| Sintratel e CTB na VI Marcha da Consciência Negra |
|
|
|
|
A diretoria do Sindicato, em conjunto com representantes da Central dos Trabalhadores do Brasil, marcou presença nessa importante atividade que aconteceu no último dia 20/11 JUNTE-SE AO SINTRATEL NA LUTA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL! Mais uma vez o Sintratel, ao lado de companheiros e companheiras da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), teve presença marcante na Marcha da Consciência Negra, que este ano esteve em sua VI edição, homenageando o poeta Oliveira Silveira, conhecido como o "Poeta da Consciência Negra".
A Marcha, realizada há seis anos no dia do Feriado Municipal de 20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, implementado pela Lei 13.707/04, também combate, além do racismo, a discriminação, o preconceito, a homofobia, o machismo, a intolerância religiosa e o genocídio da juventude negra. A Marcha teve concentração no Largo do Paissandú, região central. Com faixas e bandeiras, Sintratel e CTB leveram à atividade muitos trabalhadores/as.
Num palco montado no local, houve intervenções culturais, apresentação de grupos musicais e de dança, além de ato inter-religioso e fala de lideranças políticas. A vice-presidente do Sintratel, Fabiana Generoso, que também faz parte da executiva estadual da CTB, fez uma intervenção na qual ressaltou a presença e participação dos operadores/as em telemarketing no ato, e reiterou o compromisso da Central, em conjunto dos jovens trabalhadores/as, no combate ao racismo no mundo do trabalho.
Após a concentração os centenas de participantes caminharam até a Praça Ramos de Azevedo, onde o ato político/cultural foi encerrado em frente ao Teatro Municipal. (FOTOS: LALDERT CASTELLO BRANCO/IMPRENSA CTB)
Sobre Oliveira Silveira Integrante da maior projeção do extinto Grupo Palmares, foi porta-voz da nascente data política para o Brasil, que fazia uma releitura histórica através da adoção de Zumbi dos Palmares, como herói nacional. Estava em jogo a deconstrução do mito da liberdade concedida, substituído pela combatividade e pela denúncia da ação do racismo, do preconceito e da discriminação racial no Brasil. Oliveira Silveira teve constante atuação no movimento negro através da militância política e da produção literária negra. Fundou o Semba, Asociação Negra de Cultura e integrou o corpo editorial da revista Tição (publicação do movimento negro gaúcho no final dos anos 70). Com presença marcante, participou da produção cultural gaúcha, compôs rodas de intelectuais e formadores de opinião. Foi homenageado em diversos eventos, entre eles a Feira do Livro de Porto Alegre. Escrever uma dezena de livros (Poema sobre Palmares, Banzo Saudade Negra, Pêlo Escuro, Roteiro dos Tantãs, entre outros), além de inúmeros poemas acerca da vida de homens e mulheres negras no Rio Grande do Sul e sobre a questão negra de forma geral. Conheça mais sobre a vida e obra de Oliveira Silveira acessando: www.oliveirasilveira.blogspot.com “Nós, que temos a oportunidade de trabalhar como operadores(as) de telemarketing, Somos na maioria afro-brasileiros, vítimas da exclusão social, reféns do desemprego e da falta de oportunidades para o primeiro emprego. Gritamos: “Você ouve minha voz, mas não sabe quem eu Sou!”
VOCÊ SABIA? A renda do negro é metade da do não-negro Segundo pesquisa Seade/Dieese, negro tem rendimento médio de R$ 4,36 por hora em SP; não-negro recebe R$ 7,98. Causas da diferença são o menor acesso à educação e o preconceito, que impede o negro de subir na carreira, segundo os especialistas. O primeiro passo para atingirmos a igualdade é a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial que foi aprovado pela Câmaras dos Deputados, mas como sofreu alterações retornará ao Senado para apreciação. O fato já é considerado um avanço, num país em que mais da metade da população é formada por negros e negras, ainda sem visibilidade à altura de sua representatividade na sociedade e que, até então, não possuía legislação ou políticas públicas concretas no sentido de garantir ao povo negro, acesso à educação, trabalho, saúde, respeitando sua cidadania. O racismo é praticado quando:
1. Anote o endereço e telefone das pessoas que testemunharam o fato; Procure a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância - DECRADI
|








