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O plano de reabertura das atividades em São Paulo, que foi divulgado hoje, autorizou que, a partir de 1º de junho, possam funcionar na capital paulista, com restrições, atividades imobiliárias, concessionárias de veículos, escritórios, comércio e shoppings centers. Mesmo autorizado por parte do governo do estado, o prefeito da cidade, Bruno Covas (PSDB), afirmou que antes será preciso aval da vigilância sanitária municipal.

 

O protocolo de retomada de parte do comércio dividiu o estado em cinco fases e enquadrou as regiões conforme os parâmetros de saúde.

 

Cada fase autoriza o funcionamento de determinadas atividades e a forma como o setor econômico poderá abrir —normal ou com restrições. Setores que empregam mais, com maior risco de falência e que criam menos risco de transmissão da covid-19 foram priorizados. A capital paulista foi incluída na chamada fase 2, de liberações eventuais. 

 

A medida libera também as atividades de indústria não essencial e de construção civil.

 

Continua vetada na capital paulista a reabertura de espaços públicos, bares, restaurantes, salão de beleza, academia, teatro, cinema e eventos que geram aglomerações (incluindo os esportivos). 

 

Segundo o governo, as fases de reabertura serão reavaliadas a cada 14 dias —a cidade pode avançar para fases com mais liberações ou restrições, dependendo dos índices de contaminação. Prefeitos deverão apresentar fundamentação científica para aberturas maiores —a prerrogativa do relaxamento, no entanto, cabe ao governo do estado.

 

As regiões de Barretos, Presidente Prudente, Bauru e Araraquara/São Carlos terão liberação maior de atividades, mas não completa. Nenhuma região no estado foi incluída nas chamadas fases 4 e 5 —de menores restrições e de controle da pandemia e liberação de todas as atividades com protocolos. 

 

A situação dos transportes e da educação ainda será definida. Os parâmetros de saúde serão revisados todas as semanas e os indicadores vão determinar se haverá progressão ou regressão de cada região.

 

Negociação para reabertura na capital começa 1º de junho

 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, afirmou que a próxima segunda-feira (1º) servirá para o começo das negociações de retomada com os setores econômicos. Ele falou que amanhã dará mais detalhes durante entrevista coletiva, mas adiantou que em 1º de junho não haverá retomada, mas começo das conversas com as entidades representativas. 

A abertura dependerá de análise e aprovação da vigilância sanitária municipal. O passo seguinte é assinar um acordo de entendimento entre o município e as entidades.

 

"A partir do dia 1º nós vamos começar a receber as propostas de acordo setorial. Estas propostas precisam ser validades pela vigilância sanitária do município e, somente quando assinado entre entidade representativa do setor e a prefeitura, é que o setor vai poder reabrir na cidade de São Paulo." 

 

Os shoppings também vão precisar se adequar ao protocolo estadual.

 

Regras para shoppings Durante a fase de montagem do protocolo de reabertura de parte das atividades, o comitê econômico e o comitê de saúde reuniram-se com representantes de shoppings. 

 

O UOL apurou que haverá regras para diminuir a circulação de clientes:

 

Haverá limitação no acesso de pessoas ao interior dos shoppings e no acesso às lojas 

 

Todos deverão usar máscaras e será preciso oferecer álcool gel para funcionários e clientes 

Ninguém poderá deixar de usar máscaras 

 

Sistema de distanciamento também nos estacionamentos, que terão capacidade diminuída

 

Número de carros será limitado e vagas fechadas

 

As fases e o enquadramento das regiões administrativas

 

Fase 1 - liberação apenas de serviços essenciais, como está agora Regiões: Baixada Santista, Registro (Vale do Ribeira) e Grande São Paulo (sem contar a capital). Abertos somente os serviços essenciais.

 

Fase 2 - momento de atenção da pandemia com liberações eventuais Regiões: cidade de São Paulo, São José do Rio Preto, Araçatuba, Taubaté, Campinas, Marília, Sorocaba, Piracicaba, São João da Boa Vista, Ribeirão Preto e Franca. Aberto com restrições: atividades imobiliárias, concessionárias de veículos, escritórios, comércio e shoppings.

 

Fase 3 - momento controlado da pandemia com maior liberação de atividades Regiões: Barretos, Presidente Prudente, Bauru e Araraquara/São Carlos. Aberto com restrições: bares e restaurantes, comércio, shopping e salões de beleza. Aberto sem restrições: atividades imobiliárias, concessionárias de veículos e escritórios.

 

Fase 4 - momento decrescente da pandemia com menores restrições Regiões: nenhuma. Aberto com restrições: bares e restaurantes, comércio, shopping, salões de beleza e academias. Aberto sem restrições: atividades imobiliárias, concessionárias de veículos e escritórios.

 

Fase 5 - momento de controle da pandemia e liberação de todas as atividades com protocolos Regiões: nenhuma. As atividades podem ser retomadas.

 

SP é o epicentro da covid-19 no Brasil 

 

A cidade de São Paulo é considerada o epicentro nacional da covid-19. Até a primeira semana de maio havia um entendimento de que seria necessário recorrer ao lockdown porque as UTI se aproximavam de 90% de ocupação. A prefeitura tentou bloqueio de vias, um rodízio ampliado e a antecipação dos feriados para criar seis dias de comércio fechado foi descrita como "última cartada" pelo prefeito Bruno Covas.

 

O entendimento é que as medidas deram certo - apesar de o rodízio ampliado e os bloqueios terem sido revogados. A capital alega que a taxa de contágio está em 1,1, ou seja, cada indivíduo infectado transmite o coronavírus para mais 1,1 pessoa.

 

Fonte UOL

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