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Em 2020, o Brasil teve saldo positivo na geração de emprego, com mais de 142 mil vagas de trabalho, mas um dado importante mostra um agravante nessas vagas, metade foi pelo regime intermitente. Criado em 2017 pela reforma trabalhista não garante salário ou jornada de trabalho fixo.

 

Em 2018 e 2019, dois anos completos após a aprovação da reforma, as vagas de trabalho intermitente foram respectivamente de 9,4% e 13,3%.

 

Apesar do salto na geração de vagas intermitentes em 2020, no Brasil ao todo são 230 mil postos de trabalho no regime intermitente que dá menos de 1% de todo o estoque de emprego formal, que são quase 39 milhões de carteiras assinadas.

 

Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do FGV/IBRE, acredita que a forte participação de vagas desse tipo que ocorreu no ano passado não se repetirá nos próximos anos.

 

“A crise é uma força econômica que empurra o mercado de trabalho para uma maior flexibilização. Há muitas incertezas em relação a essa crise, que, dependendo do grau da pandemia, provoca fechamento ou abertura de atividades. Então um contrato mais flexível pode ser mais adequado”, disse Duque.

 

A demanda maior por trabalho nesse formato teve em destaque dois setores que foram serviços e indústria. “Está cada vez mais normal a indústria produzir de acordo com a demanda. Eu acredito que o contrato intermitente deve continuar crescendo no setor”, afirmou o pesquisador.

 

O problema do contrato intermitente é o trabalhador ter uma renda baixa. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em 2019, um em cada cinco desses vínculos intermitentes não foi acionado no ano, ou seja, o trabalhador não teve nenhuma renda, já que não trabalhou.

 

com informações da Folha de São Paulo

 

Fonte: Redação Mundo Sindical

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