O presidente do SINTRATEL, Marco Aurélio, considera acertada a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de colocar fim às chamadas bets no Brasil. Para o dirigente sindical, o jogo de azar deixou de ser apenas uma opção de entretenimento e passou a representar um grave problema social, atingindo diretamente a vida de milhares de trabalhadores(as) e suas famílias.
Segundo Marco Aurélio, o crescimento desenfreado das apostas online vinha produzindo consequências que ultrapassavam o prejuízo financeiro.
“O jogo de azar é um problema social. As bets estavam se tornando um problema para inúmeras famílias. Estamos falando de pessoas que se endividaram, perderam suas economias, comprometeram o salário, passaram por sofrimento e, em muitos casos, chegaram a enfrentar conflitos familiares e até divórcios”, afirma.
Para o presidente do SINTRATEL, é preciso olhar para essa questão principalmente a partir da realidade de quem vive do salário. O trabalhador e a trabalhadora que perdem parte significativa de sua renda nas apostas acabam comprometendo recursos que deveriam ser destinados à alimentação, moradia, educação, saúde, lazer e às necessidades básicas da família.
“Não podemos tratar como simples diversão uma atividade que pode levar uma pessoa ao endividamento, ao sofrimento psicológico e à destruição das relações familiares. Quando o salário desaparece nas apostas, quem sofre não é apenas o apostador, mas toda a família”, destaca Marco Aurélio.
O dirigente também ressalta que o problema ganhou dimensão ainda maior com a facilidade de acesso às plataformas digitais. As apostas passaram a estar disponíveis 24 horas por dia, diretamente no celular, criando um ambiente de estímulo permanente ao jogo.
Na avaliação do SINTRATEL, a decisão de interromper a atividade representa uma medida de proteção social, especialmente para trabalhadores(as) que enfrentam salários apertados e já convivem com o alto custo de vida.
“O dinheiro do trabalhador precisa estar na mesa da família, no pagamento das contas, na compra de alimentos, no comércio e na construção de uma vida melhor. Não pode ser capturado por uma indústria que lucra enquanto milhares de pessoas acumulam dívidas e sofrimento”, afirma Marco Aurélio.
O presidente do SINTRATEL também considera que o fim das bets pode contribuir para que recursos que estavam sendo direcionados às apostas voltem a circular na economia real, fortalecendo o consumo das famílias, o comércio e os serviços.
Para o SINTRATEL, portanto, o debate não é apenas sobre apostas. É sobre proteção da renda, saúde financeira, relações familiares, dignidade e qualidade de vida dos trabalhadores e trabalhadoras.
“Quando protegemos o salário, protegemos a família. E quando protegemos a família, também estamos protegendo a sociedade”, conclui Marco Aurélio.
