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Pesquisa realizada pela Robert Half, consultoria de Recursos Humanos, mostra as medidas tomadas pelas empresas para a retomada do trabalho

 

Nem mesmo as mais tradicionais empresas ficaram livres da revolução digital acelerada pela pandemia do novo coronavírus. Foi preciso adotar ao home office, fazer reuniões e processos seletivos online e adaptar os eventos presenciais para o ambiente digital. Agora, com as diretrizes de distanciamento social flexibilizadas pelos governos estaduais e municipais, muitas companhias começaram a reabrir seus escritórios. Mas o que elas pretendem? Como será essa retomada?

 

Home office

Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Robert Half com cerca de 353 executivos de todo o Brasil, a principal mudança será a adoção do home office. Cerca de 89% das empresas disseram que vão permitir que os colaboradores continuem trabalhando de casa com mais frequência. O motivo se deve aos pontos positivos que foram apresentados durante a quarentena.

 

“As pessoas gostaram de trabalhar de casa. Uma das vantagens é o não deslocamento. O fluxo de agilidade por causa do não deslocamento para almoço de negócios, escritório e reuniões foi muito positivo. Além disso, os funcionários tiveram mais tempo para ficar com a família”, diz Maria Eduarda Silveira, gerente de recrutamento da Robert Half.

 

Turnos alternados

Com a retomada ao escritório, quando necessário, 61% das companhias afirmaram que vão escalonar o dia e o horário dos colaboradores. “O que muitas empresas têm feito é retornar com um percentual remoto e outro presencial. Além disso, estudos são feitos para identificar quais são as áreas que precisam voltar. [Os funcionários das] áreas que não são essenciais vão continuar trabalhando de casa. Assim, as empresas garantem que não vai ter uma superlotação no local”, afirma Maria Eduarda.

 

Por outro lado, a adotar os turnos alternados em todas as áreas pode ser uma opção positiva para evitar as aglomerações, mas mantendo todos com acesso ao escritório. “Uma coisa nunca vai mudar (nem mesmo com as tecnologias): a conexão humana. Ela não pode ser substituída”, diz Maria Eduarda.

 

Mudança de layout

Outra ação prevista pelas empresas são as mudanças do layout dos espaços. Antes, os funcionários costumavam trabalhar muito próximos uns dos outros. Mas esse cenário ficou no passado. As mesas estarão mais distantes, a copa será diferente para evitar aglomerações no horário do café e todos estarão usando um novo acessório: a máscara. Segundo o estudo, 85% das companhias vão exigir que os colaboradores usem máscara, 78% vão implementar melhores protocolos de limpeza e 53% vão alterar o layout (espaços e mesas).

 

Processos seletivos, reuniões e treinamentos serão cada vez mais online

Para proteger os funcionários e os candidatos a vagas de emprego do novo coronavírus — e otimizar tempo —, as entrevistas, reuniões e treinamentos serão online. 73% das companhias disseram que vão reduzir as reuniões e treinamentos presenciais. “As empresas estão oferecendo ferramentas para que as reuniões e treinamentos externos e internos aconteçam de forma remota”, afirma Maria Eduarda.

 

O mesmo acontece com o recrutamento — 19% das empresas afirmaram que contrataram online durante a pandemia. “O processo seletivo online era um processo que já vinha acontecendo e foi acelerado. Muitas empresas que não tinham, passaram a usar. Fizeram o processo seletivo online. Isso fez, muitas vezes, com que o processo fosse mais rápido e mais ágil”, diz Maria Eduarda.

 

Fonte: Época

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