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Sintratel lança revista sobre a conquista de liberdade de gênero nos espaços sociais

Conquista da liberdade de gênero é luta prioritária do Sintratel, que lança revista sobre o tema e fez debate com participacão da Deputada Lecy Brandão

O Sintratel realizou um encontro em sua sede para apresentar a revista "A conquista da liberdade de gênero nos espaços sociais” e realizar um debate sobre esse tema.

Clique aqui e veja a versão online da revista.

As exposições foram feitas por Valmira Luzia, Secretária Estadual da Diversidade Humana da UGT e diretora do Sintratel, pela dirigente do Sintratel Natália Atanásio, e pela convidada especial, a Deputada Estadual e grande sambista Lecy Brandão.

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Valmira apresentou a revista que foi preparada pelo Sintratel com o intuito de informar e trazer elementos fundamentais para a discussão sobre igualdade e democracia como pauta de reivindicação das organizações sindicais, pela conquista da liberdade de gênero.

A liberdade de gênero passa pelo fim da violência, da discriminação e da exploração no trabalho, defendeu Valmira. Para ela, ser livre é estar plenamente inserida na sociedade e, assim, conquistar a liberdade de gênero nos espaços sociais, como forma de reafirmar a cidadania e o direito de à cidadania a essa parcela da população que produz riqueza e cultura, e deve poder seguir em frente como e quando bem quiser

Os textos da revista foram mostrados em projeção e explicados por Valmira. Eles trazem polêmicas fundamentais, como a participação das mulheres na sociedade, tanto nos espaços públicos como no mercado de trabalho e na vida privada, e propiciam aos leitores a oportunidade de dialogar com este tema sob diversos e empolgantes ângulos.

Coube a Natália Atanásio, Diretora do Sintratel e funcionária da empresa Vikstar, na Zona Leste de São Paulo, a condução dos debates. Ela também apresentou uma contundente exposição sobre as dificuldades sofridas pelas pessoas que apresentam características de gênero diferentes do direcionamento social, que condiciona a abordagem a uma configuração binária, ou seja, só com dois gêneros, homem e mulher, sem considerar, aceitar e dar liberdade de expressão às inúmeras configurações possíveis.

O Sintratel considera encontros como esse fundamentais para disseminar ideias e emoções que inventivem a defesa da democracia por todos, como forma de fortalecer a organização e a luta por uma sociedade justa, igualitária, em que todos os seres humanos sejam respeitados e possam ser como são e irem aonde quiserem.

O Sintratel disponibiliza a edição eletrônica através do site (Clique AQUI), e em publicação impressa para distribuição durante a campanha anual de luta por aplicação de políticas sociais em prol da melhoria das condições de vida e trabalho no setor de telemarketing, nos locais de trabalho, para que todas e todos possam tomar conhecimento da publicação e seu conteúdo.

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Em sua intervenção no debate, a Deputada Lecy Brandão trouxe à lembrança de todos a dupla e até tripla jornada de trabalho das mulheres, que justifica a aposentadoria cinco anos antes dos homens. E também o fato das mulheres ainda ocuparem os postos de trabalho mais precários e receberem menores remunerações pelas mesmas funções, mesmo que tenham a mesma formação que os homens.

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Lecy lembrou ainda sua atuação em defesa da democracia, da igualdade e da busca do melhor para os seres humanos, além de fazer uma abordagem sincera e profunda sobre as discriminações sofridas por mulheres, pela população negra e LGBTT. Também se colocou como defensora de políticas públicas que patrocinem a igualdade entre gêneros, o combate a toda forma de discriminação e a inclusão e aceitação social de LGBTTs.

 

O Presidente do Sintratel, Marco Aurélio de Oliveira, que abriu o debate com uma saudação a trabalhadoras e trabalhadores presentes, ressaltou a importância do encontro fazendo um paralelo com a aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto de privatização irrestrita no dia anterior. E alertou para a importância da mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras para combater a ascensão das políticas de OPRESSÃO das parcelas mais vulneráveis da população, e a discriminação social, como as sofridas pelas mulheres e a população LGBTT.

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Ressaltou também que esse e outros projetos encaminhados pelo governo Temer, como as reformas da Previdência e trabalhista, prejudicam todos os trabalhadores, mas as mulheres com maior força, pois elas são o elo mais explorado do mercado de trabalho, com ênfase para as mulheres negras.

 

DECRETO Nº 6 523

Código de ética

Criança e adolescente