Na Mídia

O dado foi divulgado pela organização Oxfam

As 26 pessoas mais ricas do mundo detêm a mesma riqueza dos 3,8 bilhões mais pobres, que correspondem a 50% da humanidade. Os dados, referentes a 2018, fazem parte do relatório global da organização não governamental Oxfam, lançado hoje (21), às vésperas do Fórum Econômico Mundial, que se inicia amanhã (22) em Davos, na Suíça. Os números indicam que a riqueza está ainda mais concentrada, pois, em 2017, os mais ricos somavam 43.

A fortuna dos bilionários aumentou 12% em 2018, o equivalente a US$ 900 bilhões, ou US$ 2,5 bilhões por dia. A metade mais pobre do planeta, por outro lado, teve seu patrimônio diminuído em 11% no mesmo período. Além disso, desde a crise econômica iniciada em 2007, o número de bilionários dobrou no mundo, passando de 1.125 em 2008 para 2.208 no ano passado. O relatório indica ainda que os homens têm 50% mais do total de riqueza do mundo do que as mulheres.

Intitulado Bem Público ou Riqueza Privada?, o documento chama atenção para a necessidade de investimentos em serviços públicos, com destaque para educação e saúde, como forma de diminuir as desigualdades no mundo. “Como metade do planeta vive com menos de US$ 5,50 por dia, qualquer tipo de despesa médica empurra essas pessoas para a pobreza. Garantia de serviço público de saúde é a garantia estável e sustentada para quem está na base da pirâmide”, exemplificou Rafael Georges, coordenador de campanha da Oxfam Brasil.

Taxação 

Como forma de redistribuição de riquezas, o relatório propõe uma taxação de 0,5% sobre a renda de bilionários que fazem parte do 1% mais rico do mundo. Segundo a organização, os recursos arrecadados seriam suficientes para incluir 262 milhões de crianças que estão fora da escola atualmente e também providenciar serviços de saúde que poderiam salvar a vida de mais de 3 milhões de pessoas.

“A retomada [do crescimento econômico], ao longo dos últimos dez anos, favoreceu o topo da pirâmide, não foi redistributiva, foi concentradora. O sistema tributário tem um papel central nessa concentração, na medida em que reduz as alíquotas máximas para quem é muito rico. Esse movimento ocorreu em todo o mundo”, avaliou o coordenador.

A Oxfam avalia que os governos contribuem para o aumento das desigualdades ao não taxarem os muito ricos e as grandes corporações e ao não investirem de forma apropriada em saúde e educação. Segundo a organização, no Brasil, os 10% mais pobres da sociedade pagam mais impostos proporcionalmente do que os 10% mais ricos, o mesmo ocorre no Reino Unido.

“Diferentemente dos países desenvolvidos, o Brasil é um país que apoia muito a sua carga tributária nos impostos indiretos, e isso acaba pesando mais no bolso da classe média e dos mais pobres. Todo mundo que compra o mesmo produto, paga a mesma carga. O ideal seria equilibrar isso, jogar mais a tributação para renda e patrimônio e diminuir a carga do consumo”, propôs Georges.

A organização destaca que, entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o que menos tributa renda e patrimônio. Enquanto no Brasil a cada R$ 1 que é arrecadado, R$ 0,22 vêm de impostos sobre a renda e do patrimônio, na média dos países essa parcela equivale a R$ 0,40 para cada R$ 1 pago em tributos. Nos Estados Unidos, por exemplo, 59,4% da arrecadação vêm de impostos sobre a renda e o patrimônio da população.

Aumento da concentração

Georges avalia que dois fatores explicam, em parte, a concentração de riqueza no mundo: a guerra fiscal internacional e a existência de paraísos fiscais. “Existe uma dificuldade dos sistemas políticos, seja nacional ou internacional, de implantar medidas sérias de redistribuição. Em particular na questão tributária existe uma corrida para trás”, apontou. Para o coordenador da Oxfam Brasil, a guerra fiscal internacional – similar ao que ocorre entre os estados brasileiros em relação ao ICMS – “joga contra” a possibilidade de redistribuição de riquezas.

Outra parte, segundo ele, é explicada pela existência de paraísos fiscais. “Enquanto tiver países onde não se cobra nenhum tipo de tributo e se oferecem garantias de sigilo e de ocultamento de propriedade e de patrimônio, vai ter incentivo para que ninguém queira redistribuição de seu patrimônio e sua renda. A economia sempre vai ter uma válvula de escape que vai preservar uma espécie de elite global”, avaliou.

Fonte: Agência Brasil

Coordenador da Frente de Proteção Étnico-Ambiental Awá entende que a Medida Provisória de Jair Bolsonaro, que retirou da Funai a demarcação de terras indígenas, estimula essas ações

 

Representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) entraram em contato com a Polícia Federal, nesta quinta-feira (17), para informar sobre a ocorrência de ameaças à terra indígena Awá, no Maranhão, de acordo com informações do G1.

 

Fazendeiros que ocupavam as terras de forma ilegal haviam sido retirados das terras dos índios em 2014, depois de decisão judicial. Contudo, desde 2015, o grupo faz entra na terra para a retirada de madeira e criação de gado, porém, sem se estabelecer no local em definitivo.

 

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A Funai, então, recebeu informações de que posseiros estariam pretendendo retornar ao local, conforme Bruno de Lima, coordenador da Frente de Proteção Étnico-Ambiental Awá.

 

Ele entende que a Medida Provisória de Jair Bolsonaro, que retirou da Funai a demarcação de terras indígenas, estimula essas ações.

 

“No contexto da medida provisória 870, que coloca para a Agricultura a demarcação de terras, (editada) na semana passada, tivemos informações de que um carro de som estaria convocando pessoas a uma reunião. Eles (fazendeiros) fizeram essa reunião neste domingo (13) no povoado Maguary, com informações de uma possível invasão (para voltar a viver) na área. Mas não houve nada até agora. O que nós tivemos informações é que eles vão fazer um documento e enviar ao ministério para fazer uma revisão da demarcação e retornar à área”, declarou.

 

Alterações

 

Francisco Gonçalves, secretário de Direitos Humanos do Maranhão, também alega que a movimentação dos fazendeiros tem relação com as alterações na Funai.

 

“Essa ação dos fazendeiros, ela se deve a uma decisão do governo federal de rever as atribuições da Funai a que se deve a remarcação de territórios ou mesmo ao que se refere a licenças de uso dessas terras, licenças ambientais. E, com isso, eles acham que nesse nova ambiente político é possível rever a decisão que foi tomada em 2014”, diz.

 

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Fonte: Revista Forum

Outros ministros da corte acreditam ainda que, se a questão for aberta no STF, o presidente Jair Bolsonaro também será investigado, já que existem movimentações financeiras ligadas à primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Coluna da jornalista Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (18) da Folha de S.Paulo, afirma que um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou uma “confissão de culpa o pedido de Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) para a Justiça suspender a investigação contra seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, sobre a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão captada pelo Coaf.

Segundo o magistrado, o caso ficou ainda mais grave e a atitude é uma confissão de que o envolvido é o senador eleito e não o motorista. O pedido foi acatado pelo ministro Luiz Fux, que faz o plantão do STF, e a investigação suspensa nesta quinta-feira (17).

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Outros ministros da corte acreditam ainda que, se a questão for aberta no STF, o presidente Jair Bolsonaro também será investigado, já que existem movimentações financeiras ligadas à primeira-dama Michelle.

Estrago inestimável

Já na coluna Painel, de Daniela Lima, na mesma edição da Folha, juízes e advogados dizem que a ação movida por Flávio causou um estrago ainda inestimável no clã Bolsonaro.

Segundo a jornalista, o primogênito do presidente alçou seu caso à corte de maior ressonância do país, abriu brecha para ofensiva da PGR sobre o pai e, ainda, ceifou parte das alternativas que, à frente, poderiam beneficiá-lo. Se devolver o caso à primeira instância, o relator, Marco Aurélio Mello, colocará uma pedra sobre a chance de a defesa, adiante, alegar nulidades na investigação.

Segundo criminalistas ouvidos pela reportagem, ao levar a apuração sobre a movimentação na conta de Fabrício Queiroz, o ex-motorista, à última instância, a defesa de Flávio deu chance para que, com sua decisão, Marco Aurélio Mello valide todos os atos do Ministério Público do Rio até aqui.

Ministros do STF se espantaram com o tamanho da trapalhada. “O enredo não é bom e o motorista apareceu cedo demais”, disse um integrante da corte, em referência ao funcionário que teve papel central na queda de Fernando Collor.

Fonte: Revista Fórum

O Índice do Custo de Vida (ICV) na cidade de São Paulo encerrou o ano de 2018 em 3,89%, 1,45 ponto percentual superior à inflação registrada em 2017, que foi 2,44%. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), entre os dez grupos que compõem o índice, cinco tiveram variações superiores à inflação anual: transporte (6,05%), despesas diversas (5,21%), educação e leitura (5,03%), habitação (4,10%) e alimentação (3,95%). Já os grupos que aparecem com taxas menores ou negativas são despesas pessoais (3,64%), saúde (1,98%), equipamento doméstico (0,74%), recreação (-0,39%) e vestuário (-1,59%).

Segundo o Dieese, no grupo transportes, os reajustes para os subgrupos transporte individual e transporte coletivo foram de 6,46% e 5,15%, respectivamente. A gasolina registrou o aumento mais significativo (12,51%).

Em despesas diversas, gastos médios com animais domésticos (5,52%) e com comunicação (3,47%) apresentaram as maiores altas.

Em educação e leitura, no subgrupo educação (4,61%), as taxas acumuladas foram de 5,39% para os cursos formais; 4,03% para os diversos; 1,60% para os artigos de papelaria; e -3,57% para os livros. No subgrupo leitura (12,99%), o reajuste para os jornais foi de 7,80% e para as revistas, de 14,61%.

O levantamento mostra ainda que em habitação (4,10%) as variações acumuladas dos subgrupos foram de 2,67% para conservação do domicílio; 2,97% para locação, impostos e condomínio; e 5,01% para operação do domicílio. Houve ainda alta de 13,63% nas contas de luz.

No grupo alimentação, a influência para a alta partiu das taxas acumuladas dos subgrupos alimentação fora do domicílio (4,80%); refeições principais (4,90%) e lanches matinais e vespertinos (4,67%). O subgrupo produtos in natura e semielaborados acumulou alta de 4,83%. As taxas dos itens desse subgrupo foram: 20,86% para legumes; 16,22% para raízes e tubérculos; 15,59% para frutas; 6,34% para hortaliças, 2,35% para aves e ovos; 1,42% para grãos; 1,36% para o leite in natura; e -0,09% para as carnes. 

Custo de vida em dezembro

Na passagem de novembro para dezembro, a inflação na capital paulista apresentou queda de 0,21%. As taxas apuradas para os grupos que compõem o ICV foram de 0,87% para equipamento doméstico; 0,71% para despesas diversas; 0,36% para recreação; 0,33% para vestuário; 0,23% para alimentação; 0,03% para educação e leitura; -0,01% para despesas pessoais; -0,11% para habitação; -0,23% para saúde e -1,66%.para transporte.

Segundo a apuração, dentro dos subgrupos da alimentação houve variação de 0,61% para os produtos in natura e semielaborados; 0,19% para a alimentação fora do domicílio; e 0,27%, para a indústria da alimentação. Entre os produtos in natura e semielaborados, raízes e tubérculos tiveram alta de 12,39%, assim como a batata (12,23%). O aumento mais significativo foi para cebola (24,64%). O preço da carne bovina teve elevação de 0,90% e o da suína caiu -1,28%. No geral, carnes registraram aumento de 0,81%.

Os dados mostram também que as aves e ovos subiram 0,80%. Para os grãos, os preços tiveram elevação de 0,59%, sendo que o preço médio do feijão subiu 5,59%; enquanto o do arroz e de outros grãos tiveram diminuição de -0,71% e -0,58%, respectivamente. O leite não teve variação de preços. As hortaliças variaram negativamente (-0,43%), assim como as frutas (-0,60%), Os recuos mais expressivos foram: limão (-26,98%), manga (-5,90%), pera (-1,72%), abacaxi (-1,06%), banana (-0,86%) e laranja (-0,33%).

Os preços dos legumes também caíram (-5,23%) ,e de todos os itens pesquisados, apenas a abobrinha (1,45%) não apresentou retração de preço. As maiores quedas ocorreram para vagem macarrão (-12,10%), quiabo (-10,02%), chuchu (-7,95%), pepino (-5,30%) e tomate (-4,20%).

No grupo transporte, o subgrupo transporte coletivo não variou e no transporte individual foi observada queda de 2,37%, devido à queda nos preços dos combustíveis (-3,78%): sendo de -3,87% para a gasolina e de -3,72% para o álcool.

Fonte: Agência Brasil

Paulistano gasta R$329 com ônibus e metrô, levando em consideração uma viagem de ida e volta por dia, durante 22 dias no mês. Antes, era R$306

 

Com o salário mínimo recém ajustado para R$ 998 e a passagem entre R$ 4,30 – na tarifa única – e R$ 7,48 – na integração entre ônibus e trilhos –, o trabalhador que depende diariamente do transporte público para se locomover gasta até 33% do recebimento mensal.

 

O paulistano que usar uma das modalidades de transporte gasta R$ 189,20 ao longo de 22 dias úteis – cerca de 19% do salário.

Na tarifa anterior – de R$ 4,00 –, optando apenas por ônibus ou trilhos, custava R$ 13,20 a menos. Agora, quem depender da integração entre SPTrans e trilhos (Metrô e CPTM) vê o valor quase dobrou para R$ 329,12 por mês.

 

Quanto de um salário mínimo é gasto só com transporte? Consideramos uma viagem por dia, ida e volta, durante os 22 dias úteis do mês. O valor porcentual apresentou maior taxa desde 2011, que à época rondava 36,25%, e teve menor participação do recebimento em 2017, com 27,80%.

 

Em 2016, o então prefeito de São Paulo João Doria (PSDB-SP) prometeu, em campanha, congelar durante os quatro anos de seu mandato a tarifa de ônibus.

 

Antes de assumir, e já eleito, Doria afirmou “Não posso responder por quatro anos, posso responder pelo primeiro ano. Não vamos mexer na tarifa em 2017”. O menor valor percentual da passagem de ônibus em 2017 se dá justamente no cenário de congelamento.

 

Com o aumento do salário mínimo – de R$ 880 para R$ 930 – e a estagnação da tarifa, a participação do recebimento caiu para R$27,80. Mesmo com a tarifa congelada de Doria, o Governo do Estado “compensou” a promessa.

 

A gestão Alckmin, em 2016, aumentou o valor da integração entre SPTrans e trilhos – de R$ 5,92 para R$ 6,80 –, que resultou em 32% do orçamento familiar comprometido com o transporte.

 

No ano seguinte, João Doria e Geraldo Alckmin anunciaram um reajuste em conjunto nas tarifas. R$ 4 para ônibus e R$ 6,96 para integração.

 

ÔNIBUS + METRÔ

 

Em 1999, gasto com passagens consumia 90% do salário mínimo. Se o valor pesa agora em 2019, a situação era ainda mais caótica em 1994. Com inflação instável, as passagens de ônibus eram atualizadas mensalmente através de decretos.

 

Naquela época, o Real acabava de ser oficializado e Paulo Maluf, prefeito de São Paulo, tinha que alterar os valores para a nova moeda. Pouco antes da transição, a passagem custava CR$ 1.200,00 e em julho de 94, passou ao valor de R$ 0,50. Já trilhos eram R$ 0,60.

 

O salário mínimo era de apenas R$ 64,70. Nos 22 dias úteis, o trabalhador precisava desembolsar R$ 48,40 mensalmente para utilizar o transporte público.

 

O ápice ocorreu em 1999. Com salário mínimo valendo R$130, as passagens sofreram aumentos acima da inflação. De R$ 1, a gestão de Celso Pitta (PP-SP) ordenou que a tarifa fosse para R$ 1,25. Com a integração a R$ 1,40, os gastos com locomoção somaram R$116 e chegaram a representar 89,69% do salário mínimo.

 

A situação só melhorou em 2006, quando o salário mínimo foi reajustado para R$350 e com a implantação da integração entre SPTrans, CPTM e Metrô que proporcionou, naquele momento, economia nas viagens.

 

O cálculo não leva em conta o uso de vale-transporte ou outros benefícios por julgar que, mesmo assim, a medida funciona como termômetro do custo do transporte na cidade.

 

Fonte: O Estado S.Paulo

 

Você cumpre os prazos e faz horas extras no trabalho – e você ainda não conseguiu aquela cobiçada promoção, ou cultivou conexões significativas com colegas de trabalho. Poderia ser a sua linguagem corporal que está segurando você para trás?

 

Quando se trata de comunicação, “você pode estar dizendo uma ou duas palavras, mas soltando milhares de pistas não verbais”, diz a expert em linguagem corporal e autora Patti Wood. Essas pistas não verbais, que incluem tudo, da sua postura a sua expressão, são cruciais para qualquer interação – e é especialmente importante projetar as pistas corretas no trabalho, ela diz.

 

Mesmo com tanto em jogo, experts dizem que nós somos cometemos, de forma inconsciente, uma série de gafes de linguagem corporal no lugar de trabalho. Aqui estão algumas comuns – e como corrigi-las.

 

Má postura ou desleixo

 

É fácil entrar em uma postura menos-que-perfeita depois de longas horas na sua mesa, mas desleixo “transmite que você é fútil [ou] não tão competente” quanto aqueles que sentam direito, diz a Dr. Lillian Glass, uma expert em linguagem corporal e consultora de comunicações.

 

Mesmo se você acha mais confortável, “as outras pessoas leem isso como não positivo, não energético, não cuidadoso”, adiciona Woods.

 

Quanto a ficar curvado sobre telas de computador e telefones, não apenas são “pescoço de tecnologia” e postura pobre, má para sua saúde física e emocional, mas Wood diz que essa linguagem corporal também transmite que você é defensivo, reservado ou distraído.

 

Se você se pega escorregando para má postura, Glass diz a seus clientes para mover suas nádegas para o posterior de suas cadeiras, com suas costas permanecendo na vertical contra a parte traseira da cadeira, sem sentar muito rigidamente.

 

Mover-se inquietamente

 

Quer seja se você está torcendo uma mecha de cabelo, batendo seus joelhos, ou brincando com objetos na mesa, experts dizem que provavelmente não há maneirismo tão distrativo quanto mover-se inquietamente. Muitas vezes, os nervos dirigem esses comportamentos, diz Glass.

 

Mas mover-se muito inquietamente em uma reunião vai causar em seus colegas pensamentos como “porque ela não está prestando atenção, porque ela não está sintonizada?”, diz Wood.

 

“Você não quer fazer coisas que distraem, você quer fazer coisa que atraem”, explica Joe Navarro, um veterano de 25 anos do FBI, que agora escreve e palestra largamente sobre comunicação não-verbal. Numa reunião ou numa conversa, Navarro sugere canalizar sua energia longe de bater os pés, esfregar o nariz ou girar os polegares, e ao invés focar em fazer contato visual, inclinar a cabeça e manter suas mãos visíveis. Esses pequenos ajustes para o seu comportamento vão fazer você parecer mais atento, ele diz.

 

Manter uma expressão tensa na face

 

Você está com os olhos semicerrados na tela do seu computador quando seu chefe para para bater papo. Você pode não perceber, mas essa expressão de profunda concentração – olhos estreitados, sobrancelhas franzidas – pode aparecer como frustração ou raiva quando você olha para cima do seu dispositivo, diz Glass.

 

Para fazer a transição mais suave, Woods diz a seus clientes para imaginar passando por cima de um limite quando um colega de trabalho se aproxima deles quando estão concentrados. “Propositalmente fazer exatamente o oposto”, ela diz, conscientemente abrir suas palmas, sorrir e relaxar seu rosto.

 

E se você não pode girar em uma expressão mais relaxada porque você está concentrado muito intensamente, Glass sugere procurar um lugar privado para trabalhar.

 

Ser muito casual

 

Os lugares de trabalho modernos podem ser bem casuais – de códigos de vestir relaxados, para culturas que encorajam a socialização.

 

Mas presumir que o modo de se vestir e arrumar não importa é um grande erro, de acordo com Navarro. “Há uma falsa suposição de que se nós nos vestimos, vamos ser tratados e respeitados da mesma maneira”, ele diz, ou emitir o mesmo nível de confiança como quando nós estamos bem arrumados”.

 

Isso não significa que você deve optar por usar um terno quando os outros estão de jeans esporte. “Você pode ter roupas casuais realmente boas”, ele diz, mas sujeira ou trajes mal ajustados são inapropriados não importa quão casual a cultura do seu escritório é.

 

E as ramificações de ser muito casual se estendem a como você se porta no lugar de trabalho, diz Wood. Ela viu muitas pessoas andarem nos corredores em um ambiente corporativo “como se elas estivessem em suas casas, em seus pijamas”. Apesar das crescentes atmosferas casuais nos lugares de trabalho, “nós esquecemos que nosso cérebro ainda lê as pessoas muito do mesmo modo”, diz Wood.

 

Olhar para baixo ou não fazer contato visual

 

Mesmo em um mundo dominado pelos smartphones, o contato visual importa. Não olhar as pessoas nos olhos causa aos ao redor de você pensar, “’eu não sei como envolver-me com essa pessoa’, ou ‘eu estou muito ocupado para me envolver com essa pessoa ‘”, explica Wood.

 

Manter o seu queixo para baixo ou olhar para o chão faz você parecer inseguro, triste e mostra uma falta de confiança, de acordo com Glass.

 

Se o seu telefone está causando você olhar para baixo ou evitar contato visual, lute contra o desejo de checa-lo constantemente na presença de mais alguém, diz Navarro. “O argumento ‘bem, todo mundo faz isso’ não faz isso ok”, ele diz. “Pessoas que não valorizam você fazem isso”.

 

E se você está passando por alguém em uma área comum do escritório, Wood sugere fazer aquele todo importante contato visual, levemente levantar suas sobrancelhas e sorrir. “Isso faz as outras pessoas se sentirem seguras e sinaliza que você é amigo,” ela diz.

 

Cruzar os seus braços

 

Wood também diz que as pessoas devem ter cuidado com o que ela chama de pistas “fechadas”, tais como cruzar os seus braços sobre o seu peito, virando seu torso longe de alguém, enquanto ele ou ela está falando, ou colocar objetos entre você e a pessoa com quem está falando. Mesmo se suas pernas ou braços cruzados não tem nada a ver com a pessoa que está se apresentando em uma reunião, isso manda sinais de que “você está apenas parcialmente envolvido, ou você está fingindo estar envolvido”, ela diz. “Quando as janelas de alguém estão fechadas nós, não nos sentimos tão confortáveis em uma interação”.

 

O conserto? Wood diz para você se assegurar de que o seu corpo está orientado na direção da pessoa com quem você está interagindo. Por exemplo, não tenha seu rosto virado na direção de um colega de trabalho, quando o resto do seu corpo está alinhado com a saída.

 

Ficar muito perto das pessoas

 

A maioria das pessoas precisam de muito mais espaço pessoal do que você pode pensar, de acordo com Navarro. Não apenas ficar muito perto das pessoas as deixa desconfortáveis, ele diz, mas isso também diminui sua habilidade de causar uma boa impressão ou transmitir seu ponto de vista.

 

As preferências de espaço pessoal podem variar de pessoa para pessoa – e até entre diferentes culturas. Então, como determinar quão perto você deve ficar de alguém? “Incline-se para frente e aperte as mãos, então dê um passo atrás de modo que você fique a quatro pés de distância”, Navarro diz. “Se a pessoa está confortável, vai ficar ali”, e se quiser ficar mais perto, “vai dar um passo à frente, ou vai se angular na sua direção”.

 

E se você não está seguro de outros limites de linguagem corporal que você possa estar cruzando, pergunte a amigos ou colegas de confiança por feedback, sugere Navarro. Outra boa estratégia é identificar pessoas que você admira – seja no lugar de trabalho ou líderes famosos – que se portam bem, e tomar notas de seus hábitos. Acima de tudo, “a vida é um teatro”, diz Navarro, e estar ciente de como você próprio se apresenta pode ser vital para progredir no trabalho.

 

Fonte: time.com

A empresa brasileira de saneamento básico BRK Ambiental lançou nesta sexta-feira (4) a plataforma digital “Mulheres e Saneamento”, com dados e análises baseadas em pesquisa sobre o tema. A iniciativa contou com apoio da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas e parceria do Instituto Trata Brasil.

 

O estudo mostrou que os déficits mais elevados de acesso a esgoto estão entre as mulheres autodeclaradas pardas, indígenas e pretas no Brasil. Nesses grupos, as taxas de incidência de escoamento sanitário inadequado foram de 24,3%, 33,0% e 40,9%, respectivamente. Também são as mulheres autodeclaradas negras (pardas e pretas) que têm mais dificuldade de acesso à água.

 

Devido ao papel desempenhado pela mulher nas atividades domésticas e nos cuidados com pessoas, a falta de água afeta de maneira mais intensa a vida das mulheres do que a dos homens. Relatório das Nações Unidas de 2016 ressaltou o fato de que as mulheres desempenham trabalhos não remunerados (doméstico e de cuidados) três vezes mais do que os homens.

 

Assim, como cuidadoras, as mulheres são mais afetadas quando membros da família adoecem como resultado da inadequação do acesso à água, ao esgotamento sanitário e à higiene. Também devido a esse papel, as mulheres estão em maior contato físico com a água contaminada e com dejetos humanos quando a infraestrutura de saneamento é inadequada.

 

A empresa brasileira de saneamento básico BRK Ambiental lançou nesta sexta-feira (4) a plataforma digital “Mulheres e Saneamento“, com dados e análises baseadas em pesquisa sobre o tema. A iniciativa contou com apoio da Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas e parceria do Instituto Trata Brasil.

 

Devido ao papel desempenhado pela mulher nas atividades domésticas e nos cuidados com pessoas, a falta de água afeta de maneira mais intensa a vida das mulheres do que a dos homens. Relatório das Nações Unidas de 2016 ressaltou o fato de que as mulheres desempenham trabalhos não remunerados (doméstico e de cuidados) três vezes mais do que os homens.

 

Assim, como cuidadoras, as mulheres são mais afetadas quando membros da família adoecem como resultado da inadequação do acesso à água, ao esgotamento sanitário e à higiene. Também devido a esse papel, as mulheres estão em maior contato físico com a água contaminada e com dejetos humanos quando a infraestrutura de saneamento é inadequada.

 

Dessa forma, atingir a Igualdade de Gênero – ou o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 – está intrinsecamente ligado ao nível de universalização do saneamento básico, segundo o estudo.

 

Cumprir essa meta no Brasil significa tirar 635 mil de mulheres automaticamente da linha da pobreza, sendo três de quatro delas negras. São 15,2 milhões de mulheres no Brasil que declararam não receber água tratada em suas moradias e 27 milhões sem acesso adequado à infraestrutura sanitária.

 

Isso reduz consideravelmente a capacidade de produção delas no mercado de trabalho, além de estarem mais suscetíveis a doenças infecciosas como cólera, hepatite e febre tifoide.

 

Os déficits mais elevados de acesso a esgoto estão entre as mulheres autodeclaradas pardas, indígenas e pretas. Nesses grupos, as taxas de incidência de escoamento sanitário inadequado foram de 24,3%, 33,0% e 40,9%, respectivamente. Também são as mulheres autodeclaradas negras (pardas e pretas) que têm mais dificuldade de acesso à água.

 

A plataforma mostra essa realidade brasileira de uma forma mais visual e acessível para o grande público, por meio do recurso digital.

 

Resolução da Assembleia Geral da ONU, de dezembro de 2016, destacou a situação das mais de 2,5 bilhões de pessoas que vivem sem acesso a banheiros e sistemas de esgoto adequados no mundo todo.

 

Fonte: ONU Brasil

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