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Você acredita na grande imprensa, a imprensa empresarial? Você acredita que ela defende os interesses das empresas, dos donos do capital, os mesmos que o governo Temer? Então vamos a uma prova.

Os órgãos de imprensa impressos, digitais, TVs e rádios estão fazendo campanha para convencer a população de que a reforma da previdência é necessária. Repetem os argumentos do governo todo dia, reforçando a campanha publicitária governamental colocada no ar desde o ano passado, que já consumiu R$ 59,1 milhões do dinheiro público, segundo dados da própria Secretaria de Comunicação da Presidência.

A campanha da imprensa empresarial não se dá apenas com argumentos diretos. A folha de São Paulo, por exemplo, tem feito propaganda da reforma de maneira mais sutil, chamada de subliminar em comunicação. E funciona muito bem.

Um exemplo: Em sua capa, neste domingo, 26 de novembro, o jornal cravou que “Brasileiro diz que juventude acaba aos 37 e velhice começa aos 64 anos”.

Dias depois ela continuou no ataque com matéria de pessoas com bem mais de 50 anos que vivem de forma “jovial.

E não é só a Folha. Matérias igualmente manipuladoras são veiculadas pela Globo e toda a mídia dos empresários que, com o intuito de mostrar jovialidade de alguns idosos, incutem a falsa ideia (ideologia) de que a aposentadoria poderá vir mais tarde, depois dos 100 anos, quem sabe aos 140 como propõe Michel Temer.

“Demógrafos deixaram de contar só os anos desde o nascimento, antropólogos veem uma reinvenção da velhice, valores que valiam antes hoje não têm mais valor, e pergunte aos brasileiros com que idade ficamos velhos: as respostas vão de 14 a 130 anos”, diz a Folha.

A picaretam da Folha é tanta que ela omite que algumas regiões do país, como o Nordeste, a expectativa média de vida do trabalhador não chega a 65 anos.

Nas zonas urbanas pobres de São Paulo, por exemplo, fruto da violência e dos castigos impostos pelo dia a dia, a expectativa de vida não chega sequer a 60 anos.

Entretanto, Folha, Globo, Estadão, dentre outros, querem o fim da aposentadoria para engordar ainda mais os bancos privados, para aliviar seus custos com mão de obra e para engordar o caixa do governo em favor das empresas. As propostas deles são as mesmas de Michel Temer, vêm do mesmo lugar, do mesmo setor social e econômico.

O que a Folha fez no dia 26 não é jornalismo. É informe publicitário do governo e dos bancos para enganar o povo trabalhador e amansá-lo para aceitar mais um roubo em seus direitos.

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