Categorias

Aglomeração nas calçadas e pessoas sem máscara são uma constante na região do Brás

 

Pelas ruas do Brás e da região da rua 25 de Março, no centro de São Paulo, a regressão da capital para a fase amarela do Plano São Paulo para conter o avanço do novo coronavírus não afetou a rotina de compras de Natal, época de maior movimento nos dois endereços. Nesta quarta (2), foi publicado, no Diário Oficial, o decreto municipal estabelecendo o limite de horário (até 10 horas por dia) e a diminuição da capacidade (até 40%) do comércio da cidade.

 

O endurecimento da quarentena se deu pelo aumento de internações e mortes por Covid-19 na cidade. Apesar disso, o movimento nos dois principais pontos de comércio popular era intenso na quarta. Comparando com a semana anterior, quando faltava um mês para o Natal, a impressão era de ainda mais gente.

 

Nos dois locais, andar pelas calçadas sem esbarrar nas outras pessoas era um desafio --tentar manter distanciamento social era missão inútil. Muitas das pessoas não estavam de máscara ou usavam de forma errada. Havia presença de policiais militares e guardas municipais nos locais, mas não foi vista nenhuma abordagem para garantir o cumprimento dos protocolos sanitários.

 

Dentro das lojas do Brás, o movimento era menor. O decreto municipal estabelece que o limite de clientes no interior delas deve ser de 40% do total, mas em nenhuma delas a reportagem viu algum tipo de controle de acesso. Nas galerias de boxes, a lotação era grande.

 

"Eu estou horrorizada com a quantidade de pessoas, em pânico", afirma Sonia Ferreira, 53. Ela foi ao Brás para comprar roupas e revender em Divinópolis (MG). Para ela, a diferença de movimento da rua para as lojas pode ser explicada porque há falta de mercadorias no comércio.

 

Já na região da 25 de Março, a maior parte das lojas tinha funcionários oferecendo álcool gel na entrada, mas, na parte de dentro, estavam cheias. Por lá, algumas ruas estavam interditadas para carros, o que diminuía a aglomeração nas calçadas.

 

A enfermeira Leia Silva, 35, diz que ficou preocupada especialmente com a quantidade de pessoas sem máscara durante as compras. "O número de casos está aumentando, e as pessoas ignoram isso, parece que está tudo normal. O medo [do coronavírus] do começo desapareceu."

 

Regressão da quarentena para a fase amarela do Plano São Paulo endurece as regras para o comércio, mas movimento é grande na 25 de março - Rivaldo Gomes/Folhapress, NAS RUAS

Lojistas reclamam do comércio informal

O agravamento da pandemia, com consequências diretas no comércio formal, o comportamento dos vendedores ambulantes não cadastrados preocupa as associações de lojistas do Brás e da 25 de Março.

 

Segundo Jorge Dib, diretor da Univinco (União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências), há uma parte do público que não está frequentando as lojas porque não quer correr o risco na rua, onde há aglomerações e pouco controle sanitário.

 

Os clientes que continuam frequentando a região da 25 de Março têm mudado o comportamento, afirma Dib. "Hoje o consumidor vem bem restritivo, não fica batendo perna, é bem objetivo. Tanto que orientamos os vendedores para aproveitarem cada oportunidade."

 

"O comerciante tem como ser cobrado, mas na rua não tem fiscalização do que é certo, orientação sobre espaçamento, nenhum protocolo", diz Lauro Pimenta, conselheiro executivo da Alobrás (Associação de Lojistas do Brás).

 

Na visão dos lojistas do Brás, segundo Pimenta, a restrição de horário das lojas vai ter um efeito contrário ao desejado pelas autoridades sanitárias porque o fluxo de pessoas ficará concentrado.

 

"Além do afunilamento do horário e por ser Natal, que as pessoas não vão deixar de comprar, foi inoportuna a mudança agora porque muitas pessoas ficam se perguntando se vai ter lockdown, aumentam as fake news e isso atrai mais pessoas porque elas estão com medo de fechar no futuro."

 

Resposta

Por nota, a Secretaria de Estado da Saúde, gestão João Doria (PSDB), afirma que o CVS (Centro de Vigilância Sanitária), com suporte da Polícia Militar, apoia as prefeituras na fiscalização de legislações sanitárias, "incluindo a obrigatoriedade do uso de máscaras e as aglomerações em espaços coletivos".

 

Segundo a pasta, as pessoas que não usam máscaras podem ser multadas. Desde 1º de julho, afirma a nota, a Vigilância Sanitária estadual fiscalizou 110,2 mil estabelecimentos e realizou 1.172 autuações por descumprimento às normas, sendo 828 estabelecimentos e 344 transeuntes.

 

"Podem ser autuados comerciantes ambulantes e transeuntes, além de estabelecimentos que não estiverem respeitando as medidas para prevenção contra o coronavírus."

 

O Agora perguntou também se o retrocesso de fase traria um reforço da fiscalização e como é feita a inspeção de lojas que não realizam controle de acesso de clientes, dificultando a mensuração dos 40% de capacidade, mas a SES não respondeu.

 

Já a Secretaria Municipal de Saúde, gestão Bruno Covas (PSDB), diz que equipes da Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) "têm abordado munícipes para reforçar a importância e a necessidade do uso correto de máscaras de proteção facial, para evitar a propagação de gotículas nasais ou salivares no ambiente".

 

"Os profissionais são responsáveis pelas abordagens e orientações aos munícipes, para a correta utilização das máscaras nos grandes centros comerciais, nas diferentes regiões e locais com o maior fluxo de pessoas. Até o momento, 4.550 munícipes foram abordados e orientados", diz a pasta. A secretaria acrescenta que tem optado por ações educativa, sem aplicação de multas.

 

As subprefeituras Sé e Mooca informam que, diariamente, são realizadas ações de fiscalização a ambulantes irregulares na região da 25 de Março e Brás. As operações têm o apoio da GCM (Guarda Civil Metropolitana).

 

Fonte: Agora SP

Nome da entidade será anunciado nas próximas semanas. Sob nova gestão, serão recontratados os cerca de 40 funcionários especializados



A Cinemateca Brasileira passa a ter, em caráter emergencial, a gestão de uma organização social durante os primeiros três meses de 2021. O nome da entidade, que já atuou na gestão da Cinemateca no passado, será anunciado nas próximas semanas, informou o secretário nacional do Audiovisual, Bruno Graça Melo Côrtes, à Agência Brasil.

 

Sob nova gestão, serão recontratados os cerca de 40 funcionários especializados em preservação, documentação, pesquisa e tecnologia da informação, que trabalhavam para a Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), última entidade a administrar a Cinemateca.

 

Em agosto, a União retomou as chaves do espaço e promoveu contratos para garantir a manutenção dos serviços de limpeza, climatização do acervo, segurança e controle de pragas. Foi quitada, em parcela única, a dívida de energia elétrica, importante para a preservação dos rolos de filmes mais antigos. Essa parte do acervo contém nitrato de celulose, passível de combustão espontânea se não é conservado em câmara com temperatura e umidade específicas.

 

“Houve, ao longo dos últimos anos, alguns imbróglios, dificuldades com as gestões passadas que resultaram na necessidade de a União, literalmente, retomar as chaves, retomar as rédeas e botar [a Cinemateca] para funcionar novamente”, declarou.

 

Segundo Côrtes, o chamamento público para a contratação da nova entidade a gerir a Cinemateca em definitivo deve sair no início do próximo ano.

 

Polo cinematográfico

A Cinemateca, mais importante acervo da América do Sul, tem cerca de 245 mil rolos de filmes referentes a 30 mil títulos. Obras de ficção, documentários, cinejornais, filmes publicitários e registros familiares, nacionais e estrangeiros produzidos desde 1910 compõem o acervo.

 

“É incrível, é um verdadeiro polo cinematográfico, em termos de espaço físico e da quantidade de acervo aqui dentro. O que a gente precisa fazer é dar nova vida a isso tudo”, disse Côrtes. “Não falta motivação, vontade de fazer isso acontecer. Eu, como secretário do Audiovisual, chego na pasta animadíssimo, porque tenho um desafio que vai ser um dos mais interessantes, profissionalmente falando”, acrescentou.

 

Como parte do projeto de reestruturação da Cinemateca, está a criação de um centro de excelência na formação de profissionais ligados ao audiovisual no local. O objetivo é também aproveitar o potencial para transformar a Cinemateca num destino atraente para o turismo. A Cinemateca ganhará ainda um conselho de administração com membros de diferentes setores do governo e uma coordenação exclusiva, vinculada à secretaria.

 

Reabertura

A programação aberta ao público, suspensa desde o início da pandemia, deve ser retomada a partir do início da nova gestão. Cineastas, pesquisadores e outros profissionais interessados em utilizar o acervo ou a cessão de imagens também voltaram a ser atendidos.

 

Fonte: Agência Brasil – Brasília

Portaria do INSS publicada hoje diz que benefícios que dependem de prova de vida serão pagos até janeiro do ano que vem.

 

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) publicou uma portaria nesta segunda-feira (30), informando que suspendeu novamente a exigência da prova de vida para beneficiário que dependem do recadastramento anual para receber benefícios. De acordo com a publicação, ainda serão pagos benefícios em dezembro e janeiro de 2021 sem a exigência.

 

A lei prevê que todos os anos, os beneficiários do INSS precisam comprovar ao governo que estão vivo. Essa comprovação é feita presencialmente nas agências do INSS, em instituições bancárias em que o aposentado ou pensionista recebe o benefício, em embaixadas e consulados ou na casa de beneficiários com dificuldade de locomoção.

 

De acordo com a portaria, a interrupção não prejudica a rotina e obrigações contratuais estabelecidas entre o INSS e a rede bancária pagadora de benefícios, devendo a comprovação de vida junto à rede bancária ser realizada normalmente.

 

A suspensão da prova de vida teve início em março, quando tiveram início as medidas de isolamento social para conter a disseminação do coronavírus.

 

Fonte: Contábeis

A produção da indústria nacional cresceu pelo sexto mês seguido em outubro e registrou alta de 1,1% na comparação com setembro. Com o resultado acumulado de 39% em seis meses, o setor está 1,4% acima do patamar de fevereiro, antes da pandemia de Covid-19. Mas, no acumulado do ano a produção encontra-se negativa (-6,3%). O acumulado dos últimos 12 meses é de -5,6%. Em relação a outubro de 2019, a alta é de 0,3%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (2) pelo IBGE.

 

Das quatro grandes categorias econômicas de setembro para outubro apresentaram crescimento :

 

Bens de Capital (7%) .

 

Bens de consumo duráveis (1,4%).

 

Ambas marcaram o sexto mês seguido de expansão na produção, com acumulados de 111,5% e 506,7%, respectivamente.

 

Tiveram resultados negativos:

 

Bens intermediários (-0,2%)

 

Bens de consumo semi e não duráveis (-0,1%)

 

Ambas interrompendo cinco meses consecutivos de crescimento na produção, com ganhos acumulados de 26,6% e 30,4%, respectivamente.

 

O gerente da pesquisa, André Macedo, destaca que o crescimento de outubro refletiu um comportamento diferente dos últimos meses, quando os avanços eram disseminados entre os ramos. Desta vez, 15 dos 26 ramos pesquisados mostraram alta na produção, contra 22 das 26 de setembro. Para o economista, o efeito da pandemia foi evidente no setor, principalmente nos meses de março e abril, com medidas de distanciamento social mais rigorosas.

 

“Mesmo com essa sequência de altas e a recuperação ao patamar de fevereiro, o acumulado do ano ainda é negativo”, explica Macedo. Na comparação com o nível recorde de produção, alcançado em maio de 2011, a indústria ainda se encontra 14,9% abaixo do pico.

 

Setor de veículos cresce 1.075,8% em seis meses, mas não recuperam pandemia

 

Entre as atividades, a influência mais relevante na passagem de setembro para outubro foi de Veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 4,7%. Muito prejudicado nos meses críticos da pandemia, o ramo acumulou expansão de 1.075,8% nos últimos seis meses, mas ainda assim se encontra 9,1% abaixo do patamar de fevereiro. “As perdas foram muito acentuadas em março e abril”, ressalta Macedo.

 

Outros ramos com influência positiva no resultado do mês na indústria foram Metalurgia (3,1%), Produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,5%), Máquinas e equipamentos (2,2%), Produtos de metal (2,8%), Couro, artigos para viagem e calçados (5,7%), Produtos de minerais não metálicos (2,3%), Confecção de artigos do vestuário e acessórios (5,0%) e Produtos de borracha e de material plástico (2,1%).

 

Dentre as onze atividades que tiveram queda, os principais impactos negativos foram Produtos alimentícios (-2,8%), que vinha de três meses de altas seguidas com acumulado de 4,3%).Também contribuíram negativamente o setor de Indústrias extrativas (-2,4%), segundo mês de queda seguido, acumulando perda de 7,0%. Outros recuos relevantes: Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,2%), Produtos do fumo (-18,7%) e Outros produtos químicos (-2,3%).

 

Com dias úteis a menos, outubro cresce 0,3% contra outubro de 2019

 

Na comparação com outubro de 2019, o setor industrial mostrou avanço de 0,3%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 26 ramos, 45 dos 79 grupos e 50,8% dos 805 produtos pesquisados, mesmo com outubro de 2020 tendo dois dias úteis a menos do que outubro do ano anterior.

 

Entre as atividades, destacam-se as influências positivas de Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (7,2%), Máquinas e equipamentos (9,4%), Bebidas (9,9%) e Produtos de minerais não metálicos (9,8%) e negativas de Veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,6%) e Indústrias extrativas (-6,0%).

 

Já no que diz respeito às grandes categorias econômicas, Bens intermediários (3,2%) registrou o avanço mais acentuado de outubro de 2020 contra outubro de 2019. Bens de capital (2,1%) também registrou taxa positiva. Já os segmentos de Bens de consumo duráveis (-8,3%) e de Bens de consumo semi e não duráveis (-3,4%) tiveram queda.

 

IBGE

Com o aumento das vagas informais, a taxa de informalidade ficou em 38,4% da população ocupada no terceiro trimestre, acima dos 36,9% do segundo trimestre, quando atingiu o menor nível da série histórica da Pnad Contínua.

 

Após responder por cerca de 70% das 8,3 milhões de vagas fechadas no mercado de trabalho na passagem do primeiro para o segundo trimestre, na esteira da crise da covid-19, as ocupações informais registraram alta no terceiro trimestre ante o segundo. No total, 31,638 milhões de brasileiros estavam em ocupações tidas como informais no terceiro trimestre, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, são 870 mil trabalhadores informais a mais ocupados, indicando que a flexibilização das medidas de isolamento social para conter a pandemia permitiu um movimento de volta à população ocupada desses informais.

 

No caso do trabalho informal, especialmente entre os trabalhadores por conta própria, como vendedores ambulantes, a saída da ocupação pode se dar quando o trabalhador fica em casa sem trabalhar – e não porque foi demitido ou dispensado. Com a reabertura das atividades, esses informais que deixaram de sair para trabalhar podem ter voltado a suas atividades.

 

Com o aumento das vagas informais, a taxa de informalidade ficou em 38,4% da população ocupada no terceiro trimestre, acima dos 36,9% do segundo trimestre, quando atingiu o menor nível da série histórica da Pnad Contínua. Na saída da recessão de 2014 a 2016, com a economia crescendo lentamente entre 2017 e 2019, foi o surgimento de vagas informais que puxou a ligeira melhora no mercado de trabalho.

 

Com isso, no terceiro trimestre do ano passado, a taxa de informalidade atingiu o nível máximo da série, com 41,4%. Naquela ocasião, eram 38,806 milhões de brasileiros em ocupações informais. Em um ano, são 7,168 milhões de informais a menos no mercado.

 

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, a ligeira alta foi puxada pelos trabalhadores sem carteira assinada no setor privado, com 374 mil vagas a mais, e pelos trabalhadores por conta própria, com 119 mil vagas a mais. Na comparação com o terceiro trimestre de 2019, ambas posições na ocupação apresentam tombos, com números absolutos, de 2,825 milhões e de 2,651 milhões de vagas, respectivamente.

 

Segundo a gerente da Pnad Contínua, Adriana Beringuy, o trabalho informal, que foi o primeiro e mais atingido pela pandemia, também é aquele que começa a reagir primeiro na retomada. A geração dessas vagas informais impediu que a queda na população ocupada no terceiro trimestre fosse ainda maior. “Não observamos recuperação do emprego com carteira”, afirmou Adriana.

 

O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado ficou em 29,366 milhões no terceiro trimestre, menor nível da série histórica da Pnad Contínua. Na comparação com o segundo trimestre, esse contingente encolheu em 2,6%, sinalizando para o fechamento de 788 mil postos formais em um trimestre. Ante o terceiro trimestre de 2019, a queda foi de 11,2%, indicando o fechamento de 3,709 empregos formais em um ano.

 

As ocupações nos serviços domésticos também continuaram a trajetória de queda, uma tendência verificada desde o início da pandemia. No terceiro trimestre, eram 4,612 milhões nessas ocupações, queda de 2,2% ante o segundo trimestre e um tombo de 26,5% sobre o terceiro trimestre de 2019. Em um ano, são 1,664 milhão de vagas a menos nessa ocupação, em sua maioria marcada pela informalidade.

 

Fonte: Isto É

A aprovação dos americanos aos sindicatos, que atingiu seu ponto mais baixo de 48% em 2009, durante a crise, chegou a 65%, a mais alta desde 2003. É o que mostra levantamento do Gallup sobre apoio público aos sindicatos. Segundo o instituto esse apoio era de 72%, em 1936, no advento do movimento trabalhista organizado americano moderno, e chegou a 75%, em 1953 e 1957. As classificações mais baixas até hoje foram gravadas durante períodos particularmente fracos economicamente. Isso inclui o final dos anos de 1970 e do início ao meio dos anos de 1980 – quando o apoio caiu abaixo de 60% pela primeira vez – e de 2009 até 2012, quando pairou ao redor de 50%.

 

Enquanto a última leitura, de uma pesquisa de 30 de julho a 12 de agosto, chega em uma época de grave convulsão econômica, ela não teve até agora um impacto negativo na visão pública dos sindicatos, como pouco mudou da leitura do último ano.

 

O apoio dos americanos aos sindicatos é politicamente polarizado, como tem sido desde 2001, quando o Gallup começou a rastrear a medida anualmente. A atual aprovação dos Democratas aos sindicatos de 83% é a mais alta no registro desde então. Ao mesmo tempo, 45% dos Republicanos e 64% dos independentes aprovam os sindicatos.

 

Em 2009, 66% dos Democratas, 29% dos Republicanos e 44% dos independentes viam sindicatos favoravelmente. Desde a Grande Recessão, a aprovação dos sindicatos recuperou-se entre todos os três principais grupos partidários.

 

A situação na crise de 2009

 

Em 2009, o Gallup constatou que enquanto 66% dos americanos continuavam a acreditar que os sindicatos eram benéficos para seus próprios membros, uma ligeira maioria dizia que os sindicatos prejudicavam a economia da nação. Mais amplamente, menos que metade dos americanos – 48%, o ponto mais baixo de todos os tempos – aprovavam os sindicatos, abaixo de 59% um ano atrás.

 

Esses resultados são da edição de 2009 da pesquisa anual de Trabalho e Educação do Gallup. O número mais baixo anterior era de 55%, constatado tanto em 1979 e 1981.

 

O trabalho organizado foi posto na berlinda quando o Congresso considerou um grande pacote de resgate para a enferma indústria automobilística dos EUA. A pesquisa do Gallup na época constatou um substancial segmento de americanos culpando os sindicatos automobilísticos pelos problemas da indústria, embora mais culpavam os executivos.

 

As avaliações mais negativas dos americanos sobre os sindicatos – como foi tipicamente o caso – envolvem seu impacto sobre os trabalhadores não sindicalizados. Mais de 6 em cada 10 americanos diziam, em 2009, que os sindicatos na maioria das vezes prejudicam os trabalhadores não sindicalizados.

 

Aqueles resultados estavam impactados por um contexto de recessão econômica, e por consequência, de grandes intervenções econômicas pelo governo dos EUA em nome de duas das Grandes Três empresas automotivas nacionais.

 

E também enquanto a Lei de Livre Escolha do Funcionário – uma proposta para significativamente mudar leis de negociação coletiva – ainda estava em tramitação no Congresso.

 

Implicações

 

Desde então a aprovação dos americanos aos sindicatos tem sido consistentemente alta por muitos anos, e tem mais do que se recuperado dos pontos baixos decorrentes da crise. Mesmo enquanto os EUA lutam com a pandemia de Coronavirus e a resultante crise econômica, que inclui alta recorde de desemprego, o apoio aos sindicatos permanece forte em 2020.

 

Dados anteriores do Gallup descobriram que quando os americanos pensam que os sindicatos ajudam seus próprios trabalhadores, eles são menos inclinados a dizer que eles são úteis a economia dos EUA no geral. Assim sendo, o apoio aos sindicatos tem sido mais fraco durante tempos economicamente desafiadores.

 

A contínua alta aprovação dos americanos aos sindicatos pode ser resultado de um atual foco em questões que não sejam a economia. Geralmente, quando os indicadores econômicos foram negativos, a economia foi vista como o problema mais importante que a nação encara, mas esse não é o caso agora. O público está dividido em suas avaliações do maior problema dos EUA, com aproximadamente um em cada cinco citando o coronavirus, a economia, relações raciais e liderança. Ainda, se a economia continua a ter dificuldades e ela eclipsa outras questões em importância, a visão dos americanos dos sindicatos pode muito bem piorar.

 

Fonte: Megan Brenan (Gallup)

 

Tradução: Luciana Cristina Ruy

Alta também é observada nas internações, mas especialistas pedem para que consultas e cirurgias não sejam adiada 

 

Em quase duas semanas, a taxa de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 em hospitais privados paulistas passou de 55% para 84%, um aumento de 29 pontos percentuais.

 

A alta também é observada nas internações em geral por Covid-19. Entre 16 e 19 de novembro, 44,5% de 76 instituições ouvidas apontaram alta das internações por causa da doença. Entre 23 e 26 de novembro, foram 79%. A sondagem é do SindHosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo).

 

Outro levantamento feito pela Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), que representa as principais instituições de excelência do país, também mostrou uma taxa de ocupação de 83,2% dos leitos destinados a pacientes com Covid-19 em 11 hospitais da capital paulista, entre 20 a 27 de novembro.

 

No país como um todo, a taxa de ocupação por pacientes infectados é de 74,7%, e já aumentou um pouco em relação ao mês anterior (70%).

 

Ambas as entidades afirmam que os hospitais associados possuem fluxos distintos de atendimento para casos de Covid-19 e que consultas, exames e cirurgias não devem ser adiados sob o risco de complicações posteriores.

 

 

As cirurgias e os procedimentos eletivos estão mantidos por 65% dos hospitais ligados ao SindHosp. Do total, 67% dizem ter capacidade de aumentar o número de leitos para Covid-19 caso seja necessário.

 

Segundo Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, a manutenção dos atendimentos eletivos indica que, por enquanto, é possível manter com cautela essa assistência eletiva porque, além da seguranças dos fluxos diferenciados, os hospitais dizem que podem ampliar leitos para Covid, se necessário.

 

“O adiamento de cirurgias e atendimentos eletivos traz grandes consequências no agravamento de doenças, especialmente as crônicas, como câncer, doenças cardiovasculares e neurológicas, e pode contribuir para o aumento de mortes”, diz Balestrin.

 

Para ele, faltou o papel do poder público na contenção da pandemia. “Aglomerações estão acontecendo e nada é feito. Os governos têm poder para coibir abusos e não deixar a doença evoluir. Com o aumento das internações nas últimas semanas, o efeito negativo acaba recaindo sobre os hospitais.

Mais Artigos...