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O Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel) participou, entre os dias 24 e 30 de agosto, em São Paulo, do “Seminário Continental de Formação sobre Instrumentos Internacionais e a OIT”, realizado pela União Geral dos Trabalhadores (UGT) em parceria com a Confederação Sindical de Trabalhadores da América (CSA).

O evento que reuniu lideranças sindicais de diversas regiões da américa latina tratou de temas como: "violência nos locais de trabalho" e "déficit do trabalho decente nas cadeias produtivas", como conciliar os convênios e recomendações da OIT relativos ao direito à proteção social com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

De acordo com as entidades que participaram, não adianta ter uma lei ou mesmo uma norma internacional que recrimine o abuso, o assédio ou a discriminação de todo tipo, se o combate não acontecer na prática. "É preciso acabar com qualquer cultura machista, sexista ou homofóbica. Não é fácil, mas o compartilhamento de boas práticas é um bom caminho. A essência do mundo sindical é a solidariedade, então, precisamos desenvolver campanhas sindicais mundiais para acabar, na prática, com a violência em geral, especialmente no mercado de trabalho”, disse Cássia Bufelli, secretária adjunta da Mulher da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Dentre os desafios perseguidos, a ratificação das convenções da OIT, suporte prático aos imigrantes, multiplicação das informações sindicais, retomada do poder das políticas públicas que receberam propostas de soluções por meio da formação de cadeias produtivas sindicais, fortalecimento com a participação dos trabalhadores nos parlamentos, identificação dos trabalhadores ocultos nessas cadeias produtivas e criação de um banco de boas práticas de fiscalização.

Alberto Paiva diretor do Sintratel falou do setor de telemarketing que hoje e um dos setores que mais emprega mulheres e LGBTs que, muitas vezes, são descriminados e não conseguem colocação no mercado de trabalho.

O dirigente abordou como principais fatores de adoecimento laboral no setor de telemarketing, a elevada pratica de assédios moral e sexual, e as próprias condições dos locais de trabalho, que o sindicato coíbe veementemente, principalmente acompanhando a aplicação da do anexo ll da NR 17, explica Alberto.

No evento foram distribuídas camisetas contra HOMOFOBIA aos participantes, além da revista do sintratel SCRIPT, publicação que aborda diversos temas do nosso setor.

Os representantes da Guatemala, Costa Rica, Venezuela e República Dominicana conheceram a sede do Sintratel e falaram e gostaram muito do que viram. “Mostramos também que nossa entidade investe muito em comunicação, apresentamos para eles nosso site e nossos informativos e eles falaram muito bem tanto da organização da página da internet, quanto das informações por ela passadas”, salientou o sindicalista.

“Participar do seminário foi uma experiência fantástica, pois pudemos fazer um intercâmbio com dirigentes sindicais de outros países das américas latina e central, conhecer a luta deles e a forma de se organizar, trocar experiências e fortalecer nossa unidade em prol dos trabalhadores e trabalhadoras”, Comentou Paiva.

Alberto reforçou que o evento foi importante para o movimento sindical romper barreiras e fortalecer sua atuação de uma maneira em que não haja fronteiras. “O capitalismo é globalizado, por isso que precisamos também nos organizar de forma global”.

O Evento contou com a participação de representantes de entidades sindicais da Argentina, Bélgica, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Haiti, República Dominicana e Venezuela, atuantes em áreas como educação, setor público, panificação, saúde, portuário, comércio, asseio e conservação, segurança do trabalho, telemarketing, setor imobiliário e de vestuário e confecções.

 

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