e reforça as determinações do Anexo II da NR 17, que trata sobre o trabalho em telemarketing, mas ainda é desrespeitado por muitas empresas, apesar de ser lei.

 

Regulamentação é mais que justa:

Entre outros motivos, porque as empresas cobram: ensino médio completo, experiência em uso de computadores, agilidade no uso do teclado, conhecimento sobre os sistemas utilizados, habilidades como correta compreensão verbal, correta expressão verbal, dicção, vocalização, correta ortografia, voz agradável, escuta ativa, capacidade de análise de problemas, capacidade de comunicação, capacidade de aprendizado, tolerância ao estresse, disciplina, sensibilidade interpessoal, boa argumentação, empatia, além do conhecimento dos produtos oferecidos pela empresa.

Regulamentar é criar regras que considerem a complexidade da atividade e acabem com os problemas hoje existentes.

  

Assédio moral contra operadores(as) persiste

O assédio moral aos operadores e operadoras de telemarketing continua presente nos locais de trabalho e exige combate permanente, baseado na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, no Anexo II da NR 17 e na CLT.

A Convenção Coletiva e o Anexo II da NR 17 são conquistas enormes da categoria, obtidas através da luta do Sindicato que a representa, o Sintratel. Garante o combate ao assédio moral e à pressão por metas, a jornada de 36 horas semanais, com 6 horas diárias e dois intervalos de 10 minutos cada, e mais uma pausa de 20 minutos para alimentação e repouso.

O Anexo II traz ainda a proibição de controle de idas ao banheiro e do desconto do tempo gasto nas duas pausas existentes. Também impõe o fornecimento, pelas empresas, de equipamentos (headset) gratuitos e individuais.

Mas algumas empresas insistem em manter os trabalhadores(as) sob o chicote do assédio e da pressão. Uma das provas disso está na ação do MPT (Ministério Público do Trabalho) envolvendo oito grandes empresas: a operadora de telemarketing Contax Mobitel, os bancos Bradesco, Citibank, Itaú Unibanco e Santander e as empresas de telefonia Net, Oi e Vivo.

A acusação do MPT é justamente de prática de assédio moral contra os trabalhadores: as empresas teriam impedido ou dificultado a ida ao banheiro e estimulado de forma abusiva a competição entre trabalhadores, fazendo com que vivessem "em eterna competição e gincana".

Também teriam deixado de dar pausa no trabalho imediatamente após uma operação na qual tenha ocorrido ameaça, abuso verbal, agressão ou que tenha sido especialmente desgastante.

E, além disso, colocavam os operadores como fiscais dos demais colegas de trabalho, mantendo sempre alto o nível de estresse. Por causa da excessiva competitividade, os funcionários eram desestimulados a usar pausas pessoais ou ir ao banheiro para não prejudicar o resultado da equipe, de acordo com o MPT.

Isso é assédio moral grosseiramente abusivo e absurdo, que exige combate diário do Sintratel. A aprovação da regulamentação da profissão trará um grande aliado a esse combate!

Clique AQUI para ler texto sobre a ação do Ministério Público, publicado no UOL Economia.

DECRETO Nº 6 523

Código de ética

Criança e adolescente