Opinião

Passamos pelas eleições 2018 e a maioria da população escolheu democraticamente quem serão nossos representantes nas esferas federal e estadual para os próximos 4 anos.

Sabemos que apesar de uma renovação feita, a falta de uma bancada representativa pela manutenção dos direitos dos trabalhadores nos custará caro. Todos os ganhos sociais e trabalhistas que conquistamos ao longo de décadas, através de muita luta, poderão ser subtraídos.

A nova Lei Trabalhista, em vigor desde novembro de 2017, já está cumprindo este papel, retirando direitos e condições básicas de trabalho, além de enfraquecer os sindicatos, arrochar salários, criar uma legião de subempregos e diminuir o custo Brasil, começando justamente pela classe trabalhadora.

Apesar desses percalços, continuamos atuantes na defesa dos interesses da categoria, aprimorando nossa Comunicação, intensificando os Serviços aos associados e associadas, e já demos inicio aos debates para construção da nossa pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2019, afinal nossa data-base é 1º de janeiro.

A priori, bons ventos sopram. Realizamos um chamamento e contamos com a expressiva presença de dezenas de trabalhadores e trabalhadoras, que compareceram à sede da nossa entidade a fim de debater em assembleia as principais reivindicações da categoria, nossas perspectivas e a realidade conjuntural que estamos vivenciando. 

Reafirmar o Anexo II da NR-17, principalmente em seu item V, foi proposta unanime em nosso encontro. Uma vez que assegura a garantia da qualidade de vida no ambiente de trabalho, pois tem efeito prático e direto nas condições de saúde dos trabalhadores. Além disso, outro ponto fundamental elencado é a conquista econômica, já que nosso poder de compra sofre desgaste a cada dia com as perdas que a inflação impõe aos nossos salários.  

Sabemos que não é tarefa fácil negociar com o patronal. Aliás, nunca foi. Estamos em lados opostos nessa mesa. O setor já passou por momentos áureos, com grande lucratividade, crescimento e comemorou, mesmo em momentos de adversidades para outros setores. Mas o capital humano sempre fica em segundo plano. 

Necessitamos equalizar essa fração. Encampar uma campanha junto à população pela valorização dos trabalhadores nos call centers e a manutenção dos postos de trabalho. Já que a assistência ao serviço automatizado (atendimento por robôs) vem se tornando uma realidade nas operações. 

Além de causar desemprego, num setor que ultrapassou 1 milhão de postos de trabalho em todo país, já se verifica recentemente declínios pronunciados na satisfação dos clientes. Que vão ao telefone, muitas vezes, com sua paciência desgastada e esperam o atendimento com um especialista empático, ao invés de um robô. 

Talvez a I.A. ( inteligência artificial) seja uma tendência, mas o elemento humano no atendimento ainda é fator culminante para a satisfação do cliente. O uso da tecnologia visando a capacitação dos trabalhadores, ao contrário de substituí-los, auxilia as empresas a aumentar a satisfação do cliente. Cliente satisfeito. Esse é o segredo do sucesso. Já os pontos de vistas, estes são diversos. Fruto da democracia tão citada. Exercitemos este direito então...

Marco Aurélio Coelho de Oliveira – Presidente Sintratel

 

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