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Bolsonaro comete crime de racismo em sua live e diz que negro queimou quando demorou para nascer

Em sua live semanal no Facebook, Jair Bolsonaro voltou a tecer comentários racistas em tom de piada ao afirmar que o deputado Hélio Lopes (PSL-RJ) deu uma “queimadinha” porque “demorou para nascer”.

Bolsonaro falava sobre o aumento da verba destinada a soldados para o pagamento de diárias, quando pediu para o deputado aparecer na transmissão e perguntou um exemplo de comida do cardápio do Exército.

“O negão é o Hélio, hein. Meu irmão que demorou para nascer. Demorou 10 meses para nascer. O Hélio deu uma queimadinha. Deu uma queimadinha no Hélio aí. Senão, ele seria a minha cara”, disse Bolsonaro ao risos antes de o deputado se retirar.

 

Fonte: Brasil 247

Uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro era isentar do pagamento do Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos.

 

As regras para o Imposto de Renda 2020 já estão disponíveis no site da Receita Federal. A tabela não sofreu correção pelo índice de inflação de 2019.

Segundo estudo divulgado pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), de 1996 a 2019 a tabela acumula defasagem de 103,87%. Segundo o mesmo estudo, o que o governo perderia em arrecadação com a correção poderia ser compensado com a instituição da tributação sobre lucros e dividendos e do imposto sobre grandes fortunas.

Pela tabela deste ano, quem ganha até R$ 1.903,38 está isento de cobrança. Caso a tabela fosse corrigida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a faixa de isenção passaria para R$ 3.881. Na prática, com a não correção, os brasileiros pagam mais imposto.

Em 2020, quem teve rendimentos entre R$ 1.903,39 e R$ 2.826,65 em 2019 será taxado em 7,5%. Os que receberam entre R$ 2.826,66 e R$ 3.751,05 pagarão 15%. Os brasileiros que ganharam entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68 pagarão alíquota de 22,5%. Por fim, quem tem renda acima R$ 4.664,68 pagará 27,5%.

Uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro era isentar do pagamento do Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos. Ele também prometeu não aumentar impostos. Ao não corrigir a tabela pelo segundo ano consecutivo, Jair descumpre as duas promessas.

A última vez que a tabela sofreu alguma correção foi em 2015, quando a então presidenta Dilma Rousseff estabeleceu reajuste, em média, de 5,6% nas faixas salariais de cálculo do IR.

Fonte: Portal Vermelho

Governo Bolsonaro retorna a carga contra os cidadãos e tenta retirar direitos trabalhistas por meio da MP 905.

 

A reforma trabalhista construída ainda pela gestão Michel Temer prometeu gerar 6 milhões de empregos no País. Dois anos depois, o desemprego atinge 12,5 milhões de pessoas. Entre as ocupadas, 44% estão na informalidade; 26% são trabalhadores e trabalhadoras por conta própria; entre os ocupados, 8% estão subocupados por insuficiência de horas; entre os que estão fora da força de trabalho, 7,3% são desalentados, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseado em dados do terceiro trimestre de 2019.

 

Após dez meses do atual governo sem apresentar nenhum projeto ou proposta de política pública para a geração de empregos, a dupla Bolsonaro e Paulo Guedes tiram da cartola a proposta de criar empregos com poucos direitos, financiados por desempregados pobres. A famigerada Medida Provisória (MP 905) – Carteira Verde e Amarela.

 

“A MP 905 formaliza, na verdade, o trabalho informal, em nada contribui para o crescimento e o desenvolvimento. Portanto, é uma política equivocada. A continuar assim, a força de trabalho no Brasil será a de um exército de trabalhadores informais”, critica o senador Paulo Paim (PT-RS).

 

A principal medida apresentada na MP 905 é o Contrato de Trabalho Verde e Amarelo, que prevê a redução dos custos dos empregadores que abram vagas com carteira assinada para pessoas entre 18 e 29 anos, com pagamento de até um salário mínimo e meio (1.497 reais) e que tenham a duração máxima de dois anos.

 

Mas, parte do custo do Contrato Verde e Amarelo será bancado pelo próprio jovem, na medida em que ele precisará abrir mão de vários direitos. Outra parte dos recursos, no entanto, virá do desconto de, no mínimo, 7,6% que será cobrada de quem recebe o Seguro-Desemprego.

 

Se não bastasse a taxação do seguro daqueles que já estão em situação de desemprego, a MP de Bolsonaro desconstrói o direito à remuneração das férias, à gratificação de férias, ao 13º salário e ao FGTS, incorporando-os ao pagamento mensal. Está definido que o trabalhador contratado nesses moldes receberá a cada mês, além de sua remuneração regular, os proporcionais de 13º salário e férias.

 

A indenização sobre o saldo do FGTS, a ser paga pela empresa, poderá ser paga antecipadamente, diluída mês a mês, e será 20% sobre o valor do salário (e não de 40%, como é o caso nos contratos normais).

 

“Essa é uma velha cantilena da elite brasileira, a ideia de que o País não cresce mais porque tem muitos direitos. E isso impede o País de se desenvolver, os empresários investirem. Isso vem desde a época da escravidão”, denuncia o senador Paulo Rocha (PT-PA).

 

Para incentivar a contratação, o governo reduziu a alíquota de impostos para os empregadores. A redução será de cerca de 30%. As empresas também ficam isentas da contribuição previdenciária de 20% sobre o valor total das remunerações, da alíquota de 2,5% referente ao Salário- Educação e das contribuições sociais devidas por setores econômicos específicos a entidades do Sistema S e ao Incra. A alíquota mensal de recolhimento ao FGTS por parte dos empregadores será de 2% sobre o salário, e não de 8%, como é o normal.

 

Em contratos de trabalho por prazo determinado, quando há demissão sem justa causa, a empresa tem que pagar metade do valor que estava acertado até o final do contrato, a título de indenização. No contrato Verde e Amarelo, essa indenização não se aplica.

 

“Quando você abre mão de contribuições para a Previdência, você prejudica a Previdência. O empregador, claro, vai lucrar mais, mas não vai empregar mais gente. O que faz com que ele empregue gente é demanda, é mercado”, alerta Paulo Paim.

 

 

Alterações na CLT

 

A MP 905 também promove uma nova reforma trabalhista ampliando a revogação de direitos previstos na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). São diversos itens da CLT revogados, entre os quais, direitos e medidas de proteção ao trabalho, como o artigo 160, que estabelece que “Nenhum estabelecimento poderá iniciar suas atividades sem prévia inspeção e aprovação das respectivas instalações pela autoridade regional competente em matéria de segurança e medicina do trabalho”.

 

“São 135 dispositivos da CLT alterados somente pelo artigo 28 da medida provisória. Está em jogo o repouso semanal remunerado. Se aprovada essa medida, o repouso vai se dar apenas em um a cada quatro domingos para o comércio ou em um a cada sete domingos na indústria. Deveríamos chamar de medida da nova reforma trabalhista. Isso daria um pouco mais de transparência e honestidade intelectual. Aqui estamos diante de ‘jabutis’, que devem ser devolvidos por esse Parlamento”, disse o secretário de Relações Internacionais do Ministério Público do Trabalho (MPT), Márcio Amazonas, em audiência da Comissão de Direitos Humanos (CDH).

 

A proposta ressuscita ideias rejeitadas recentemente pelo Congresso como a permissão para o trabalho em geral aos domingos, amplia a desregulamentação da jornada de trabalho instituída na reforma trabalhista de 2017 com a liberação do trabalho aos domingos e feriados, sem pagamento em dobro dessas horas. O pagamento do valor dobrado só se mantém se o trabalhador não folgar ao longo da semana.

 

O texto ainda aumenta a jornada de trabalho no setor bancário para todos os trabalhadores e trabalhadoras, exceto para os que trabalham na função de caixa. Em relação a esse setor, também libera a abertura das agências bancárias e o trabalho aos sábados. O aumento da jornada de trabalho para bancários e bancárias tem potencial de ampliar o desemprego: a cada 2 trabalhadores com jornadas de 44 horas semanais, um poderá ser demitido.

 

A negociação individual e a fragmentação das normas por meio de Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) e retirada do sindicato das negociações de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) também retorna com a MP 905.

 

“O objetivo inicial da MP é atrair o jovem para o primeiro emprego. Nisso concordamos. Mas trazer para ela tudo aquilo que conquistamos nas últimas décadas, não vamos aceitar”, enfatiza Paulo Rocha.

 

Fonte: Portal Vermelho

 

 

Na quarta-feira de cinzas o início do expediente será às 12h

    

Os bancos vão ficar fechados na próxima segunda e terça-feira de carnaval. Na quarta-feira de cinzas (26/02) o início do expediente será às 12h, no horário local, com encerramento em horário normal de fechamento das agências, segundo informações da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

 

Nas localidades em que as agências fecham normalmente antes das 15h, o início do atendimento ao público será antecipado, de modo a garantir o mínimo de 3 horas de funcionamento.

 

A Febraban orienta os clientes a utilizarem os canais digitais, como sites e aplicativo dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas nos dias em que não houver expediente bancário nas agências.

 

As contas de consumo (água, energia, telefone etc.) e carnês com vencimento em 24 ou 25 de fevereiro poderão ser pagos, sem acréscimo, na quarta-feira (26). Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão da Febraban é antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos.

 

Os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).

 

Fonte: Agência Brasil

Com o avanço do carnaval de rua de São Paulo, as mulheres estão cobrando mais participação nas decisões. A presença de apenas duas mulheres em uma reunião para discutir a folia paulistana, em agosto, foi um abre-alas para a criação da Comissão Feminina do Carnaval de Rua de São Paulo (CFCR-SP).

 

Juliana Matheus, que virou personagem dessa cena, conta que os questionamentos eram óbvios. Fundadora do bloco Filhas da Lua e integrante do Fórum dos Blocos, percebeu o incômodo das mulheres que fazem carnaval há mais tempo do que ela. “Era uma coisa de estar lá em minoria, sabendo que existem muitas mulheres no carnaval de rua, participando ativamente da organização”, diz.

 

Em menos de duas semanas, Juliana encontrou e reuniu 50 mulheres dispostas a lutar por pautas que beneficiariam não só mulheres, mas toda a sociedade. Atualmente, 60 blocos, bandas e cordões são representados pela CFCR-SP. Mas outras dezenas de blocos de carnaval desfilam sob o comando feminino, seja na voz que lidera o grupo, na produção e organização ou na composição da bateria. O Filhas da Lua, por exemplo, nasceu em 2017 de um grupo de amigas que se reunia em rodas de samba no bairro Bexiga. O primeiro desfile foi em 2018 e, hoje, mais de 120 mulheres, cisgênero e transexuais, compõem o cortejo do bloco, o corpo de baile e a bateria.

 

Já o bloco Ilú Obá de Min, que faz parte da CFCR-SP, leva um contingente de 430 mulheres para as ruas durante o carnaval, que atuam na dança, como pernaltas, cantoras e na bateria – elas são 80% do grupo todo. Com o objetivo de difundir a cultura afro-brasileira, elas também destacam a participação e o protagonismo feminino. “Chegamos em peso. Em 15 anos, temos mais de 350 mulheres só na bateria, criando a cada ano suas composições e atuando como protagonistas das nossas histórias de mulheres pretas e ativistas que são. Só estamos aumentando a cada ano”, comemora Beth Beli, fundadora da associação que dá nome ao bloco de carnaval.

A Comissão Feminina enviou, em 30 de janeiro, um ofício a nove secretarias do Município, com reivindicações de maior participação, mas diz que não obteve retorno satisfatório. Questionada pela reportagem, a Prefeitura não se manifestou.

 

Assédio

Uma das principais reivindicações do grupo é que a campanha contra o assédio no carnaval seja de responsabilidade do poder público. O Não é Não, por exemplo, teve início em 2017 no Rio com 40 mulheres distribuindo 4 mil tatuagens temporárias. Hoje, o projeto é mantido por financiamento coletivo na internet.

Em nota, a Prefeitura informou que vai instalar 20 tendas de acolhimento para atender vítimas de assédio durante o carnaval de rua. Os espaços terão voluntários e voluntárias do Catraca Livre, advogadas, psicólogas e assistentes sociais.

 

Três perguntas para Preta Gil

 

Cantora e fundadora do Bloco da Preta

Você acha que a representação da mulher no carnaval tem mudado? Ainda devem ocorrer novas mudanças?

Não é possível imaginar um carnaval sem a figura da mulher, ela está em toda parte e por isso mesmo resolvi eleger o tema “mulheres que inspiram” para os desfiles do nosso bloco (Bloco da Preta). Sinto que nos últimos anos há uma crescente no número de blocos femininos, nas discussões sobre assédio, sobre o corpo livre. Vejo que as mulheres estão mais unidas na forma como colocam as questões. A mulher assume cada vez mais sua voz, suas mensagens e seu direito de viver seu carnaval como bem entender. 

 

Como foi a escolha do tema do bloco? 

Achei que estava na hora de levar essa questão para a massa, tenho participado de conferências, premiações, fóruns de discussão… Usar meu palco para jogar luz na mulher foi um processo natural. Fizemos uma homenagem a todas, mas em especial à Chiquinha Gonzaga, mulher à frente do seu tempo que lutava por direitos e ideais não somente seus, mas dos negros, músicos e mulheres. No Rio, cantamos uma versão “empoderada” de Ô Abre-alas com mulheres de vários blocos femininos. É incrível: mais de um século depois de Chiquinha compor a primeira marchinha ainda estamos discutindo o papel da mulher da sociedade.

 

Outras marchinhas merecem ser revistas?

Há marchinhas antológicas, sempre tenho um apanhado nos repertórios do bloco. De uns tempos para cá, excluí algumas com letras ofensivas, que não fazem mais sentido.

 

Fonte: Estadão

 

Petrobras optou por não renovar contrato em 2019. Exibição de 'Parasita' encerra sessões nesta quarta-feira (19), às 21h30.

 

O Cinearte, um dos cinemas mais tradicionais da cidade de São Paulo, localizado no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, fecha as portas nesta quarta-feira (19) devido a falta de patrocínio. As duas salas de cinema completariam 57 anos de existência em 2020.

 

A Petrobras decidiu não renovar o contrato em 2019. O nome do local mudou ao longo do tempo com os patrocinadores: Cine Rio, Cine Arte 1, Cine Bombril, Cine Livraria Cultura e, o último deles, Cinearte Petrobras.

 

Durante as quase seis décadas, seus diferentes administradores buscaram manter o cinema como opção cultural para os paulistanos. Adhemar Oliveira desempenhou a função de diretor do Circuito Cinearte nos últimos 22 anos, além de também conduzir as salas do Espaço Itaú.

 

"Foram 22 anos de várias parcerias que tornaram possível a apresentação de inúmeros filmes independentes, debates, mostras, pré-estreias. Agradecemos a todos que, ao longo desta jornada, estiveram conosco nesta empreitada. Fechamos duas salas, mas não apagamos a crença na diversidade possível no cinema e que nosso lema Democracia na Tela esteja também no nosso cotidiano sempre", afirmou Oliveira em nota.

 

Último dia

Nesta quarta-feira, a exibição de "Parasita" na sala 1 encerra as sessões do Cinearte às 21h30. O cinema tem duas salas, uma com 300 poltronas e outra com 100.

 

No último dia, poucas pessoas e muito lamento pela cultura. A maioria dos funcionários não lamentou só a perda do emprego.

 

"Lamento pela cidade. Se fechar de vez, não é só minha perda do emprego. É a perda cultural. É a cidade que perde. Se virar um buffet e uma igreja, menos cultura na cidade", disse Rogério Santos, 55 anos, que trabalha há 13 no Cinearte.

 

A maioria do público chegou desavisado ao cinema nesta quarta e algumas pessoas ligavam para pedir informação sobre o fechamento.

 

Cinema de rua

A dificuldade em se manter é frequentemente a sina dos cinemas de rua da capital paulista, que chegaram a quase 300 operando simultaneamente. No lugar destes cinemas, surgiram estacionamentos, grandes estabelecimentos comerciais, igrejas e até bingo.

 

Somente a Penha, na Zona leste, chegou a sediar ao menos cinco cinemas – São Geraldo, Penharama, Júpiter, Saturno e Chaparral, este último um autocine, bem ao estilo americano – na década de 1970 e 1980.

 

Nos últimos 10 anos, o Cine Belas Artes, por exemplo, enfrentou uma grave crise, que o manteve fechado por três anos. Aberto em 1943 na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, ficou famoso por exibir filmes do circuito alternativo.

 

Em 2010, o banco HSBC anunciou que deixaria de patrocinar o cinema, e o Belas Artes fechou as portas no ano seguinte. Em 2014, a Prefeitura de São Paulo anunciou um acordo com a Caixa Econômica Federal, que viabilizou sua reabertura do cinema.

 

Em 2019, o Belas Artes perdeu patrocínio da Caixa, mas conseguiu o patrocínio da cerveja Petra.

 

Fonte: G1

 

Valor é o maio da história da estatal

 

A Petrobras divulgou hoje (19) o relatório com seus resultados financeiros do quarto trimestre do ano passado. Com esses dados, foram também consolidados os resultados de 2019. A estatal registrou no ano passado um lucro líquido de R$ 40,1 bilhões, o maior de sua história. O montante representa um aumento de 55,7% em relação a 2018.

 

O resultado, divulgado em meio a uma greve de petroleiros que dura 19 dias, supera o desempenho de 2010, quando o lucro ficou em R$ 35,19 bilhões. Até então, este era o recorde da estatal. O relatório aponta que o desempenho teve influência das ações de desinvestimento, como a venda das subsidiárias TAG e BR Distribuidora e de campos de petróleo.

 

Junto ao relatório, foi divulgada uma mensagem aos acionistas assinada pelo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Ele aponta que este foi o primeiro ano da implementação de uma nova estratégia sustentada em cinco pilares: maximização do retorno sobre o capital empregado, redução do custo do capital, busca incessante por custos baixos, meritocracia e respeito às pessoas e ao meio ambiente e foco na segurança das operações.

 

Castello Branco destacou as duas ofertas públicas secundárias de distribuição de ações ordinárias da Petrobras de propriedade de bancos públicos. A primeira delas, realizada pela Caixa Econômica Federal, levantou R$ 7,3 bilhões. A segunda oferta, finalizada no início do mês, foi realizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 22,06 bilhões.

 

Nesta última transação, o presidente da estatal destacou dois aspectos: “A condução com sucesso em meio à fase de alta volatilidade de preços de ações e petróleo provocada pelo choque do coronavírus sobre a economia global; e a participação de 55.000 investidores individuais brasileiros na compra das ações, o que é extraordinariamente bom para o desenvolvimento do mercado de capitais local”.

 

Lucro operacional

O relatório também registra um recorde de R$ 129,2 bilhões de Ebitda, que é o lucro operacional excluindo-se os juros, impostos, depreciação e amortização. Trata-se de um crescimento de 12,5% na comparação com 2018. Esse desempenho, segundo a estatal, foi alcançado graças aos menores custos de produção e menores contingências.

 

Um total de R$ 10,6 bilhões foi distribuído aos acionistas, incluindo os dividendos e os juros sobre capital próprio (JCP). O montante equivale a R$ 0,73 por ação ordinária e R$ 0,92 por ação preferencial em circulação.

 

Quarto trimestre

Considerando apenas o quarto trimestre de 2019, o lucro líquido foi de R$ 8,1 bilhões, 10,28% a menos que o terceiro trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve crescimento de 287,87%. No quarto trimestre de 2018, o lucro foi de R$ 2,1 bilhões.

 

O Ebitda do quarto trimestre de 2019 alcançou R$ 36,5 bilhões, alta de 12% na comparação com o terceiro trimestre. Em relação ao quarto trimestre de 2018, o crescimento foi de 25,27%.

 

|Fonte: Agência Brasil

 

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