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Entre elas está o cumprimento das Convenções Coletivas de Trabalho de 2014 e 2015, com aplicação dos índices de reajuste de 2014 e 2015

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A partir de várias mobilizações dos trabalhadores(as) da empresa AUDAC ao lado do Sintratel (Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing de São Paulo e Grande São Paulo), o Sindicato tomou a iniciativa e convocou, no dia 16 de abril, uma Mesa Redonda de negociação com a empresa.


A meta da representação sindical foi consolidar o cumprimento da Convenção Coletiva e solucionar todos os problemas do local de trabalho, notificar a possibilidade de uma greve e marcar assembleia com os trabalhadores(as) para avaliar o resultado das negociações. A assembleia ocorreu no dia 24 de abril na sede da empresa.


Na negociação, os representantes do Sindicato colocaram em debate o cumprimento das CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO 2014 e 2015 e as reivindicações dos trabalhadores(as) e, que a empresa vinha sonegando.


Em assembleia foram aprovadas as seguintes conquistas para os trabalhadores da AUDAC:
Pagamento do VR segunda a cláusula 28 da convenção coletiva de trabalho:
R$6,50 para jornada de trabalho de 6 horas diárias e R$ 9,00 para jornadas acima de 6 horas diárias.
Pagamento da PLR (participação de lucros e resultados) de R$ 190,80 integral sem critérios.
OBS: O pagamento da PLR será feito na folha de junho de 2015, para as pessoas que laboraram no ano 2014.
Remodelação dos critérios para o pagamento da comissão, pautada na produção e livre de atrelamentos.
Quitação do salário mensal no valor de R$ 831,15, conforme perdas referentes à CCT 2014 e 2015, totalizando 12,30%.
Quitação do pagamento retroativo das verbas salariais conforme a data base 1º de janeiro referente às folhas de pagamento de maio, junho e julho de 2014 e 2015.
Quitação do FGTS e INSS Conforme o artigo 22 da CLT Artigo 22 da Lei nº 8.036 de 11 de Maio de 1990:
Art. 22. O empregador que não realizar os depósitos previstos nesta lei no prazo fixado no art. 15, responderá pela atualização monetária da importância correspondente. Sobre o valor atualizado dos depósitos incidirão ainda juros de mora de 1 (um) por cento ao mês e multa de 20 (vinte) por cento, sujeitando-se, também, as obrigações e sanções previstas no Decreto-Lei nº 368, de 19 de dezembro de 1968.

FIQUE DE OLHO: O SINTRATEL, legítimo representante dos Trabalhadores(as) de Telemarketing, continua à disposição da categoria na luta por melhorias das condições nas relações de trabalho nas Centrais de Telemarketing.
O Sindicato disponibiliza para a categoria o seu Departamento Jurídico para orientações, reclamações, sugestões e ações trabalhistas.

Grupo avalia cenário político e define estratégias para próximas semanas.

MPs do ajuste fiscal devem ser votadas nesta semana pelo Congresso.

DilmaMinistros-1O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou que a presidente Dilma Rousseff reuniu nesta segunda-feira (4) pela manhã o vice-presidente Michel Temer e os ministros que compõem a “coordenação política” do governo para discutir as medidas de ajuste de fiscal propostas ao Congresso Nacional para reduzir gastos e reequilibrar as contas públicas.

As MPs 664 e 665 tornam mais rigorosos os critérios para concessão de benefícios previdenciários. O governo, interessado na economia de recursos públicos que a alteração vai representar, defende a aprovação dos textos no Congresso e alega que as duas medidas não prejudicam direitos trabalhistas, mas sim corrigem desvios no pagamento desses benefícios.

No entanto, há resistência no Congresso contra os textos. Centrais sindicais e até setores do PT, partido da presidente, querem alterar as MPs. A expectiva dentro do governo é que as medidas sejam analisadas esta semana pelos parlamentares.      

Segundo Edinho Silva, os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, e Michel Temer apresentaram durante a reunião o “diálogo” que eles têm tido com o Congresso Nacional para garantir a aprovação das MPs do ajuste.

“Eles [Levy e Barbosa] fizeram uma síntese do diálogo que se estabeleceram [com o Congresso]. O presidente Michel Temer tem coordenado este processo, também fez relatos e o governo vai intensificar o diálogo nesta semana, para que garanta a aprovação do ajuste, mas também para que se dê onde o parlamento se sinta valorizado”, disse o ministro.

Ainda de acordo com o ministro, o governo está “aberto a sugestões” do Congresso Nacional para aprovar o ajuste. Após o encontro, ele afirmou que o Executivo analisa as propostas apresentadas pelo Legislativo e que isso “não desconfigura” o ajuste.

“Quando o governo se abre ao diálogo, tem de acatar sugestões. Foi mandada uma proposta e o governo também avaliado as propostas que foram feitas em cima de sua proposta inicial. Aquilo que não descaracteriza o ajuste, aquilo que não desconfigura os fundamentos do ajuste, o governo está aberto e tem dialogado”, acrescentou.

Os encontros de Dilma com a coordenação têm ocorrido semanalmente às segundas-feiras pela manhã, no Palácio do Planalto. A equipe de conselheiros, inicialmente formada por ministros do PT, ficou conhecida como “G6”. Posteriormente, foram incluídos Michel Temer e ministros do PMDB, PSD e PC do B.

Nessas reuniões, o grupo avalia o cenário político e define estratégias que serão adotadas nas próximas semanas. Ao todo, participaram da reunião dez ministros.

Nesta segunda, além de Dilma e Temer, participaram da reunião: Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Edinho Silva (Comunicação Social), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Gilberto Kassab (Cidades), Jaques Wagner (Defesa), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) e Ricardo Berzoini (Comunicações).

Embora não sejam oficialmente da coordenação política, os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) também participaram do encontro desta segunda no Planalto.

Em razão da expectativa do governo de que essas votações ocorram ainda nesta semana, o vice-presidente Michel Temer, responsável pela interlocução do Planalto com o Legislativo, se reunirá na tarde desta segunda com os líderes do governo no Congresso Nacional, senador José Pimentel (PT-CE); na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE); e no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS).

Trâmite no Congresso
A MP 665 torna mais rigorosas as regras para o acesso ao seguro-desemprego, seguro-defeso e abono salarial. Foi aprovada na semana passada pela comissão mista que analisava a matéria. Agora, cabe à Câmara votar o projeto e, depois, o texto seguirá para o Senado.

Já a comissão especial da MP 664, que altera as regras para obter pensão por morte e auxílio-doença, ainda precisa votar o relatório final.

vacina

Cerca de 65 mil postos de saúde em todo o país iniciam hoje (4) a Campanha de Vacinação contra a Gripe. Serão disponibilizados 54 milhões de doses para a imunização de 49,7 milhões de pessoas. A meta do governo é vacinar 80% do público-alvo, totalizando 39,7 milhões de pessoas.

Devem ser vacinadas crianças maiores de 6 meses e menores de 5 anos, pessoas com mais de 60 anos, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), presos e funcionários do sistema prisional. É importante levar aos postos de saúde o cartão de vacinação e um documento de identificação.

Também serão imunizadas pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais. Neste caso, é preciso levar também uma prescrição médica especificando o motivo da indicação da dose.

Pacientes que participam de programas de controle de doenças crônicas no Sistema Único de Saúde devem se dirigir aos postos onde estão cadastrados para receber a dose, sem necessidade da prescrição médica.

No sábado (9), será feito o Dia D de mobilização nacional. Os postos ficarão abertos para facilitar o acesso dos que não conseguem ir às unidades em dias de semana. A campanha de vacinação contra a gripe termina no dia 22 de maio.

O Ministério da Saúde destaca que a vacina é segura e consiste em uma das medidas mais eficazes de prevenção a complicações e casos graves de gripe. Segundo a pasta, estudos demonstram que a imunização pode reduzir entre 32% e 45% o número de pessoas, com pneumonias, que buscam atendimento em hospitais e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o governo ressaltou que é fundamental realizar a imunização no período da campanha para garantir a proteção antes do início do inverno.

A transmissão dos vírus influenza ocorre por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, ao tossir ou ao espirrar. A doença também pode ser transmitida pelas mãos e objetos contaminados.

Os sintomas da gripe incluem febre, tosse ou dor na garganta, além de dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por sintomas como falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Fonte: Agencia Brasil

A presidenta Dilma Rousseff recebeu, nesta quinta-feira (30), dirigentes das centrais sindicais em Brasília. Durante o encontro, Dilma falou aos sindicalistas sobre o projeto 4330, sobre a terceirização, aprovado pela Câmara e disse defender a "diferenciação" entre atividade-fim e atividades-meio.

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“A regulamentação do trabalho terceirizado, ela precisa manter, do nosso ponto de vista, a diferenciação entre atividades-fim e atividades-meio nos mais diversos ramos da atividade econômica. Para nós, isso é necessário para assegurar que o trabalhador tenha a garantia dos direitos conquistados nas negociações salariais e também por uma razão ligada à nossa Previdência, para proteger a Previdência Social da perda de recursos, garantindo sua sustentabilidade”, afirmou Dilma em fala dirigida aos representantes das centrais sindicais.

Lourenço Prado, vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), representou a central sindical ao lado de representantes da CUT, Força Sindical, CSB, Nova Central Sindical (NCST), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Durante o encontro com as centrais, a presidenta anunciou a criação do "Fórum de debates sobre políticas de emprego, trabalho, renda e previdência", por meio de decreto. Dilma afirmou que vão compor este grupo integrantes do governo, das centrais sindicais, de empresários e pensionistas.

Segundo ela, o objetivo é discutir o sistema previdenciário, regras de acesso aos benefícios, redução da rotatividade, formalização das relações de trabalho e definição de instrumentos para que os objetivos sejam atingidos.

Ao encerrar sua fala, Dilma afirmou que em 2016 governo e trabalhadores terão “novas conquistas para celebrar”. A presidenta disse ter expectativa que essas conquistas sejam resultado das negociações no fórum de debates. “Vocês podem contar com esta presidenta, porque vamos estar ao lado do interesse dos trabalhadores e trabalhadores”, concluiu.

No fim da reunião, Lourenço Prado afirmou que o encontro foi positivo, pois pode ser o início da retomada de diálogo entre o Governo e os trabalhadores. Ele garantiu que que a criação do Fórum de Debates será importante para discutir o fim do Fator Previdenciário, além da criação de mecanismos que dificultem a rotatividade no País.

Fonte: Portal UGT

Com foco na inovação e na busca de solucionar a pauta de violência contra a mulher, chegou ao fim na manhã desta quarta-feira, 29/04, a III Conferência de Gênero, Raça e Juventude da UGT, realizada na Colônia dos Fecomerciários, em Praia Grande (SP). Pela primeira vez, a Juventude da UGT se une ao evento e mostra que a central está preparada para traçar o futuro. Do evento, saiu um documento da Conferência que será levado para o 3º Congresso Nacional da UGT. O Sintratel foi representado na Conferência pelos seus dirigentes Valmira, Fabiana, José Roberto (Bebeto) e pela assessora Thainnã.

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ConfRacaGeneroUGT-4-15-Site-2Foram três dias de debates, distribuídos em quatro mesas, que discutiram “O Brasil em Perspectiva e o Mundo do Trabalho”, “O Direito à Diversidade”, “A Juventude no Mundo do Trabalho” e “Igualdade para as Mulheres”.

As Comissões: Igualdade para as Mulheres, Direito à Diversidade e Juventude no Mundo do Trabalho apresentaram seus documentos, além da “Carta de Bento” da Juventude, elaborada em encontro de jovens, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. A partir desses trabalhos, serão levadas as propostas para o Congresso, entre elas, a efetivação da Secretaria Nacional LGBT; criação da Secretaria de Educação da UGT, com fortalecimento da Secretaria de Formação da UGT; criação do Instituto ConfRacaGeneroUGT-4-15-Site-3Negro da UGT; solicitação de cotas; escolas e creches em tempo integral; atuação dos jovens no movimento sindical; modernização da comunicação através de mídias sociais e criação de arquivos digitais; além de assegurar a participação dos trabalhadores jovens nas decisões do Pronatec. São inúmeros propostas que serão levadas adiante, para que se transformem em políticas públicas.

Uma das estratégias de ação e organização é criar um calendário com datas específicas, entre elas, uma Campanha Nacional em 12/10, para a Realização das Creches em Direito das Crianças.

ConfRacaGeneroUGT-4-15-Site-4Cássia Bufelli chamou a atenção para a importância da atuação de todos no Congresso da UGT, espaço para se colocar no Estatuto e fazer as mudanças. Informou também que neste 3o Congresso Nacional da UGT será entregue um caderno com todas as resoluções levantadas em todas as Conferências, com o objetivo de dar visibilidade ao que foi trabalhado até hoje e solicitarmos as mudanças que queremos. “Construímos um trabalho de forma democrática, com entendimento de todos. Nas próximas seis semanas, vamos focar no Congresso, com a ajuda e enfrentamento de cada UGT Estadual”.

Para Gustavo Walfrido Filho este foi um momento muito importante para a UGT Jovem. “A inclusão da juventude mostra que temos caminhado para sermos atores e com cada um contribuindo regionalmente em seus estados, levando o comprometimento de nossas bandeiras. A Secretaria da Juventude está à disposição de todos os companheiros, fazendo um trabalho transversal. Esperamos também contar com vocês nas próximas ações que, juntos, vamos construir”.

Ana Cristina Duarte frisou que o núcleo da Diversidade está trabalhando na base do trabalhador. “Como novo modelo de movimento sindical temos que trabalhar a questão do salário, mas também de políticas sociais, cuidar da família. Com a mobilização de cada um, conseguimos realizar a Conferência, que está saindo com propostas inovadoras. Uma delas é a Juventude com a  ‘Carta de Bento’, o que nos mostra o quanto estamos crescendo na política sindical e sabemos que teremos muito o que batalhar para que algumas propostas sejam aprovadas e transformadas em políticas públicas”.

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A União Geral dos Trabalhadores (UGT) está realizando o Seminário 30 anos de Redemocratização do Brasil, em São Paulo, no Novotel, em Santana. A abertura aconteceu nessa quarta-feira (29), com a presença de mais de 700 sindicalistas de todo o Brasil, do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, e do Trabalho, Manoel Dias.

Durante a abertura do Seminário, Ricardo Patah,  presidente nacional da UGT, lembrou que muitas pessoas "tombaram", perderam suas vidas para que hoje a população brasileira pudesse ir para as ruas reivindicar, assim como aconteceu em 2013 e agora em 2015. Por isso é fundamental a realização deste seminário para aprofundar as discussões sobre o processo de redemocratização do País. 

Patah ressaltou também que este é um momento difícil para o conjunto da luta da classe trabalhadora, já que muitas são as tentativas de retirar ou dificultar o acesso a direitos já existentes. O sindicalista destacou, entre os golpes que estão sendo preparados contra a classe trabalhafora, as Medidas Provisórias 664 e 665, editadas no apagar das luzes de 2014 e que mudam as regras de acesso da população a direitos previdenciärios. Junta-se a isso a aprovação na Câmara dos Deputados do Projeto de Lei 4330/2004, que precariza a relação trabalhista, ignorando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e tudo o que ela representa. "A UGT não pode compactuar com a implementação de medidas que retiram direitos que o brasileiro conquistou. O Projeto, como foi aprovado, possibilita que as empresas terceirizem todos os trabalhadores do seu quadro, inclusive os que exercem atividade fim. Defendemos um Projeto que regulamente a situação dos 12 milhões de trabalhadores terceirizados do País,  garantindo direitos e conquistas", explica o dirigente.

Estão presentes no Seminário dirigentes das UGTs de todos os estados brasileiros, de sindicatos que representam as mais diversas categorias profissionais, além de militantes do movimento sindical e parlamentares. Em seu discurso, o ministro Gilberto Kassab ressaltou a importância da Central realizar este evento justamente na semana em que se comemora o Dia do Trabalhador. "Ao realizar um evento para refletir sobre a luta sindical, a UGT consegue despertar a necessidade de ficarmos atentos para assegurar a ampliação de direitos, com união e solidariedade", conclui o ministro Kassab.

Já o ministro do Trabalho,  Manoel Dias, falando sobre o Projeto 4330, assegurou que tem ampla e total confiança que o Senado irá apresentar alternativas que garantam os direitos dos trabalhadores assegurados pela CLT.

Fonte:UGT

Por uma sociedade mais justa e igualitária, com participação de todos e todas, as três secretarias da UGT: Mulher, Diversidade de Gênero e Juventude iniciaram nesta segunda-feira, 27/04, na colônia dos Fecomerciários, em Praia Grande (SP), as atividades que têm como objetivo criar um documento com propostas a serem levadas para o Congresso Nacional da instituição, para os próximos passos da central em defesa da classe trabalhadora.

 

UGT-da-inicio-a-Conferencia-de-GeneroFesta e trabalho permeiam o clima do evento, que abriu com uma apresentação de dança e números de capoeira, como forma de resgatar a matriz africana. As secretarias organizadoras foram representadas por Cassia Bufelli (Mulher), Ana Cristina Duarte (Diversidade de Gênero) e Gustavo Walfrido Filho (Juventude). Antonio Salim dos Reis, vice-presidente da UGT, representou o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, ao lado de Arnaldo Azevedo Pilotti, representando Carlos Motta, presidente da UGT Estadual SP e dos Fecomerciários. 

 

Também estiveram presentes autoridades como Alessandro Belchior, representando a secretaria de Direitos Humanos de SP e coordenador de políticas LGBT; Alan Combo, representando a Secretaria de Política e Trabalho para a Juventude de SP; Denise Mota, da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres de SP, Selise Monteiro (diretoria do Sintretel, representando o presidente Almir Munhoz) e Jana Karen Silverman, do centro de Solidariedade da AFL-CIO.

 

Salim dos Reis ressalta que, em vésperas do grande evento, 1o de maio (Trabalhador) - o qual a UGT mudou o formato de comemoração -, data que trouxe muitos avanços sociais, ainda tem muito para ser conquistado e que o presidente Patah tem ido cada UGT Estadual, com a missão de ouvir suas propostas, para uma pautar uma solução na batalha de igualdade de condições de todos os povos. 

 

“Tenho certeza que nessa Conferência sairão documentos e resoluções para podermos apontar e levar ao nosso Congresso nessa questão de gênero, raça e juventude. Quero parabenizar a todos dessa central ética e inovadora e essa energia de proximidade de todos. A união fará a contribuição para a classe trabalhadora. Viva a UGT, viva o Brasil, viva o trabalhador brasileiro!”, comemora.

 

Pilotti enfatizou o esforço de Patah por esse esforço de consolidar a UGT nessas três políticas da mulher, gênero e racial, assim como da juventude. “Dessa conferência, todos sairão mais fortes para levar a troca de experiência. É necessário compartilhar esse conhecimento com os trabalhadores e a comunidade”. 

 

Para Gustavo Walfrido Filho, esse evento acaba sendo um ponto de relevância maior, porque é a primeira vez que a Juventude da UGT se insere nessas discussões. “Juntos vamos pensar em diretrizes que precisam ser discutidas e implementadas. Falamos muito da necessidade de se construir democraticamente. A UGT tem isso em seu DNA, mas aqui temos a responsabilidade de trazer o tema, pautar o que é importante e levar para a UGT debater em seu Congresso, o que é importante fazer. Vamos propor de maneira ativa o que queremos e onde queremos chegar”, sinaliza.

 

Ana Cristina Duarte  pontuou dois fatores importantes: a aprovação pela ONU (de 2015 a 2024 – das políticas de igualdade racial), para as quais o movimento sindical precisa se organizar. Outro ponto é a Marcha Nacional das Mulheres Negras, que foi organizada pelas organizações de mulheres negras. “O que o movimento sindical para essa mulher negra trabalhadora? O que fazer para que a gente saia da pirâmide da sociedade? É hora das mulheres negras se juntarem com as mulheres e mostrar o que quer fazer no Congresso”, defende.

Cássia Bufelli quer uma virada de jogo e tirar de uma vez por todas a violência contra a mulher das pautas de luta. “Temos que solucionar. Embora todas as dificuldades que temos em participar, em conquistar espaço e construir políticas, nossa igualdade de oportunidades só se dará com a nossa presença. É esse o momento de pararmos coma  hipocrisia dos discursos dos sindicalistas, que na hora de discutir, não se fazempresentes.

 

Essa bandeira de luta é nossa, se queremos fazer um trabalho igualitário e justo, esse espaço é nosso. Não vamos nos ater a qualquer dificuldade, não vão barrar nossa voz. Temos condições de ser protagonistas. E isso se consegue com a colaboração de todos”, chama a atenção.

 

Selise Monteiro introduz que hoje ainda se discute a questão de cotas, mas que amanhã, a pauta não seja mais essa, que esses direitos para a raça negra sejam conquistados de uma vez por todas. “Precisamos ter jovens, de gente que queira ter essa historia em suas mãos e dar continuidade. Essa Conferência veio em meio à crise política, com a aprovação do PL 4330, e que temos que estar juntos coma UGT que se colocou contrária. Não importa a nossa cor, se somos homem, mulher ou orientação sexual, temos que estar juntos. Que desse dia saiam grandes lições para implantar nos sindicatos”, salienta.

 

Alessandro Belchior falou da importância da militância sindical nas ações para criação de políticas públicas, vide Lei Maria da Penha, Lei de Cotas. Para ele, a UGT amplia as fronteiras contra tudo que há de negativo e atrasado na sociedade. “E é importante o apoio das centrais nesse sentido, dando força ao nosso trabalho no Congresso Nacional”, diz. 

 

Para Alan Combo, o movimento sindical se faz dessa forma, organizada na Conferência da UGT, com a base mobilizada e discutindo o futuro do trabalhador. “A juventude brasileira, quase 23 milhões de jovens, precisa enfrentar uma série de desafios, entre eles, o mundo do trabalho, ainda precário. E as diferenças aumentam quando se é mulher e negra”.

 

Alan explica que o Brasil tem uma diversidade cultural, porém é preciso uma revolução através da educação, que se faz através dos movimentos dos trabalhadores brasileiros organizados. “A UGT é protagonista e sempre participa do nosso grupo de trabalho. A luta é importante. Nunca conquistamos nada sem luta, garra e determinação. A

juventude é um estado de espírito que está dentro de cada um, não é idade. Precisamos ter garra e coragem para lutar por esse Brasil”.

 

Denise Mota, que veio do movimento sindical e hoje está na prefeitura, destacou a desigualdade do mercado e trabalho e a conjuntura que impacta de forma nociva a classe trabalhadora. 

“Também quero ressaltar a questão LGBT, dos crimes de intolerância que deparamos no Brasil, contra homossexuais. Isso acaba tendo impacto no mercado de trabalho. As empresas já discutem mais essa questão de gêneros, mas no quesito do enfrentamento da homofobia, ainda estão atrasadas. Devemos dialogar com o que de fato é a cara da nossa classe trabalhadora brasileira. A UGT tem feito pesquisas para traçar um perfil do trabalhador e suas principais necessidades, isso contribui para elaborarmos políticas públicas. É importante que os sindicatos fiscalizem o que tem sido feito pelas mulheres, pelos negros, jovens e população LGBT”, defende Denise.

 

Jana Karen Silverman, do Centro de Solidariedade da AFL-CIO atentou para o grande desafio da UGT em ampliar o protagonismo da mulher, do jovem, do negro e suas linhas de atuação para serem discutidas no Congresso da UGT.

 

Mariana Veltri – imprensa UGT

 

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