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Na sexta-feira (07), a união das centrais sindicais promoveu um ato em solidariedade às vítimas do Covid-19, sejam as quase 100 mil pessoas que perderam a vida para essa enfermidade, os comerciantes que da noite para o dia foram obrigados a fechar as portas dos seus estabelecimentos ou os milhares de trabalhadores e trabalhadoras que perderam o emprego durante a pandemia.

 

Batizado como Dia de Luto, quase 100 mil mortos e Dia de Luta, em defesa da Vida e do Emprego, a ação contou com a participação da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Nova Central, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Central Geral dos Trabalhadores (CGTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), entre outras.

 

“Estamos aqui para propor o debate e um momento de paz, pois quase 100 mil vidas já foram perdidas, entre homens, mulheres, negros, ricos, pobres, indígenas. É muito importante valorizar a vida, é o que estamos fazendo aqui hoje”, explicou Ricardo Patah, presidente nacional da UGT e do Sindicato dos Comerciários de SP.

 

Ricardo ressaltou que a sociedade precisa compreender o momento grave que estamos vivendo, pois milhões de pessoas estão desempregadas ou desalentadas. “Quando temos um presidente que não valoriza a vida, não valoriza o emprego, nós temos que ter um povo que precisa dar um basta a essa situação grave que estamos vivendo”.

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo e o Sindicato dos Motoboys, duas categorias que se apresentaram na linha de frente do combate ao Covid-19 e filiadas a UGT, participaram do ato realizando uma caminhada pela Rua 25 de Março,  maior centro popular de compras da capital paulista, encerrando a manifestação na Praça da Sé, marco zero da cidade e palco histórico da luta popular contra a ditadura militar que assolou o Brasil de 1964 a 1985.

 

Na catedral aconteceu um ato ecumênico com a presença do padre Júlio Lancelotti, que coordena a Pastoral do Povo de Rua. Padre Júlio fez uma oração em memória aqueles que perderam a vida para o Cornavírus e ressaltou que é uma vergonha o Brasil ter uma política que não protege os povos indígenas, os quilombolas, os moradores de rua e as florestas, dando prioridades as ações que matam ou que destroem.

 

Patah, lembrou que a UGT, juntamente com as demais centrais sindicais, sindicatos da saúde e movimentos sociais denunciaram o governo Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional, acusando o presidente brasileiro de omissão e descaso diante da pandemia.

 

O ato iniciou ainda na madrugada com diversas assembleias de trabalhadores, entre elas o Sindicato dos Motoristas e trabalhadores em Transporte Urbano de São Paulo, que realizou ato em diversas garagens de ônibus da capital.

 

“As assembleias foram rápidas, mas serviram para alertar os companheiros motoristas e cobradores que apesar da flexibilização com abertura dos comércios, ainda estamos vivendo a pandeia e o Sindicato está preocupado, pois até o momento 60 trabalhadores do sistema de transporte já perderam a vida para o Covid-19”, explicou  Francisco Xavier da Silva Filho (Chiquinho), secretário-geral do Sindicato dos Motoristas.

 

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