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O Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel) promoveu, na noite desta sexta-feira, 07, o I Encontro pela Diversidade Humana nos Espaços Sociais. O evento, que reuniu trabalhadores e trabalhadoras de diversas empresas, antecedeu a Parada do Orgulho LGBT e foi um momento de reflexão sobre as lutas, as conquistas e o que ainda falta avançar em relação à igualdade de gênero no mercado de trabalho.

O encontro contou com a presença de Orlando Silva, Deputado Federal, Almir Nascimento, Representante da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo e Jaldenir da Silva Costa, Coordenador do MTE. “Esta é uma atividade muito importante porque estamos vivendo um momento de muito retrocesso social, em todos os sentidos, mas principalmente, nos costumes, que são os mais conservadores possíveis e interferem inclusive em um assunto que diz respeito à liberdade individual”, disse Marco Aurélio Oliveira, Presidente do Sintratel.

O dirigente ressaltou que, o objetivo do evento é o de ampliar uma discussão sobre a oportunidade das pessoas no mercado de trabalho e não sobre o seu direito individual. “O que precisamos é debater se a mulher, o negro ou os gays terão as mesmas oportunidades no mercado de trabalho que o branco e que o hetero”, disse Marco.

Orlando Silva, fez um relato da sua ligação com o Sintratel e salientou a importância da entidade na defesa dos interesses da categoria de telemarketing, e em especial dos gays que trabalham no setor.

Almir reforçou a importância da Parada do Orgulho LGBT e fez um histórico do evento, desde a primeira edição até a proporção que o evento tomou nos dias de hoje. “Para muitos, a Parada se tornou um carnaval fora de época, mas a ideia é isso mesmo, essa é uma festa para celebrar o orgulho de ser gay. As paradas, por ano, levam para as ruas do Brasil cerca de 11 milhões de pessoas, o que equivale a população da cidade de São Paulo, isso nos dá força para conquistar avanços políticos importantes nas esferas governamentais”.

Valmira Luzia, diretora do Sindicato, lembrou que junto com o preconceito e a discrição no mercado de trabalho, existe o fator da exploração. “Apesar dos avanços que conquistamos até hoje, ainda são poucos os negros e os gays que ocupam cargos de chefia nas empresas”, disse. Ideia reforçada por Marcísio Mendes de Moura, diretor de Imprensa e Comunicação do Sindicato.

Muitos trabalhadores presentes fizeram relatos sobre o que já passaram, as vivências e as dificuldade que tiveram e que ainda tem no mercado de trabalho.

Entre tantos casos, um chamou a atenção de todos presentes, a história de Maísa Setin, trans que passou por inúmeras dificuldades, preconceitos e que continua sua trajetória. “É muito difícil terminar os estudos, quanto mais fazer faculdade e conquistar um espaço no mercado de trabalho, todos os caminhos nos leva a prostituição”, explicou a trabalhadora.

Maísa, orgulhosa em apresentar seu RG, ressaltou que tentou por duas vezes fazer o processo de admissão da empresa que trabalha atualmente, mas só passou depois que fez a troca dos seus documentos pessoais, o que representou um grande avanço.

O evento encerrou com um happy hour de confraternização.

 

 

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