economia-de-baixo-carbono

Seis meses antes da reunião de cúpula sobre mudanças climáticas que a ONU organiza para Paris, deve estar claro para os chefes de estado que a transição para uma economia de baixo carbono pode criar um modelo melhor, mais sustentável e que pode reavivar o crescimento global e desenvolver um futuro mais justo e mais limpo. Esta transição pode, também, evitar os custos associados ao atual modelo baseado em combustíveis fósseis como os da poluição do ar, dos congestionamentos, da degradação de terras agrícolas produtivas e da deterioração da infraestrutura, custos que, no mais das vezes, afetam principalmente os mais pobres.

O movimento sindical pode contribuir muito com essa transição.

Os nossos membros vão ajudar a construir um futuro de baixo carbono e têm o direito de serem ouvidos. Seus empregos dependerão de uma mudança ordenada para as tecnologias mais verdes, seus fundos de pensão fornecerão a maior parte do financiamento necessário e suas comunidades e meios de subsistência dependerão de que desastres climáticos sejam evitados.

Uma transição para o baixo carbono pode criar um melhor modelo econômico de três maneiras.

Em primeiro lugar, ela pode ajudar o mundo a sair totalmente da crise financeira global pelo aumento da produtividade, do crescimento econômico e, também, pela criação de empregos mais gratificantes.

O relatório Nova Economia Climática, publicado no ano passado, estima que o mundo vai investir US$ 90 trilhões em infraestrutura até 2030. Construir esta infraestrutura em um modelo de baixo carbono implicaria tão somente um gasto adicional de 5%, o que seria amplamente compensado pela economia de despesas operacionais resultantes da menor queima de combustíveis fósseis.

O investimento em infraestrutura de baixo carbono e em inovação tecnológica colherá avanços na produtividade e impulsionará o crescimento econômico. Concentrando-se em melhorias na eficiência e em redução de emissões de carbono, por meios tais como a ampliação do transporte de massa e a construção de cidades mais compactas, este investimento também alcançará outros benefícios como reduções no custo do transporte e um ar mais limpo para os todos os cidadãos, principalmente para os mais pobres.

Em segundo lugar, a transição para o baixo carbono reduzirá as emissões de gases de efeito estufa e, assim, minimizará as mudanças climáticas e a ameaça que estas representam para as gerações atuais e futuras, incluindo eventos extremos como inundações, tempestades e secas, como a que atingiu os 20 milhões de habitantes de São Paulo nestes últimos anos. Ela também reduzirá a poluição do ar produzida pela queima dos combustíveis fósseis que já provoca quase 4 milhões de mortes prematuras em todo o mundo a cada ano.

Os impactos das mudanças climáticas já estão prejudicando os trabalhadores e as consequências só crescerão com o tempo. Os governos devem trabalhar para atingir economias de emissão líquida nula de carbono na segunda metade deste século.

E em terceiro lugar, uma economia de baixo carbono pode promover a justiça social.

Para que tenhamos uma transição justa, será necessário apoiar os trabalhadores de setores complexos já estabelecidos, como os das indústrias de combustíveis fósseis, de serviços de transporte e outros, e as pessoas mais pobres e vulneráveis ​​que, talvez, venham a enfrentar contas de energia mais elevadas no curto prazo. Os governos precisam trabalhar em estreita consulta com trabalhadores e empregadores para gerir esta transição de forma eficiente e humanizada, em vez de ignorar ou resistir até que seja tarde demais para que uma crise potencial seja gerenciada.

E, como mencionado acima, tal transição tem potencial para aumentar o nível de emprego, incluindo os mais pobres. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) constatou que a maioria dos estudos mostra que as políticas públicas climáticas têm efeitos líquidos positivos sobre o emprego.

A transição para o baixo carbono também deve ser um modelo para a justiça entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, reconhecendo que os países desenvolvidos têm uma responsabilidade especial e, muitas vezes, maior capacidade de lidar com as mudanças climáticas do que os países em desenvolvimento. Mas todos devem desempenhar o seu papel.

Tanto a crise financeira quanto as mudanças climáticas têm uma raiz semelhante: a caça a lucros mais elevados e mais rápidos, independentemente das consequências sociais.

As respostas a estas crises gêmeas têm também muito em comum.

A resposta coordenada para evitar uma crise financeira global em 2008 ilustrou como a cooperação internacional é mais importante do que nunca em um mundo cada vez mais complexo. Da mesma forma, os países podem responder à mudança climática através da cooperação, tanto na cúpula do clima global que se realizará em Paris no final deste ano, quanto além. Uma melhor cooperação internacional multi-stakeholder pode entregar um melhor crescimento e um clima melhor, como será explicado no próximo grande relatório sobre a Nova Economia do Clima a ser lançado em julho.

O processo de Paris exige a todos os países que apresentem as suas promessas para a ação climática bem antes da Cúpula de Paris. Alguns já o fizeram, entre eles a União Europeia, os EUA e o México. Estamos ainda à espera de que os outros, como o Brasil por exemplo, façam sua parte. Estas promessas precisam ser tão ambiciosas quanto possível. Mas elas ainda devem ser consideradas um piso, não um teto, para a futura ação nacional.

Os governos não podem mais usar seus eleitores como uma razão para a inação. Uma pesquisa global da ITUC descobriu qud 93% por cento dos eleitores brasileiros querem que o governo faça mais para limitar a poluição que causa a mudança climática. Um acordo climático forte enviará um sinal claro a investidores e inovadores sobre a direção futura da economia. O acordo vai preparar o caminho para novos futuros empregos, aumentar o investimento, e evitar catástrofes climáticas em nossas comunidades. Ele deve comprometer os países a ciclos de ação climática cada vez mais ambiciosa, dentro do objetivo de longo prazo de eliminação progressiva, mas completa, das emissões de gases de efeito de estufa.

A reunião de cúpula desta semana entre os líderes da União Europeia, da América Latina e do Caribe (ALC) será um teste precoce da vontade dos governos de forjar um caminho novo de baixo carbono. Na última Cúpula do Chile, em 2013, estes países prometeram promover o investimento de baixo carbono e o crescimento econômico, incluindo o apoio à energia renovável, à eficiência energética e a transportes sustentáveis. Manter este ritmo é crítico.

A mudança climática é a maior ameaça de longo prazo que enfrentamos, que impactará direitos humanos básicos como o do acesso a alimentos, água, saneamento e abrigo.

A transição para uma economia de baixo carbono pode conduzir o mundo em direção a um futuro mais justo, mais seguro, próspero e sustentável. 2015 é o ano para que os governos escolham um caminho para um futuro sem carbono. Esta é uma questão pela qual vale a pena lutar. Não há empregos em um planeta morto.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

Por Paulo Nogueira, do site Diário do Centro do Mundo


Helio-BicudoDe repente o Brasil foi tomado por absurdos.

Marta Suplicy, por exemplo, entra no PMDB para combater a corrupção.

Alckmin ganha um prêmio por gestão hídrica e diz que, modéstia à parte, mereceu.

O STF proíbe financiamento privado de campanha e, mesmo assim, Cunha e Renan tramam para derrubar a proibição.

E então chegamos a Helio Bicudo, um absurdo em si.

O que fazer com um homem de 93 anos que se comporta como um adolescente irresponsável?

Imagino que Lula, o alvo maior de Bicudo, esteja se fazendo a pergunta acima.

Acertadamente, ainda que com atraso, Lula passou a buscar justiça quando se sentiu injustiçado, e já é respeitável o número de processos que ele pôs na praça.

Pelas barbaridades que vem falando, Bicudo tinha que ser acionado. Mas ele já se aproxima dos 100 anos.

Como processar um velhinho centenário sem parecer um monstro?

Suspeito, apenas suspeito, que ele saiba que a idade lhe dá liberdade de dizer o que quer sem consequências.

Não vejo outra explicação.

No Roda Viva, ele disse que conheceu Lula quando este morava numa casa de 40 metros quadrados.

E daí?

Isso pertence a um passado ancestral.

Como era a casa de Bicudo quando ele se iniciou na vida? A não ser que fosse rico, não devia ter muito mais de 40 metros quadrados.

Lula ascendeu. Foi duas vezes presidente. Saiu e se transformou num dos palestrantes mais bem pagos do mundo, coisa na casa de 100 mil dólares a hora, ou mais.

Ou Bicudo acha que Lula permaneceu com a mesma renda que tinha quando, há décadas, se conheceram?

Bicudo é um embaraço nacional, a esta altura da vida.

Ele conseguiu promover desunião até em sua família.

Os leitores do DCM se lembram do depoimento constrangido que um de seus filhos deu, há poucos dias, sobre as peripécias golpistas do pai. O retrato que emergiu do filho foi o de um homem frívolo, vaidoso, rancoroso — além de um pai daqueles que, francamente, ninguém quer ter.

Pois hoje, este mesmo filho deve ter dormido mal depois do Roda Viva com o pai. Ele curtiu um texto sobre o programa, escrito por Kiko Nogueira, que foi postado em nossa página no Facebook às 5 da manhã.

Volto a Lula: como agir com um ancião que calunia você?

Não sei, francamente.

Se ele tem lucidez para despejar injúrias, deveria estar preparado para enfrentar a Justiça.

Mas não é uma decisão fácil. Bicudo provavelmente entraria no Guiness como o processado mais velho do mundo.

Suspeito que Lula não o processará, embora ele merecesse.

E encerro com uma reflexão.

Para chegar aos 93 como Bicudo prefiro ir antes.

São decisões como estas que demonstram o retrocesso e a diferença no tratamento estampado de cinismo.

Não era Cristo que ensinava amar a todos de maneira igual independente de qq coisa?!!

O projeto não modifica em nada a situação jurídica do casamento homoafetivo no Brasil.

Embora o Congresso jamais tenha aprovado lei sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a Constituição brasileira exige a paridade e liberou o casamento gay. O Conselho Nacional de Justiça determinou que todos os cartórios do país devem fazer os casamentos homoafetivos, não podendo haver recusa.

Mas os deputados......

O Deputado Diego Garcia, relator do projeto na Comissão Especial que analisa o Estatuto da Família, fundamentou seu parecer na ideia de que o afeto não é a base para uma família. Disse que há casos de afeto que são inclusive reprováveis. Para defender seu ponto, citou casos como os de zoofilia e incesto – o que causou a ira dos defensores do casamento homoafetivo.

 

Veja o artigo publicado no jornal Gazeta do Povo

Por 17 a 5, Câmara decide que casais gays não formam família

É oficial: por 17 votos a 5, a Câmara dos Deputados decidiu que casais homossexuais não dão origem a famílias no Brasil. A votação foi na Comissão Especial que analisa o Estatuto da Família.

O relatório aprovado é do deputado federal paranaense Diego Garcia (PHS). Representante da Renovação Carismática, o deputado deu seu parecer afirmando que “relações de afeto” não pode ser a base para decidir o que é uma família.

A votação segue agora para o Senado. Como tramita em regime terminativo, não é preciso haver votação no plenário da Câmara, a não ser que os deputados que perderam a votação consigam 51 assinaturas de colegas exigindo uma votação com todos os 513 parlamentares da Casa.

O projeto não modifica em nada a situação jurídica do casamento homoafetivo no Brasil. Embora o Congresso jamais tenha aprovado lei sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a Constituição brasileira exige a paridade e liberou o casamento gay.

O Conselho Nacional de Justiça determinou que todos os cartórios do país devem fazer os casamentos homoafetivos, não podendo haver recusa.

Diego Garcia fundamentou seu parecer na ideia de que o afeto não é a base para uma família. Disse que há casos de afeto que são inclusive reprováveis. Para defender seu ponto, citou casos como os de zoofilia e incesto – o que causou a ira dos defensores do casamento homoafetivo.

Embora não mude a situação do casamento homoafetivo, a aprovação do Estatuto dá força para que bancadas religiosas voltem a debater o tema. O relator Diego Garcia sugeriu que poderá apresentar proposta criando a ideia de “parceria vital”, que garantiria direitos a casais homossexuais (e a outros arranjos familiares) sem tornar a união entre pessoas do mesmo sexo equivalente ao casamento tradicional.

Homofobia


Direitos-SiteEm Mesa Redonda de Negociação realizada no dia 21 de setembro, o Sintratel e os trabalhadores da empresa exigiram que ela cumpra as obrigações trabalhistas que tem negado a seus empregados.

São várias as irregularidades cometidas pela BDD. Ela não pagou as verbas rescisórias a um considerável número de empregados que foram demitidos. Também não depositou o FGTS regularmente, não realizou o pagamento do INSS, retendo para si o dinheiro descontado dos trabalhadores, e não pagou a multa devida pelo atraso na quitação das verbas rescisórias, de acordo com o artigo 477 da CLT.

Na reunião, o Sintratel exigiu da empresa o cumprimento da legislação e a definição de datas para o pagamento dos valores devidos aos trabalhadores.
Frente às exigências, a empresa se comprometeu a acertar os valores referentes à rescisão contratual de todos os empregados demitidos a partir de 01 de julho de 2015. Se comprometeu também a pagar a multa do artigo 477 da CLT, as diferenças de FGTS acrescido da multa de 40% para demissões, o INSS, e a PLR em atraso.

A forma acordada para o pagamento foi a seguinte:

- 50% dos trabalhadores receberão no dia 30.09.2015;

- 50% dos trabalhadores receberão no dia 05.10.2015.

O Sintratel está atento. Caso a empresa descumpra algum item do acordo com o qual ela se comprometeu, o Sindicato acionará os órgãos competentes para realizar a cobrança, como o Ministério Público do Trabalho, o INSS e o Ministério do Trabalho e Emprego para apuração de eventual crime contra as relações fiscais e do trabalho.

A Diretoria do Sintratel repudia com veemência a agressão cometida contra o membro da Coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile, declara total apoio ao companheiro, ao movimento e à sua causa democrática e se posiciona contra a sanha de ódio contra os movimentos populares, migrantes e a população negra e pobre que acompanha o atual momento político do país, em que o ranço conservador ganhou ímpetos de dono da verdade.

Veja texto sobre a agressão publicado no site do MST:

Repúdio

"A Direção Nacional do MST vem a público denunciar e repudiar o ato agressivo e constrangedor que o membro da coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile, sofreu no aeroporto de Fortaleza na noite desta terça-feira (22).

Para o MST, este episódio não é um fato isolado, mas um reflexo do atual momento político pelo qual passa o país, em que se vê crescer a cada dia o ódio contra os movimentos populares, migrantes e a população negra e pobre, como os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro em que a juventude das favelas está sendo impedida, com risco de sofrer agressão, de ir às praias da zona sul da capital fluminense.

Estes atos de violência e ódio propagado intensamente nas redes sociais, e que reverbera cada vez mais nas ruas, é mais uma demonstração da violência dos setores da elite brasileira dispostos a promover uma onda de violência e ódio contra os setores populares.

Porém, num outro recente episódio de ódio contra Stedile, quando circulou nas redes sociais um cartaz em que oferecia uma recompensa por ele “vivo ou morto”, já alertávamos que a dimensão destes acontecimentos advém, sobretudo, de uma mídia partidarizada, manipuladora e que distorce e esconde informações, ao mesmo tempo em que promove o ódio e o preconceito contra os que pensam diferente.

São estes meios de comunicação a serviço de uma direita raivosa e fascista os responsáveis por formarem estas mentalidades criminosas e odiosas que alimentam as ruas e as redes sociais com os valores mais anti-sociais e desumanos que possa existir.

Entretanto, estas atitudes não serão capazes de nos tirar da luta por Reforma Agrária e pelos direitos sociais historicamente negados ao povo brasileiro. Não aceitaremos que nenhum militante dos movimentos populares sofra qualquer tipo de agressão ou insulto por defender e lutar por justiça social. Nos comprometemos a permanecer em luta nas ruas pela defesa da democracia, dos direitos civis, da classe trabalhadora e o respeito aos valores humanitários.

“Ousar lutar, ousar vencer!”

Lutar, Construir Reforma Agrária Popular!

Direção Nacional do MST - São Paulo, 23 de setembro de 2015."

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obesidadeinfantilOs pais acham que estão mantendo os filhos seguros ao se certificar que não há traficantes em volta da escola ou que a criança não conversa com estranhos. Acontece que há um outro vilão, muitas vezes mascarado, que vem tomando as vidas das crianças bem de frente aos olhos dos pais. É a indústria alimentícia.

Ela foca suas estratégias maléficas nas crianças porque, uma vez que as conquista, a pessoa adquiri maus hábitos para a vida toda e se torna refém dela. Esse tema absolutamente assustador é o assunto principal tratado no documentário Muito Além do Peso, da diretora Estela Renner (a mesma que denunciou a publicidade infantil no documentário Criança, a alma do negócio).

No documentário, Estela causa choque nas plateias que, pela primeira vez, percebem o quão exagerada em gorduras e açúcares é a dieta comum entre as crianças brasileiras.

Entre casos como do pequeno Yan que, aos quatro anos, já tem problemas de coração e pulmão decorrentes da obesidade e dados contundentes, ela mostra que inatividade física e má alimentação fazem parte de uma realidade alarmante no Brasil.

Clique AQUI para assistir ao documentário.

A UGT, UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES, participou da última reunião  tripartite sobre Organização do Trabalho em  Telemarketing e Teleatendimento no Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília no dia 18 de Setembro/2015.

ReujiaoTripartite-9-15De acordo com Valmira Luzia, representante da UGT na reunião e também Diretora do Sintratel- SP, os problemas enfrentados pelos empregados nas centrais de atendimento são fruto da maximização do controle das relações de trabalho, que tem como pilares:

●desregulamentação do contrato social do trabalho (contrato social da realidade) com redução da renda e excesso de rigorcom o empregado.

●desregulamentação da CLT - Artigo 466 - destituindo do empregado o direito a comissão.

● desconstrução do Anexo II da NR17 no que diz respeito às normas de bem-estar no trabalho.

Assim, ao fazermos uma revista nas centrais de atendimentodo país, nos deparamoscom pleito dos empregados pelo fim destas políticas implementadas por algumas empresas e tomadores de serviços (produtos), considerando o sofrimento e empobrecimento caudado por estas a milhares de trabalhadores em todo o pais.

Diante da dramática situação da categoria, é importante que haja unidade de ação entre os sindicatosque representam os empregados organizados na CBO 4223 (família telemarketing), sejam estes específicos ou mais amplos.

Ao observar as intervenções dos representantes sindicais, convergimos para os mesmos pontos, constituindo uma pauta ÚNICA de reivindicação que reafirma os anseios de uma gama de empregados que adoecemfísica e emocionalmente, tentando superar os limites de humanidade sem sucessosocial e sem reconhecimentoeconômico.

Assim elencamos alguns pontos:

1-     Regulamentação da condição profissional (contrato de trabalho) do operador (a) com a pagamento dos direitos trabalhistas e variáveis já a partir da admissão, mesmo que estejano período de treinamento. 

2-      Reconhecimento das diferenças entre as variáveis (comissão e premiação)com garantia de recebimento de ambas quando ocorrer vendasna modalidade de atendimento hibrido (SAC acompanhado de venda)desde a contratação, mesmo noperíodo de experiência .

3-     Fim de quaisquertipos de políticas que tenha como efeito desconstruir o direito a igualdade nas relaçõesde trabalhoe a produção de paradigmas, reduzindo a renda de parte dosempregados e destruindo as condições de bem-estar e sociabilidade no trabalho.

4-     Fim da maximização do controle do trabalho nas centrais, considerando que desumaniza o empregado, coisifica a atividade laboral do mesmo e nega o direito destes empregados a usufruir das normas do Anexo II NR17.

 

A negação dos direitos previstos no Anexo II da NR17 (livres idas ao banheiro,garantia de equipamentosindividuais, pausas para repouso etc.)devem serrepudiados, visto que contrairia inclusive o objetivoprofissional das centrais de atendimento, que é o de oferecer ao consumidor (sociedade) tratamento humanizadodurante o exercício do mesmo em fazer aquisição ou utilização dos espaços sociais e dos produtos ofertados nos mesmos. 

A UGTconsidera imprescindível organizar, aoladodas entidadesSindicaise Federações, asfrentesdemobilizaçãocomintuitodeunificar nacionalmente a bande-ira deluta em defesa do direito ao trabalho descente no setorde telemarketing/ teleatendimento a partir da melhoria de renda, garantia da aplicação da CLT e do Anexo II da NR17, além da valorizaçãodo papel social destes empregados e,por consequência, valorização da profissão ecom devidaregulamentação da profissão. 

SERT-Reuniao-17-9-15-Site-1José Luiz Ribeiro, Secretário Estadual do Emprego e Relações do Trabalho de São Paulo (SERT) se reuniu com o SINTRATEL para conhecer o PROGRAMA IGUALDADE DE OPORTUNIDADE NO MERCADO DE TRABALHO do Sindicato e debater parceria.


SERT-Reuniao-17-9-15-Site-2A reunião entre o Secretário e os representantes do Sintratel foi realizada no dia 17 de setembro. Esta importante agenda foi fundamental para debater junto 
ao GOVERNO ESTADUAL DE SÃO PAULO as possibilidades de ações conjuntas entre SINDICATO, EMPRESAS e GOVERNO, para utilização das ferramentas do SERT em prol de geração e renda para a categoria.

Representaram o Sintratel os Dirigentes Valmira Luzia da Silva e Ronaldo Lopes, além do Advogado do Sindicato, Ricardo Yamazaki.

SERT-Reuniao-17-9-15-Site-3Para os dirigentes do Sindicato, a apresentação do programa junto à SERT e o diálogo com o GOVERNO ESTADUAL são essenciais, pois o Sintratel representa um universo de aproximadamente 420.000 trabalhadores(as) na Cidade de São Paulo e Municípios da Região Metropolitana da Grande São Paulo, que podem se beneficiar juntamente com muitos outros trabalhadores que querem ter acesso ao mercado de trabalho através do setor de telemarketing.

Conheça maiores detalhes do PROGRAMA IGUALDADE DE OPORTUNIDADE NO MERCADO DE TRABALHO acessando o link AQUI. 

Programa Estadual de Qualificação Profissional

No mesmo dia do encontro com o Sintratel, também houve a apresentação pela SERT dos programas PEQ – Programa Estadual de Qualificação Profissional e Time do Emprego, para uma grande e variada plateia. O Sintratel também participou desta atividade.

O Secretário, na oportunidade, reafirmou a missão da Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho sob seu comando, de aproximar o trabalhador das novas oportunidades do mercado, fomentando a geração de trabalho e renda e serviços de intermediação de mão-de-obra, de qualificação e requalificação profissional e atendimento ao trabalhador pelo Sistema Público de Emprego – Sert/Sine.

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ACONTECE ATÉ O DIa 25 DE SETEMBRO E CONVIDA ÓRGÃOS PÚBLICOS, COLETIVOS E EMPRESAS A PROPOREM ATIVIDADES QUE AJUDEM-NOS A REPENSAR AS FORMAS DE LOCOMOÇÃO NA CIDADE. PARTICIPE!

Mobilidadevirada015

Quer discutir como melhorar o modo de locomoção nas grandes cidades, aperfeiçoando a mobilidade urbana e a qualidade de vida?

Então participe da Virada da Mobilidade deste ano. O evento irá propor atividades para avaliarmos como integrar várias formas de transporte, ocupar espaços públicos, promover a boa convivência, repensar trajetos de todo o dia e, assim, aprimorar nossa mobilidade.

 

Veja a programação da Virada da Mobilidade.

21/09 – Segunda

18h – Roda de Conversa I: Corrida Amiga
Silvia Cruz é doutoranda pelo DPCT/Unicamp. Gestora ambiental pela EACH/USP, corre (literalmente) para o trabalho e outros compromissos, é apaixonada e defensora do transporte ativo e idealizadora da Rede Corridaamiga. Na conversa, explicará porque incentiva e inspira o uso da corrida como meio de transporte nos grandes centros urbanos.
Local: Armazém Cultural
Realização: Virada da Mobilidade

20h – Roda de conversa II: Atitudes individuais com consequência coletivas e positivas
Com a jornalista e permacultora Henny Freitase o pedestrianista e musical Tchello, que irão compartilhar suas experiências sobre modos alternativos de locomoção, ela contando sobre sua vida de caronas municipais, interestaduais e nacionais, e ele contando como é ser uma pessoa musical e caminhante em São Paulo.
Local: Armazém Cultural – Rua dos Cariris, 48
Realização: Virada da Mobilidade

22/09 – Terça

19h30 – Roda de Conversa III: Desengarrafando o seu dia-a-dia
ComLeão Serva, jornalista da Folha,Marcelo Moura, editor chefe da Globo,Marcio Nigro, fundador do Caronetas e Milena Beatrice, professora da Uniitalo, que irão discutir formas de tentar driblar o trânsito na cidade de São Paulo com outros modais de locomoção, carona e práticas que podemos assumir para tentar transitar na cidade de maneira mais inteligente.
Local: Uniitalo, Avenida João Dias, 2046
Realização: Virada da Mobilidade

23/09 – Quarta

19h– Apresentação do Projeto Rede Verde SP
Com o arquiteto e urbanista Augusto Aneas. O projeto elabora um novo design para algumas ruas locais da cidade de São Paulo: a rua verde. Ao serem conectadas aos parques e praças da cidade,  essas vias compõem uma rede nova de espaço público na cidade: a Rede Verde SP. Através de uma mudança significativamente pequena do sistema viário atual, é possível requalificar a paisagem da cidade.
Local: Armazém Cultural – Rua dos Cariris, 48
Realização: Virada da Mobilidade

20h30 – Roda de conversa IV: Cidades Colaborativas
O presidente da construtura Vitacon, Alexandre Lafer, e o historiador e idealizador de pontos de cultura, Celio Turino, discutirão iniciativas que estimulem o compartilhamento e que, portanto, formem cidades colaborativas. O projeto incentiva a criação de um ponto virtual entre pessoas, empresas e instituições que querem organizar formas mais sustentáveis de oferecer bens e serviços.
Local: Armazém Cultural – Rua dos Cariris, 48
Realização: Virada da Mobilidade

24/09 – Quinta

8h30 – 12h30 – Mobilidade Corporativa: A Visão Futura das Empresas
O evento apresentará ações inovadoras implantadas por empresas nacionais e internacionais para melhorar a mobilidade urbana, a qualidade de vida de seus funcionários e contribuir para a formação de cidades mais sustentáveis. Embora as empresas não controlem a forma como seus funcionários viajam ao trabalho, elas podem estimular a mudança de hábitos de deslocamento ao prover informações e incentivos para o uso de modos de transporte mais sustentáveis e eficientes em relação ao automóvel. Assim, o objetivo do seminário é expor e discutir estratégias de Gestão Demanda de Viagens – GDV (Travel Demand Management) e seus resultados.Leia mais.
Local: Auditório da EY Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1830 Torre 1, 7º Andar
Realização: WRI Brasil

17h30 – 20h – 2aBicicletada Iluminada em SP
A Muda de Ideia distribuirá, gratuitamente, até 170 LEDs para os pneus das bikes dos participantes, além de balões coloridos e enchidos com gás hélio. Além do legado de maior segurança no trânsito para os ciclistas noturnos, a ação chamará a atenção para os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável(ODS). Na busca por mais sustentabilidade em cenários urbanos, a ação chama atenção para a ideia de cidadania, convivência e mobilização em rede.
Local: Largo da Batata
Realização: Muda de Ideia

19h30 – 22h30 -Desafios e benefícios da bike na sua vida e na sua empresa, com a Co.Bike
Co.Bike, instituição preocupada em transformar a qualidade de vida das pessoas e conectar as necessidades dos ciclistas com ações públicas, convida a todos para uma roda de conversa para discutir as vantagens de inserir a bicicleta na rotina da cidade. A atividade é voltada para os que procuram estimular o uso da bicicleta na cidade e mudar os deslocamentos diários e o bem estar no cotidiano e ensinará líderes empresariais como incentivar o uso de novas alternativas de transporte nas suas companhias e problematizar os desafios desse modal.
Local: Rua Fidalga, 76, Vila Madalena
Realização: Co.Bike

25/09 – Sexta

20h – Roda de Conversa V: Chega de assédio no transporte público
O movimento Chega de Assédio, a jornalista do El País, Marina Rossi, e o diretor da SP Trans, Ciro Biderman, irão discutir sobre o assédio sexual que as mulheres sofrem no transporte público. Serão discutidas as formas de educar a sociedade, auxiliar as vítimas e pressionar o poder público para debater o assunto e publicizar dados a esse respeito.
Realização: Virada da Mobilidade

Como a Bike pode beneficiar a sua vida e empresa?

Quer usar a bike para ir trabalhar, mas ainda não tem coragem? Tem uma empresa e quer estimular seus funcionários a utilizarem a bike para irem trabalhar? Então participe dessa atividade.

No dia 24 de setembro a Co.Bike irá fazer uma roda de conversa para trocar ideias sobre as vantagens de inserir a bicicleta na rotina da cidade. Preocupada em transformar a qualidade de vida das pessoas e conectar as necessidades dos ciclistas com ações públicas, a Co.Bike convidatodos que procuram estimular o uso da bicicleta na cidade e mudar os deslocamentos diários e o bem estar no cotidiano. A atividade também vai mostrar aos líderes empresariais como eles podem incentivar o uso de novas alternativas de transporte nas suas companhias e problematizar os desafios desse modal.

O objetivo é mudar paradigmas e inserir esse tipo de modalidade no trajeto casa-trabalho, mostrando os benefícios e desafios da bicicleta como meio de transporte do dia a dia, além do seu uso para o lazer. Também serão dadas dicas de segurança, explicações sobre direitos e deveres e instruções sobre a conduta certa, educada e gentil que os ciclistas devem assumir no trânsito.

O intuito dessas instruções é estimular o uso da bicicleta para deslocamentos de até 10 km na cidade, demonstrando aos potenciais ciclistas que é possível deixar de usar o automóvel, pelo menos uma vez na semana, para ir ao trabalho. Ao mesmo tempo, a atividade procurará conscientizar as empresas sobre a importância de sua participação nesse processo, desmistificando os modais alternativos ao carro e ajudando os empresários a incluir outras opções de transporte para seus funcionários e colaboradores.

Desafios e benefícios da bike na sua vida e na sua empresa
19h30 – 22h30
Rua Fidalga, 76, Vila Madalena

 

Ressignificando espaços públicos de São Paulo

Quem esteve em São Paulo durante a inauguração da ciclovia na Avenida Bernardino de Campos, que veio acompanhada do fechamento da Paulista, da abertura do Mirante 9 de Julho e do novo espaço gastronômico ‘Cozinha SP’ na Praça dos Arcos, no dia 23,  viu um monte de espaços públicos serem ressignificados na cidade.

Segundo o prefeito Fernando Haddad, a ideia é que as 32 subprefeituras de São Paulo estabeleçam que uma de suas ruas sejam fechadas, aos domingos, para passeio. Os primeiros testes foram feitos em regiões centrais, mas a política pública também será instituída na periferia, “que é onde mais faltam áreas de lazer”, afirmou o prefeito. Por telefone, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura nos disse que a política ainda está sendo avaliada, mas que seu relatório deve ser divulgado assim que o estudo for consolidado.

Pode ainda ser cedo pra falar, mas já deu pra sentir uma mudança no astral dessas regiões da cidade. São Paulo, que sempre foi tida como hostil, parece ter mudado depois dessa ocupação de espaços públicos e um aumento no transporte ativo – o ciclismo, a caminhada, a corrida. Se você não esteve em nenhum desses lugares, basta ver as fotos: crianças aprendendo a andar de bicicleta, pessoas tomando Sol em plena Paulista, bandas tocando ao ar livre, transeuntes experimentando a comida da primeira cozinha comunitária da cidade e, no geral, cidadãos aproveitando a via pública para curtir o domingo. Quem não tem praia… tem Avenida Paulista!

Além da melhora do “astral” da cidade, o bom proveito de espaços públicos é muito importante para rompermos com o paradigma de fragmentação da cidade, uma noção adquirida depois do transporte motorizado individual ter dominado a locomoção viária. A ocupação das vias públicas volta a colocar na pauta o direito à cidade que, apesar de ser um direito civil como qualquer outro, caiu no esquecimento desde que os grandes centros urbanos cresceram e o desenvolvimento urbano e econômico passou a estimular o uso do carro individual e espaços fechados.

 

MidiaDemoO Seminário Internacional Midia e Democracia nas Américas foi realizado em São Paulo nos dias 18, 19 e 20 de setembro. O Diretor de Imprensa e Comunicação do Sindicato, Marciísio Moura, acompanhou os debates que envolveram as relações da mídia com os governos e com a democracia em vários países das Américas, do Uruguai ao Canadá. O evento foi organizado pelo Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé.

Nos debates ficaram evidente as muitas distorções existentes no Brasil. Uma delas está no fato das concessões serem públicas e terem prazo de validade, mas na prática serem eternas para os poderosos grupos de mídia brasileiros.

Vejamos uma questão concreta: nas leis, que completam 50 anos, de números 52.795/63, art.67 e 88.067/63, art.1, art 28, 12, D, está escrito o seguinte: Limitar ao máximo de 25% (vinte e cinco por cento) do horário da sua programação diária o tempo destinado à publicidade comercial. Pelo visto, ela claramente não é cumprida na programação que vai ao ar.

Existem também canais de TV que passam promoção de vendas o tempo todo, neste caso, além da lei citada, também deixam de cumprir o princípio constitucional : Art. 221 – A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas.

Tudo leva a crer que estas questões são graves o suficiente para suspensão das outorgas das emissoras infratoras. Por isso, e por muitas outras coisas, é preciso que este tema da democracia da mídia seja discutido no país e o Marco Regulatório da Comunicação, após ampla consulta pública, encaminhado o mais rapidamente ao Congresso, sem o qual a Liberdade de Expressão com diversidade e pluralidade continuará seriamente prejudicada.

Entre as muitas experiências apresentadas e as diferenças de grau democrático nas relações entre a mídia e a sociedade, destacamos os relatos sobre situação na Argentina e no Uruguai, como parâmetro para comparação e compreensão.

 

LEIS DE ARGENTINA E URUGUAI DEMOCRATIZAM A MÍDIA E IRRITAM MONOPÓLIOS

Motivo de insônia para os barões da mídia no continente, as leis aprovadas na Argentina e no Uruguai para regular a radiodifusão – comumente referidas como ‘Ley de Medios’ – foram discutidas e esmiuçadas por Nestor Busso, do Conselho Federal de Comunicações da Argentina, e Sergio de Cola, do Conselho de Telecomunicações do Uruguai. O debate, ocorrido no sábado, 19 de setembro, em São Paulo, integrou a programação do Seminário Internacional Mídia e Democracia nas Américas.

Apesar de promoverem a liberdade de expressão e 'desmontarem' os monopólios midiáticos em seus países, as legislações enfrentam a reação das grandes empresas privadas de comunicação: em ambos os países há um processo de constante judicialização da lei, criando entraves para a sua implementação.

Conforme explica Busso, a luta pela aprovação da Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual argentina remete a 2004, quando diversos setores populares se unificaram em torno da pauta da mídia. “Tínhamos uma lei imposta pela ditadura militar, em 1978, que além de defasada, era conveniente apenas ao poder econômico”, diz. “A Argentina sempre teve uma forte concentração de meios. Só o Clarín contava com 270 serviços de rádio e TV, além de jornais e outros investimentos empresariais”.

Somado ao monopólio dos direitos de transmissão dos jogos de futebol, dominados pelo Clarín e transmitidos apenas na TV paga, o cenário levou a sociedade a apresentar “21 pontos básicos pelo direito à comunicação” à presidenta Cristina Kirchner. “O importante”, avalia Busso, “foi sair do mundo da comunicação, das organizações  do setor, para ascender ao conjunto da sociedade. A questão do futebol foi fundamental no despertar da sociedade para o debate”.

Cristina levou a discussão ao Congresso em 2008 e se antes a mídia silenciava e interditava o debate, passou a acusar o governo de impor uma ‘lei da mordaça’. Apesar da campanha midiática contra a iniciativa de regulação, 15 mil argentinos marcharam rumo ao Congresso para levar o anteprojeto de lei, produto de fóruns públicos com participação social. A votação terminou em 147 a 3, no dia que ficou marcado pelo mote “um gol da democracia”.

Entre audiências públicas e mudanças no projeto, a população continuou a apoiar a lei: 40 mil argentinos concentraram-se em frente ao Senado para acompanhar o debate sobre ela. “A lei teve grande legimidade e respaldo popular, mas na mídia sempre aparecia como ‘a lei K’, de Kirchner, como se fosse imposta pelo governo”, comenta Busso. “Não é uma lei de meios, como gostam de chamar. Ela apenas regulamenta o uso do espectro radioelétrico e define regras para a sua exploração", esclarece.

No fim de 2009, a lei entra em vigência e, imediatamente, é judicializada pelo Clarín. Foram quatro anos até a Corte Suprema declará-la constitucional. A pressão popular, avalia Busso, foi fundamental para a conquista – 50 mil pessoas marcharam do Congresso até Tribunales para cobrar que a Justiça colocasse a lei em vigência.

“O resultado deste processo é uma lei com legitimidade, devido à participação popular e aprovação com ampla maioria, e qualidade institucional, por contar com controles e participação popular”, pontua.  “A lei é uma conquista do povo argentino, pois trata a comunicação como direito humano e não como um simples negócio”. O maior desafio para a implementação, alerta Busso, é o atrelamento do Poder Judiciário ao poder econômico.

Uruguai: em ‘stand by’

A legislação aprovada no Uruguai, também batizada Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, enfrenta uma situação semelhante a do país vizinho: apesar de ter sido aprovada em dezembro de 2013, o governo aguarda a Suprema Corte de Justiça dar seu parecer quanto ao recurso protocolado pelos grandes empresários do setor.

O cenário anterior à lei, conforme explica Sergio de Cola, também era parecido com o argentino. “A legislação era antiga e também criada durante a ditadura militar”, diz. “Além da concentração, também sofríamos com a debilidade dos meios públicos e com a falta de transparência quanto às concessões públicas de rádio e televisão”.

Citando entidade patronal, El Pais ataca a lei no Uruguai. Foto: Reprodução/TwitterCola, que participou do processo de elaboração da lei, argumenta que ela estabelece a regulação básica para a prestação de serviços de radiodifusão e comunicação audiovisual. “Para além do conceito clássico de rádio e TV, compreendemos comunicação audiovisual em diversos suportes tecnológicos, não apenas o espectro radioelétrico”, afirma. “Comunicação audiovisual é um serviço cultural ou cultural e econômico, nunca um serviço meramente econômico. E como esses serviços compreendem valores e significados, não devem ser considerados apenas por seu valor comercial”.

O processo que culminou na aprovação da lei teve início em 2010, sob o governo de Pepe Mujica, destaca Cola. “Foi constituído um comitê técnico consultivo, reunindo diversos setores, como academia, organizações da sociedade civil e empresários, para discutir os conteúdos da lei”. 

De acordo com o uruguaio, a lei garante independência e liberdade editorial aos meios e liberdade de expressão aos cidadãos. “A lei promove a diversidade e a pluralidade informativa, o acesso universal aos meios, a proteção à infância e à adolescência e a transparência em relação à outorga de concessões públicas, que agora ocorrem por concurso público”, ressalta.

Como a discussão do projeto se arrastou até a véspera do ano eleitoral de 2014, houve limitações no texto final, que gerou preocupação aos movimentos sociais. Um exemplo é a proibição da criação de cargos devido à proximidade do pleito. “Com a transição de governo, Tabaré assumiu a responsabilidade de finalizar a regulamentação da lei”, diz. “Esta história, portanto, continuará”. 

De Muddy Waters a Helen Humes e B.B. King

 

Blues

“Muitas pessoas se perguntam: ‘o que é o blues?’ Eu ouço um monte de gente dizendo ‘o blues, o blues’, mas eu vou te dizer o que o blues é. Quando você não tem nenhum dinheiro, você tem o blues. Quando você não tem dinheiro para pagar o aluguel de casa, você ainda tem o blues. Muitos povos gritam ‘Eu não gosto de nenhum blues’, mas quando você não tem nenhum dinheiro, e não pode pagar o seu aluguel de casa e não pode comprá-lo sem comida, você tem a maldita certeza que tem o blues. Se você não tem nenhum dinheiro você tem o blues, porque você está pensando mal. Isso mesmo. Toda vez que você está pensando mal, você está pensando sobre o blues ” – Howlin‘ Wolf.

Você sempre quis ouvir blues e não sabia por onde começar? Nós lemos o seu pensamento e fizemos uma seleção com 30 das músicas mais clássicas da história do blues pra que você possa conhecer melhor o gênero. Senta aí, aumenta o volume e deixe o ritmo te levar…

Origem

O blues tem suas origens nas plantações do século 19 no sul dos EUA, onde os escravos cantavam músicas de trabalho enquanto se matavam de trabalhar sob o sol quente. Quando os afroamericanos aprenderam a tocar instrumentos europeus, o violão se tornou um acompanhamento popular para a cantoria cheia de sentimentos e levou ao desenvolvimento do estilo.

É caracterizado por uma progressão específica de acordes – geralmente a progressão twelve-bar –, assim como pelas blue notes [N.T.: às vezes chamada em português de “nota fora”, embora o termo em inglês seja bem mais utilizado]. Uma blue note é uma nota cantada ou tocada com um timbre ligeiramente mais baixo do que o da escala maior, o que faz com que a nota tenha um som distintivamente triste e melancólico. [N.T.: A própria palavra “blues”, em inglês, é sinônimo de melancolia.]

Robert Johnson

O gênero musical é considerado, junto com o jazz, o pai do rock, hip-hop, música latina e etc. A lista de estilos, músicos, e artistas em geral influenciados pelo blues se perde de vista.

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Pra entender melhor

Delta Blues – um dos mais antigos estilos da música blues. Foi originado na região do delta do Rio Mississippi, nos Estados Unidos, que se estende de Memphis, Tennessee a norte, a Vicksburg, Mississippi no sul, e do Rio Mississippi a oeste ao Rio Yazoo a leste;

Boogie Blues  uma forma de movimento rítmico, advindo originariamente das raízes do blues. Caracteriza-se pelo movimento sincopado e cadencial, orientado pela simplicidade de compasso. Dentre as várias lendas que cercam o blues, diz-se que o boogie origina-se na tentativa do guitarrista em imitar a cadência de um trem em movimento.

Vamos à lista:

1. Crossroad Blues  Robert Johnson

Pra começar, um blues clássico e casca grossa.

Descrito por Eric Clapton como “o músico de blues mais importante que já viveu”, Johnson foi um lendário e polêmico cantor de Delta Blues. Há várias versões populares para sua morte: envenenado pelo uísque servido por um dono de bar enciumado, que haveria morrido de sífilis, e que havia sido assassinado com arma de fogo. Seu certificado de óbito cita apenas “No Doctor” (sem médico) como causa da morte.

Outro mito popular recorrente sugere que Johnson vendeu sua alma ao diabo na encruzilhada das rodovias 61 e 49 em Clarksdale, Mississippi, em troca da proeza para tocar guitarra. Este mito foi difundido principalmente por Son House, e ganhou força devido às letras de algumas de suas músicas, como “Crossroad Blues”.

Curtiu? Então vá ouvir “Love In Vain”.

2. Manish Boy  Muddy Waters


Muddy Waters teve um importante papel na ploliferação do Delta Blues pelo mundo, chegando a influenciar artistas como Mick Jagger, Eric Clapton e Jimmy Page. “Manish Boy” é a versão de Waters do hit “I’m a Man” de Bo Didley. A música logo tornou-se um clássico do rock e foi regravada, mais tarde, pelo Rolling Stones.

Curtiu? Então vá ouvir “You Don’t Have To Go”.

3. Spoonful  Howlin’ Wolf


Howlin’ Wolf está entre os artistas mais eletrizantes da história do blues. Sua figura imponente era condizente com a música que fazia. Um feroz e encorpado cantor, de vocal áspero e rouco. Nas palavras do historiador Bob Santelli, “Wolf agiu por um blues potente, tornando-se a encarnação viva de suas forças mais poderosas”. “Spoonful” é uma ótima amostra da força do blues de Wold.

Curtiu? Então vá ouvir “Change My Way”.

4. Baby Please Don’t Go – John Lee Hooker


Era humanamente impossível não sacudir pelo menos uma parte do corpo ao ouvir e ver John Lee Hooker em ação. Seu carisma era tamanho que até mesmo suas canções mais fracas chamavam a atenção. O legítimo criador do Boogie Blues usava sua voz rouca, seu dedilhado esquisitíssimo e seus pés batucantes para criar canções sensacionais, vide “Baby Please Don’t Go”.

Curtiu? Então vá ouvir “Boom Boom”.

5. Keep It To Yourself  Sonny Boy Williamson 


Gosta de gaita? Então ouça Sonny Boy Williamsom, o homem que colocou a gaita como instrumento de primeira grandeza no blues. Com uma carreira longa o suficiente a ponto de ter tocado com Robert Johnson e outros ícones do blues, “o rei da gaita” entrou para a história com seu blues cadenciado e de letras provocantes, além, é claro, de seus incríveis solos de gaita.

Curtiu? Então vá ouvir “I’m a Lonely Man”.

6. Pearline  Son House


Este é Son House: o homem que foi a maior influência de Robert Johnson e Muddy Waters. House foi um músico atuante e influente dos anos 20 e 30, passou as décadas de 40 e 50 praticamente no anonimato e ressurgiu nos anos 60 para o mundo da música. Músicos como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Keith Richards e Jimmy Page assistiram seus shows nos anos 60. Inspirou as obras de Jimi Hendrix, Cream, Rolling Stones e Led Zeppelin. Son House é naturalmente o elo entre o Delta Blues e o Blues moderno, sendo, por si só, a evolução do Blues em pessoa.

Curtiu? Então vá ouvir “Death Letter”.

7. Where Did You Sleep Last Night? Leadbelly


Compôs dezenas de canções blues que renderam incontáveis covers. Diz a lenda que ele levou um tirou de espingarda na barriga e sobreviveu, por isso o apelido “Lead Belly” – que significa “Barriga de Chumbo”. Seu instrumento era o violão de 12 cordas. “Where Did You Sleep Last Night?” foi regrava, mais tarde, por Doc Watson, Mark Lanegan, Nirvana, Dolly Parton e muitos outros artista. [N.T.: a versão do Nirvana ficou incrível.]

Curtiu? Então vá ouvir “Take This Hammer”.

8. Dust My Broom  Elmore James


Conhecido como o “rei da guitarra slide” [N.T.: forma de tocar guitarra em que se utiliza no dedo anular ou minimo um pequeno tubo oco e cilíndrico], Elmore tinha um estilo único no instrumento, e ficou conhecido pelo uso de amplificação em volumes elevados e por sua voz comovente.

Curtiu? Então vá ouvir “I Held My Baby Last Night”.

9. Five Long Years  Buddy Guy


Chamado por muito de “a ponte entre o blues e rock and roll”, Buddy Guy é conhecido como um dos expoentes do Blues de Chicago e, pela guitarra marcante, foi uma das principais influências para Jimi Hendrix.

Curtiu? Então vá ouvir “What Kind Of Woman Is This”.

10. Lonesome Valley  Mississipi John Hurt


John Smith Hurt passou a maior parte de sua juventude tocando músicas antigas para seus amigos, em bailes e ganhando a vida como trabalhador braçal em fazendas da região na década de 1920. “Mississipi” foi acrescentado, mais tarde, ao seu nome para alavancar as vendas. Sua influência afetou diversos outros gêneros musicais, como o country e o bluegrass.

Gostou? Então vá ouvir “Payday”.

11. Canned Heat Blues  Tommy Johnson


Também natural do Mississipi, Tommy foi um dos mais influentes guitarristas do Blues. “Canned Heat Blues” é uma canção sobre um alcoólatra que tomou Sterno – um combustível com uma mistura tóxica de etanol e metanol, que quando combinado com líquidos, como água, era chamado “calor enlatado”.

Curtiu? Então vá ouvir “Cool Drink Of Water Blues”.

12. Ramblin’  Johnny Shines


Outro expoente do Blues de Chigago, Johnny tinha uma voz potente e solos de guitarra marcantes.

Curtiu? Então vá ouvir “Trouble’s All I See”.

13. Banana In Your Fruit Basket  Bo Carter


Mesmo após ficar parcialmente cego, Bo continuou a trabalhar na agricultura e a compor influentes canções para o blues.

Curtiu? Então vá ouvir “Pin in Your Cushion”.

14. They Raided The Joint  Helen Humes


Começou a sentir falta de uma mulher na lista? Não se preocupe, Helen Humes está aqui. Helen despontaria em sua carreira cantando jazz, mas foi no blues em que ela começou a chamar atenção; sua voz poderosa ajudou a formar e a definir o balanço vocal das próximas gerações do blues e jazz.

Curtiu? Então vá ouvir “Million Dollar Secret”.

15. Parchman Farm Blues  Bukka White


“Parchman Farm Blues” foi escrita na prisão de Parchman Farm, onde Bukka cumpria pena por matar um homem [N.T.: Bukka White alegou legítima defesa, mas foi condenado mesmo assim].

Curtiu? Então vá ouvir “Strange Place Blues”.

16. Be Careful With a Fool – Johnny Winter


Num gênero musical dominado pelos negros, qual seria a chance de um texano vesgo e albino fazer sucesso? Acontece que, Johnny Winter tinha, com toda certeza, a alma de uma verdadeiro bluesman. Exímio guitarrista, quebrou todos os paradigmas do blues com seus solos poderosos.

Curtiu? Então vá ouvir “Life Is Hard”.

17. Pride And Joy  Steve Ray Vaughan


Já que estamos falando de guitarristas brancos e texanos, impossível deixar de fora um dos maiores guitarristas que já se viu. Steve Ray e sua guitarra levaram o blues a um patamar mais swingado, com linhas de baixo mais marcantes, aproximando-o, assim, ao Rock. Morreu em 1990, em um acidente de helicóptero que também pôs fim à vida de integrantes da equipe de Eric Clapton.

Curtiu? Então vá ouvir “Crossfire”.

18. The Thrill Is Gone  B.B. King


B.B. – Blues Bloy – e “Lucille” – nome carinhoso que dava a suas guitarras – marcaram para sempre a história do blues. Dono de uma discografia irretocável, influenciou guitarristas como Eric Clapton e Hendrix. King morreu na madrugada de 15 de maio de 2015, enquanto dormia, aos 89 anos. Era apreciado por seus solos, nos quais, ao contrário de muitos guitarristas, preferia usar poucas notas. Certa vez, teria dito: “posso fazer uma nota valer por mil”. Alguém discorda de King?

Curtiu? Então vá ouvir “Rock Me Baby”.

19. Born Under a Bad Sign  Albert King


Embora tenha gravado muitos discos, Albert King nunca recebeu o crédito que merecia por conta de sua excelência como bluesman e como guitarrista. A união entre a guitarra cortante de King e a base segura e cheia de molho funky de sua banda a propiciou uma discografia tão matadora quanto clássica, com músicas, posteriormente, regravadas por Clapton, Gary Moore, Free e Rory Gallagher.

Curtiu? Então vá ouvir “Oh Pretty Woman”.

20. Sittin’ On The Top Of The World  The Mississipi Sheiks


O famoso grupo de Delta Blues possuiu diversas formações, onde algumas lendas se juntaram ao grupo, tais como: Bo Carter, Charlie McCoy e Sam Chatmon. Gravada em 1930, esta canção foi regravada por diversos artistas, como Frank Sinatra, Bob Dylan e Cream. [N.T.: a versão de Jack White ficou incrível].

Curtiu? Então vá ouvir “I’ve Got Blood In My Eyes For You”.

21. All Your Love  John Mayall


Que tal um blues britânico? “Blues Breakers With Eric Clapton” foi o disco que catapultou Eric Clapton – então apenas um integrante da banda de John Mayall – à categoria de “deus” para a juventude britânica na segunda metade dos anos 60. Lançado entre o período em que o guitarrista abandonou o Yardbirds e montou o Cream, este álbum até hoje é considerado o melhor disco de blues britânico de todos os tempos e o resultado da proverbial presença de Mayall dentro do cenário musical inglês. “All Your Love” é uma faixa em que já podemos notar que Clapton se sobressaía à banda.

Curtiu? Então vá ouvir “It Ain’t Right”.

22. Back Door Man  Willie Dixon


Dixon era um dos compositores mais famosos do Delta Blues. Escreveu para lendas como Howlin’ Wolf e Little Walter. “Back Door Man” foi escrita para Howlin’ Wolf e regravada pelo The Doors.

Curtiu? Então vá ouvir “I Can’t Quit You, Baby”.

23. Crow Jane  Skip James


Skip James gravou algumas canções para Paramount em 1931, mas não foi totalmente pago para este trabalho, e as vendas caíram rapidamente, devido à grande depressão nos EUA. Então, em meados dos anos 60, o colecionador de blues, John Fahey, o descobriu um hospital do Mississippi. Uma coisa levou a outra e ele acabou tocando no Festival de Folk de Newport. Então, passou a gravar algumas das melhores músicas de sua carreira, como “Crow Jane”.

Curtiu? Então vá ouvir “Devil Got My Woman”.

24. Rolling Stone  Robert Wilkins


Escrita por Muddy Waters, cuja versão foi apropriadamente escolhida pela revista Rolling Stone como o número 459 em sua lista das 500 melhores músicas de todos os tempos em 2004.

Curtiu? Então vá ouvir “That’s No Way To Get Along”.

25. A Sponful Blues  Charlie Patton


Patton é conhecido, por muitos, como o “pai do Delta Blues”. Nasceu em Mississipi, perto de Edwards, mas viveu grande parte de sua vida em Sunflower County, no Delta do Mississipi. Várias fontes dizem que nasceu em 1891, mas ainda há dúvidas sobre isso. Em 1900, entretanto, sua família viajou 160 km ao norte para a lendária Dockery Plantation, uma fazenda perto de Ruleville, Mississipi. Foi lá que John Lee Hooker e Howlin’ Wolf aprenderam com Patton. Também foi nessa região que Robert Johnson tocou sua primeira guitarra. O violão que Patton utilizava era um Stromberg-Voisinet.

Curtiu? Então vá ouvir “Shake It And Break It”.

26. Stormy Monday  T-Bone Walker 


Walker é conhecido como o pioneiro na utilização de guitarra elétrica no Blues – motivo pelo qual, por si só, já seria o suficiente para considerá-lo uma lenda. Mas sua influência ultrapassou a sua música; T-Bone Walker foi o herói de infância de Jimi Hendrix – que procurou de alguma forma imitá-lo ao longo de sua vida.

Curtiu? Então vá ouvir “Roots of Blues”.

27. Wild Geese Blues  Gladys Bentley


Mais uma mulher na lista. Gladys era da Filadélfia e foi manchete nos primeiros trinta anos de Ubangi Clube do Harlem, onde ela foi apoiada por uma linha de coro de drag queens . Ela se vestiu com roupas masculinas (incluindo uma assinatura smoking e cartola), tocava piano, e cantou suas próprias letras obscenas para músicas populares da época rosnando profundamente com a sua voz enquanto flertava escandalosamente com as mulheres na platéia.

Curtiu? Então ouça “Worried Blues”.

28. Alabama Blues  JB Lenoir


Em setembro de 1963 quatro estudantes negros foram mortos quando uma bomba explodiu durante uma missa na 16th Street Baptist Church em Birmingham, Alabama. Martin Luther King chamou Birmingham “de longe a pior cidade para as relações raciais na América”, e John Coltrane escreveu uma música de protesto chamada “Alabama”. Em março de 1965 manifestantes dos direitos civis foram brutalmente agredido por agentes estaduais e deputados, causando ferimentos graves aos que protestavam. Mais tarde, em 1965, JB Lenoir gravava este hino anti-racista ardente.

Curtiu? Então vá ouvir “Feelin’ Good”.

29. Hound Dog  Big Mama Thornton


Uma das vozes femininas mais poderosas da história do blues fez de Big Mama Thornton um ícone popular na década de 50.

Curtiu? Então vá ouvir “Let’s Go Get Stoned”.

30. Got To Be Some Changes Made  Otis Rush


Considerado como o 53º melhor guitarrista de todos os tempos pelo revista Rolling Stone, Rush é canhoto e usa a guitarra para destros virada ao contrário, sem trocar o encordoamento. Com isso, a corda mais fina (E) fica em cima, e os bends têm que ser realizados para baixo, contribuindo para seu som distinto. Influenciou diretamente outros famosos guitarristas, como Clapton, Peter Gray e Steve Ray Vaughan.

Curtiu? Então vá ouvir “So Many Roads”.

 
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Leia a matéria completa em: 30 músicas essenciais para começar a gostar de blues - Geledés http://www.geledes.org.br/30-musicas-essenciais-para-comecar-a-gostar-de-blues/#ixzz3lqUbFnlr 
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Leads-SRTE-10-9-15No dia 9 de setembro foi realizada uma Mesa Redonda no SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) com a participação do Sintratel, dos trabalhadores, além de representantes da empresa Leads4Sales e do produto Net.

O debate girou em torno da garantia dos direitos dos trabalhadores, uma vez que a empresa voltou a demitir e não pagar as devidas verbas rescisórias, o Leads4SalesSRTE-9-9-15-sITE-2FGTS e a liberação do seguro desemprego (desta vez foram 50 demissões)

Além de demitir e não quitar os direitos dos trabalhadores, nesta reunião a empresa apresentou uma proposta absurdo de parcelamento das verbas trabalhistas.

A Superintendente Regional do Trabalho, Drª Vilma Dias, chamou a empresa para uma segunda mesa de negociação, desta vez no dia 10 de setembro, para tentar sanar os problemas, porem a empresa não compareceu.

Frente à atitude da empresa, o Sintratel já esta entrando com ação contra Leads4Sales, incluindo a NET, que é a tomadora dos serviços, para que elas honrem com seus deveres e façam os pagamentos devidos aos trabalhadores.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) fiscalizará e multará a Leads pelo não cumprimento de suas obrigações e pelos danos causados aos trabalhadores.

O Sintratel se coloca à disposição e chama todos os trabalhadores prejudicados pela Leads4Sales a abrirem ação trabalhista contra a empresa. Agende um horário com o Departamento Jurídico do Sintratel pelo fone 3358 1777.

Das 18 cidades em que o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, 15 tiveram redução do valor do conjunto de bens alimentícios básicos em agosto. As maiores quedas foram apuradas em Fortaleza (-4,60%), Salvador (-4,02%), Brasília (-3,46%) e Rio de Janeiro (-2,77%). As altas foram registradas em Porto Alegre (1,20%) e João Pessoa (0,28%). Em Recife, o custo dos produtos básicos praticamente não se alterou (0,01%).

Em agosto, o maior custo da cesta foi registrado em Porto Alegre (R$ 387,83), seguido de São Paulo (R$ 386,04), Florianópolis (R$ 372,79) e Rio de Janeiro (R$ 361,93). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 283,02), Natal (R$ 286,36) e Salvador (R$ 305,11).

Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de Porto Alegre, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em agosto de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.258,16, ou 4,13 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. Em julho desse ano, o mínimo necessário era menor e correspondeu a R$ 3.325,37, ou 4,22 vezes o piso vigente. Em agosto de 2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família era de R$ 2.861,55, ou 3,95 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).

 

TABELA 1

Pesquisa Nacional da Cesta Básica

Custo e variação da cesta básica em 18 capitais

Brasil - agosto de 2015

Capital

Valor da Cesta (R$)

Variação               Mensal (%)

Porcentagem do Salário Mínimo Líquido

Tempo de trabalho

Variação no ano (%)

Variação Anual (%)

Porto Alegre

387,83

1,20

53,50

108h17m

11,27

19,10

São Paulo

386,04

-2,47

53,25

107h47m

8,99

14,28

Florianópolis

372,79

-1,04

51,42

104h05m

5,58

9,44

Rio de Janeiro

361,93

-2,77

49,92

101h03m

7,07

10,47

Vitória

358,00

-2,72

49,38

99h57m

7,46

8,77

Curitiba

354,94

-1,48

48,96

99h06m

12,38

17,03

Brasília

342,66

-3,46

47,27

95h40m

3,94

15,27

Manaus

340,59

-0,07

46,98

95h05m

6,20

12,88

Campo Grande

338,79

-2,39

46,73

94h35m

9,88

17,52

Belo Horizonte

337,42

-2,20

46,54

94h12m

6,76

11,18

Belém

334,45

-1,42

46,13

93h22m

8,72

10,92

Goiânia

320,69

-2,07

44,24

89h32m

6,47

16,12

Fortaleza

317,52

-4,60

43,80

88h39m

13,24

13,94

Recife

309,42

0,01

42,68

86h23m

8,04

6,34

João Pessoa

307,39

0,28

42,40

85h49m

13,00

14,33

Salvador

305,11

-4,02

42,09

85h11m

13,92

14,56

Natal

286,36

-2,46

39,50

79h57m

6,57

5,84

Aracaju

283,02

-0,85

39,04

79h01m

15,19

22,77

 

Fonte: DIEESE

cesta

FinanciamentoSindicalO presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) criou, no final de agosto, uma comissão especial para analisar a questão do financiamento sindical. Trata-se de tema espinhoso e polêmico, já que há muitas divergências sobre a questão no movimento sindical.

O colegiado terá 40 sessões do plenário da Câmara dos Deputados para concluir os trabalhos e será composto por 27 membros titulares e igual número de suplentes.

Há muitas proposições que versam sobre o tema, com destaque para os projetos de lei (PLs) 6.706 e 6.708, ambos de 2009.

O PL 6.706/09 é originário do PLS 177/06, do senador Paulo Paim (PT-RS), que altera a CLT para proibir a dispensa do empregado que concorre a vaga de membro do Conselho Fiscal de sindicato ou associação profissional.

O projeto está também em discussão na Comissão de Trabalho, cujo relator é o deputado Laercio Oliveira (SD-SE).

E o PL 6.708/09, também de autoria do senador Paim (PLS 248/06), versa sobre a regulamentação da contribuição assistencial, determinando o pagamento por todos os membros da categoria. Está anexado ao PL 6.706.

PL 6.708/09 (clique aqui)

Fonte: Diap - Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar

É HORA DA MOBILIZAÇÃO!
Empresa LEADS4SALES volta a demitir e não pagar os direitos trabalhistas

Sintratel chama todos(as) para a luta em defesa dos direitos trabalhistas
A situação dos empregados da empresa Leads4Sales causa indignação. A empresa novamente demitiu 50 trabalhadores e os deixou passando por grande sofrimento por não terem recebido as verbas rescisórias, o FGTS e a liberação do seguro desemprego.

Esses direitos são básicos e existem para dar o mínimo de proteção e assistência ao trabalhador que perde o emprego, e são fruto de muitos anos de lutas da classe trabalhadora brasileira e seus Sindicatos.

Segundo a legislação Art. 5 da Cons-tituição, TODOS E TODAS são iguais perante a lei. Dai, como aceitar a discriminação e a degradação que estes funcionários estão sofrendo?

O mais grave é que, de acordo com as reclamações, ainda existem diversos outros problemas, como o pagamento das comissões, que está atrasado desde julho.

É preciso que a mobilização comece já em defesa dos direitos trabalhistas!

Por isso o Sintratel já convocou a empresa para uma mesa redonda de negociação no Ministério do Trabalho no dia 10 de setembro, às 15h00. E chama TODOS E TODAS para a mobilização pelo dever da empresa em cumprir a legislação e aplicar as garantias trabalhistas que a Convenção Coletiva já assegura a estes funcionários.

 

As reivindicações dos trabalhadores são:

  • Pagamento de Saldo de Salário;
  • Pagamento de Verbas Rescisórias;
  • Pagamento de Verbas Fundiárias do periodo;
  • Pagamento da Multa do FGTS de 50%;
  • Pagamento da Multa do artigo 447 por atraso nas rescisões;
  • Pagamento das Comissões devidas a partir de julho de 2015;
  • Ressarcimento de danos materiais dos funcionários, decorrentes do pagamento de juros de despesas pessoais, tais como, faculdade, cartões de crédito, alugueis, financiamento de veículos e imóveis, pensão alimentícia, etc.

É inadmissível o descaso da empresa com direitos dos trabalhadores!
Não espere para ser a próxima vitima deste abuso patronal!
Vamos nos unir, trabalhadores e Sindicato, e exigir da Leads4Sales respeito à legislação trabalhista!

TODOS NA LUTA
MOBILIZE-SE JÁ POR GARANTIA DE EMPREGO E DIREITOS TRABALHISTAS!

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