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Região do norte da Itália, cuja capital é Milão, é a mais atingida pelo coronavírus. O país tem o maior número de mortos no mundo: 8,2 mil.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, admitiu ter errado ao endossar campanha para a cidade não parar, no fim de fevereiro, ainda no início do surto de coronavírus na Itália. O país hoje tem mais de 80 mil casos confirmados de covid-19, com o maior número de mortes do mundo — 8,2 mil, de acordo com a central de monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Só na Lombardia, região do norte da Itália cuja capital é Milão, são mais de 4 mil mortos.

Há exatamente um mês, Sala divulgou um vídeo de apoio à iniciativa “Não Para”, que exortava os milaneses a ir às ruas e voltar ao trabalho. “Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para”, diz a peça, destacando os “milagres” diários dos trabalhadores da cidade que atingem “resultados importantes”.

“Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título ‘Milão não para’... O vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente, errado”, disse o prefeito em entrevista no último fim de semana.

O vídeo viralizou apesar do confinamento decretado pelo governo em 11 cidades do norte da Itália. “Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho 7 dias por semana para fazer minha parte e aceito as críticas”, justificou o prefeito.

Em 27 de fevereiro, a Itália contabilizava 650 casos do novo coronavírus — em um mês, o número de casos cresceu 113 vezes. Na época, o primeiro-ministro Giuseppe Conte também chegou a dizer que a vida devia “continuar”.

Hoje, a Itália só tem menos casos que os Estados Unidos (86 mil) e a China (82 mil), segundo a Universidade Johns Hopkins. Mas é o país com mais mortes — o dobro do 2º lugar, a Espanha, com 4,9 mil vítimas.

 

Fonte: https://www.huffpostbrasil.com

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